Acidentes pessoais com celulares e smartphones que podem levar à morte, aspectos ligados à defesa do consumidor, formas de preveni-los e modos alternativos seguros de carregamento da bateria

 acidenteCertamente você já ouviu falar acerca da possibilidade de acidentes pessoais com celulares e smartphones. Estes acidentes geralmente acontecem na hora de atender ou manusear tais dispositivos, frequentemente quando estão sendo recarregadas suas baterias; mas outras situações são possíveis, como em postos de gasolina ou simplesmente expor ou deixar o celular em condições de elevada temperatura ou próximo a fontes de calor. Neste artigo, descreveremos alguns casos ocorridos e situações de como esses acidentes acontecem, porque acontecem e quem é o responsável? O fabricante ou o usuário? Qual a responsabilidade de instituições governamentais ligadas ao controle de qualidade?

Um caso fatal aconteceu, recentemente, no dia 20 deste mês (janeiro/2015), em Ceilândia, a 36 minutos de Brasília, quando uma criança de 11 anos estava jogando no celular conectado à tomada, carregando a bateria. A menina sofreu parada cardiorrespiratória e foi levada ao hospital, onde recebeu tratamento de reanimação cardíaca e respiratória, mas, infelizmente, não resistiu e veia a falecer. Fato semelhante ocorreu em 2013 na China, também resultando em fatalidade, quando uma jovem de 23 anos foi atender seu iPhone, que igualmente estava carregando a bateria.

Um dos primeiros casos de acidentes pessoais na utilização de celulares foi registrado pelo jornal inglês The Independent, em 2004, que, embora tendo reconhecido a veracidade do fato, equiparou-o a alguns mitos urbanos. Esse acidente ocorreu na Índia com K. Viswajith, um jovem de 31 anos, que morreu eletrocutado ao atender o celular, o qual estava plugado na tomada. A partir daí sugiram muitas correntes na internet que relatavam acidentes com celulares, a respeito das quais não se sabia se eram verdadeiras ou falsas.

Mas o tempo viria, finalmente, convergir para a verdade destes fatos, pois muitos outros casos foram registrados em diferentes países, como Brasil, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, Holanda, Irlanda, Reino Unido, Suíça e Tailândia, envolvendo praticamente todas as marcas mais renomadas de celulares e smartphones, como Apple, BlackBerry, Motorola, Nexus, Nokia e Samsung.

tranfor celNo Brasil, além do caso da menina de Ceilândia, outros casos ocorreram, entre os quais o de uma menina de 14 anos de Araras, interior de São Paulo, em 2006, cujo celular, que portava no bolso da calça, simplesmente explodiu, provocando queimaduras de segundo grau na perna, possivelmente devido a um defeito na bateria.

Um terceiro caso ocorreu em 2011 com a paulista Ayla Mota com seu iPhone, que comprara durante uma viagem à França. Ayla deixara seu iPhone, próximo ao rosto, que carregava enquanto dormia, foi então que, pela madrugada, o aparelho pegara fogo, emitindo faíscas e liberando uma fumaça preta. A jovem também teve problemas com a reposição de seu smartphone, já que a garantia da Apple não cobriria aparelhos comprados fora do Brasil. Após investigação, verificou-se que a jovem havia utilizado um carregador chinês e não o original, e isso pode ter provocado o acidente. A jovem, apesar de ter dormido com o aparelho próximo ao rosto, à distância de 15 cm, felizmente, não teve nenhum tipo de ferimento ou queimadura.

Outro caso que ocorreu no Brasil, em 2007, na Zona Oeste de São Paulo, em Pinheiros, envolveu um frentista de posto de gasolina, que enquanto descarregava um caminhão de combustível, pegara do bolso, presumivelmente, o seu celular, ao que seguiu uma repentina explosão; o frentista sofreu queimaduras graves e viria a falecer três dias depois.

O momento em que o frentista retira o celular do bolso foi registrado por câmeras locais. Um celular foi encontrado, posteriormente, no local do acidente, sendo reconhecido como pertencente ao frentista. Ora! É do conhecimento de especialistas que, embora a possibilidade de explosão de um posto de gasolina pelo uso de celulares seja muitíssimo longínqua, é um evento que tem suas possibilidades de ocorrer.

Neste caso, a explosão no posto de gasolina foi consequência da atmosfera do posto apresentar gases inflamáveis que foram liberados na abertura do tanque de combustível, na ocasião do reabastecimento do posto. Não havia meios para tais fluidos se dispersarem no ar, foi então que se formou uma concentração de gases inflamáveis no local, o que favoreceu a explosão, possivelmente ativada pelas faíscas emanadas do celular do frentista. Celulares podem emitir faíscas invisíveis, capazes de ativar explosões em condições ambientais favoráveis, apesar de que os celulares modernos estejam cada vez mais seguros.

marcas acidentes celularesAlguns dos casos acima, cujo aparelho tiveram sua marca identificada, ilustram acidentes com iPhone (Apple), mas também há casos envolvendo outras marcas, como o caso relatado pela Britânica Sarah McCreath, em 2012, cujo BlackBerry de seu filho de 11 anos, que estava sobre a cama, programado como despertador, teria explodido, causando-lhe queimaduras nas pernas e pés. O aparelho explodira após a completa recarga da bateria. Também, em 2012, houve um caso envolvendo um Motorola Droid, cuja bateria teria pegado fogo, estando o aparelho no bolso de seu usuário, um participante de uma conferência de uma comunidade hacker, nos Estados Unidos.

Outro caso que possivelmente ocorreu devido ao aquecimento da bateria, em 2013, na Coréia do Sul, envolveu um Samsung Galaxy Note, que explodiu no bolso de seu proprietário, o que lhe causou queimaduras de segundo grau, na perna. Neste caso, a bateria encontrava-se fora do aparelho e poderia ter sofrido superaquecimento. Também em 2013, o Nexus S da norte americana Kirsten Zastrow, que deixara carregando enquanto dormia, pegou fogo, e foi acordada pelo cheiro forte de queimado do smartphone. A norte americana estava utilizando um modelo de bateria mais barato que a bateria original, o qual pode ter sofrido superaquecimento. Em 2010, na Índia, Gopal Gujjar, um jovem de 23 anos, morreu em função da explosão de seu celular, um Nokia 1209, que lhe causou ferimentos graves na orelha, pescoço e ombros.

Celulares e smartphones não somente podem explodir, como também podem implodir devido a um defeito na bateria. Um caso de implosão ocorreu em 2009, na França, quando uma jovem, que estava com seu namorado, de repente foi surpreendida com uma trepidação no seu iPhone, que o levou ao completo trincar da tela, no entanto o resto do aparelho ficou inteiro; a causa atribuída a este acidente foi a de um superaquecimento da bateria.

responsabilidade-civil-no-cdigo-de-defesa-do-consumidor-1-638A responsabilidade destes acidentes nunca é atribuída aos fabricantes de celulares, uma vez que as empresas reclamam que têm investido muito em pesquisas, para garantir a máxima segurança ao usuário, como também se observa que a maioria dos casos, é reputada ao mau uso por parte do proprietário do aparelho. Além disso, erros de fábrica são sempre possíveis, pois, na linha de produção, um operário pode cometer um erro, a partir do qual pode resultar em tais acidentes.

Por outro lado, as informações prestadas ao consumidor sobre os riscos e cuidados que deve tomar, parecem não ser suficientes para garantir a segurança do usuário e talvez este seja um dos motivos porque tais acidentes acontecem. As informações contidas nos manuais talvez sejam mais incompletas do que se imagina. Ao procurar no manual do meu celular informação sobre a voltagem de carregamento da bateria, nada encontrei, porém, na parte externa da bateria, encontrei voltagem, amperagem e potência. Acontece, porém, que o primeiro local que o usuário imagina para buscar tais informações, onde vai focar suas atenções, é no manual, podendo passar despercebida as informações gravadas na bateria. A omissão de tais informações no manual, portanto pode ser considerada gravíssima e até irresponsável.

Em termos de Brasil, cabe ao INMETRO verificar a qualidade das informações contidas nos manuais, assim como a qualidade tecnológica empregada nos aparelhos, visando à segurança dos usuários. Em certos casos, porém, como em relação a alguns cuidados devidos à bateria, pode haver culpa do usuário, que muitas vezes não dedica a atenção necessária para sua correta utilização e conservação; como também não reserva um pouco de seu tempo para uma leitura mais atenta do manual, pelo menos em relação a itens de segurança, assim como em outras seções relacionadas a possíveis riscos pessoais, que merecem sua atenção.

Por outro lado, é necessário que os fabricantes de celulares e smartphones reservem uma pequena parte de seus recursos para uma campanha educativa dos usuários destes gadgets, em rádio e televisão, no sentido de proporcionar meios informativos que cheguem mais rapidamente ao usuário. Qualquer dinheiro que se gaste para isto é muito pequeno quando comparado ao valor de uma vida, cujo valor é infinito.

Sensor de calorE já que as empresas empregam fortunas para aumentar a segurança de seus aparelhos, bem que poderiam desenvolver aparelhos com sensores de calor e de eletricidade, para que quando tais formas de energia estiverem, esporadicamente, acima do nível normal, possam emitir alguma forma de sinal, sonoro ou luminoso, por exemplo. Isto se pode conceber, perceber ou reconhecer como uma das possíveis formas ideais imagináveis para reduzir, a zero absoluto (e não zero estatístico), estes acidentes, pois não há dinheiro no mundo que pague a vida de uma pessoa.

Outra possível forma para que se evitem estes acidentes, seria utilizar uma resistência elétrica em celulares e smartphones, como nos chuveiros elétricos, com a função de absorver possíveis excessos de energia e leve, assim, o aparelho à destruição e não uma pessoa à morte, o que também pode ser outra solução para impedir que tais acidentes aconteçam, podendo ser utilizada juntamente com os sensores propostos.

Outra forma muito comum de proteger tanto o usuário, como o aparelho, que é utilizada na grande maioria de aparelhos elétricos, e pode muito bem ser adotado para celulares e smartphones e outros aparelhos similares, que apresentam o mesmo risco ao usuário, é a colocação de um fusível (resistor), pois, em caso de voltagem excessiva, o fusível queima, evitando, assim, de danificar seu aparelho e protegendo sua vida.

Uma solução ainda mais simples e também complementar às outras propostas, que pode ser exigida dos fabricantes no Brasil e em todo mundo, é que os fabricantes produzam aparelhos e carregadores gravados, na parte externa, com a voltagem e amperagem que utilizam. Deste modo permitiria ao usuário checar, por ocasião do uso, se a voltagem ou amperagem do carregador é compatível com a do aparelho, como acontece, por exemplo, para PCs, notebooks e eletrodomésticos em geral.

hqdefaultNeste caso, também se pode observar que existe uma transgressão do Código Nacional de Defesa do Consumidor (CDC), pois, já que carregador e aparelho podem ser vendidos separadamente, então o que as empresas fabricantes estão fazendo é uma venda casada, proibida pelo CDC. O consumidor tem o direito de escolher se prefere utilizar um carregador chamado de original ou outro que tenha parâmetros elétricos compatíveis. Porém, aqui convém lembrar de que carregadores chineses não possuem sistema de segurança implantado para a proteção do usuário, além de que o padrão de tensão de rede elétrica da China (Oriental) é de 220V, sendo, portanto muito perigoso para o usuário utilizá-los.

E uma vez que a venda casada não é permitida pelo CDC, significa que, a empresa que tiver incluído, nos termos de garantia de um produto, a perda de garantia de tal produto, pelo uso de um carregador não produzido pela empresa, estará sujeita a responder por violação do CDC por impor ao consumidor uma venda casada com imposição de perda de garantia.

No caso de Ayla Mota, a jovem que comprou seu iPhone na França, não sabemos se a Apple lhe indenizou, em dinheiro ou com outro aparelho, provavelmente não, devido ter, como vimos, utilizado um carregador chinês, mas ainda que isto esteja incluído em cláusula contratual, nos termos de garantia desta empresa, tanto a perda de garantia por compra no exterior, ou por não ter utilizado o carregador produzido pela empresa, constituem violação de normas contidas no CDC, por isso não podem ser consideradas válidas, uma vez que tal empresa atua comercialmente no Brasil.

Portanto, a jovem teria direito a outro aparelho ou seu dinheiro de volta, independentemente de tê-lo comprado dentro ou fora do Brasil, não importa o lugar onde foi adquirido e onde ocorreu o acidente; tanto faz tê-lo comprado numa loja do Brasil ou numa loja no exterior, o que importa é a responsabilidade do agente causador do dano, no caso a Apple, a qual é parte de uma relação de consumo, que é bem definida pelo CDC brasileiro, cujos princípios fundamentais não devem ser diferentes do CDC de outros países; o caso também pode ser enquadrado, possivelmente, como omissão de informações ao consumidor (em relação à diferença de padrões de um país para outro), o qual teria ocorrido bem antes do acidente com o aparelho.

omcUma prática muito comum destas marcas globais, em tais casos, é a negação do direito do consumidor o que pode caracterizar, no mínimo, extorsão e furto qualificado, que somente podem ser recorríveis em tribunais internacionais ou similares, como o da Organização Mundial do Comércio (OMC). Em tal caso, não somente o aparelho deve ser indenizado, mas também o tempo gasto no requerimento de tal direito, uma vez que a pessoa prejudicada, frequentemente, perde horários de trabalho, que jamais poderá recuperar, além do desgaste emocional que sofre. Nestes casos, o que está em jogo, principalmente, é o respeito global ao consumidor.

Além do mais, também se trata de uma questão de ética, já que a empresa teve conhecimento do caso e, pelo conhecimento, a consciência do dano causado a outrem; portanto é de se esperar que o agente causador do dano o cumpra seu dever, que é, acima de tudo, um dever de consciência, e a boa consciência exige a reparação do dano causado.

Recomendações

Atualmente, a melhor maneira de prevenir tais acidentes é ler atentamente o manual e seguir suas recomendações, até para que você possa ter razão contra os fabricantes, em caso de acidentes graves. Além da leitura atenta do manual, outras recomendações para prevenir acidentes pessoais no uso de celulares e smartphones, é tomar alguns cuidados básicos, os quais estão relacionados a seguir:

(1) Não jogar ou atender chamada no celular se estiver carregando, principalmente se o tempo estiver chuvoso e com descargas elétricas atmosféricas ocorrendo;

celulare vs umidade(2) Não carregue o celular próximo de um chuveiro ligado, especialmente o do banheiro, pois a concentração de umidade no ar, neste caso, pode causar danos aos aparelhos e, igualmente, não o carregue próximo a pia com a torneira aberta ou em qualquer ambiente com umidade;

(3) Não toque no celular com as mãos molhadas, se estiver carregando;

(4) Não deixe o celular carregando em cima de materiais combustíveis, como papéis, ou dentro de caixas, gavetas, ou pior, dentro de automóveis, sob o sol, com ar condicionado desligado;

(5) Não toque nas partes metálicas do carregador, quando for carregá-lo, para evitar possíveis choques;

(6) Não torça demais o cabo do carregador, nem coloque objetos pesados sobre ele, para evitar danos ao transformador, que podem permitir a passagem de uma corrente maior, e causar choque ou excesso de aquecimento no aparelho;

(7) Não carregar o celular perto de fontes de calor de calor como televisão e micro-ondas;

(8) Caso você tenha iPad e iPhone, não utilize o carregador do iPad para carregar o iPhone, pois a voltagem e corrente do iPad são superiores às do iPhone;

(9) Não empreste o carregador de um colega para carregar seu aparelho, a menos que seja da mesma marca e modelo ou que você tenha certeza de ser um modelo compatível; pois alguns modelos de mesma marca podem ser, eventualmente, compatíveis. Caso queira tirar dúvidas, consulte o site do fabricante e informe-se;

(10) Use somente carregadores originais, os quais são específicos para a marca e modelo do seu celular ou smartphone;

(11) Não utilize carregadores não fabricados no Brasil, pois podem ser incompatíveis com a rede elétrica brasileira, e por isso podem apresentar corrente elétrica e voltagem superiores a do seu aparelho;

filtro-de-linha(12) Com o objetivo de evitar possíveis sobrecargas de energia, não utilize quaisquer equipamentos intermediários entre o carregador e a tomada, como benjamins, extensões adaptadores de tomada, etc.;

(13) Só compre baterias recomendadas pelo fabricante, pois, neste caso, as baterias apresentam o selo de aprovação da ANATEL, o que certifica sua autenticidade, estando livre de falsificação;

(14) Habitue-se a terminar o carregamento da bateria de seu celular ou smartphone pelo plugue/tomada e não pelo conector USB/porta mini USB do celular e, se tiver dúvidas ou desconfianças, não toque no celular enquanto estiver carregando;

(15) A cada cinco anos, contrate um profissional capacitado para revisar as instalações elétricas de sua casa ou escritório.

Aparelhos de revestimento plástico, eventualmente, podem ser mais seguros, devido ao plástico não permitir a condução de eletricidade, desde que a tecnologia de vedação seja perfeita, de modo a não permitir que eventuais excessos de energia sejam transferidos para a mão do usuário; enquanto que aparelhos com estruturas metálicas externas possivelmente podem apresentar maiores riscos aos usuários, em caso de sobrecarga de corrente elétrica. Não é à toa que os iPhones estão mais frequentemente ligados a tais episódios.

O carregador é constituído por um transformador, um cabo e um miniconector USB. O transformador, que é a parte conectada à tomada elétrica, modifica valores superiores de tensão elétrica (voltagem), recebida da rede elétrica, para valores inferiores, com os quais os aparelhos trabalham. Celulares e smartphones operam com voltagem de 3 a 5V. Por este motivo é que sempre devem ser utilizados carregadores originais, de mesma marca, modelo e fabricados no Brasil, já que a rede elétrica de outros países pode ter padrões de voltagem e amperagem diferentes. Atualmente, os carregadores são programados para deixar de enviar energia para a bateria, assim que atinja a carga máxima, portanto, neste caso, só haverá acidente se houver um possível defeito de fábrica no carregador, que altere esta programação.

Vitima choque iphoneO caso que vitimou a aeromoça chinesa de 23 anos, em 2013, aludida no início deste artigo, resultou da possibilidade de ela ter utilizado um carregador não original, de acordo com o que foi noticiado pela emissora de TV chinesa; outra possibilidade seria a de que ela utilizara um carregador de 110V, fabricado em Hong Kong, numa tomada de 220V, que é o padrão de rede elétrica da China Oriental.

Apesar de todos estes acidentes acontecerem no mundo todo, as empresas alegam que seus equipamentos são seguros que, em caso de descarga de energia, o transformador terá problemas ou irá derreter; que os fios condutores irão derreter, se sofrerem aquecimento acima do normal. São parâmetros que deveriam ser testados nos laboratórios do INMETRO, para verificar a veracidade de tais afirmações e, deste modo, conferir selo de qualidade para tais carregadores. É outra medida necessária para proteger o consumidor. Afinal, para que esperar que morram milhares de pessoas, para que, então, se tome tardias providências…

Em relação à explosão e implosão de celulares, a causa pode ser atribuída às baterias de íons de Lítio, que, apesar de armazenarem o dobro de energia em comparação a outros tipos, podem explodir ou implodir mais facilmente, por esse motivo é que precisam ser conservadas em temperatura de 25ºC ou pelo menos em temperaturas não superiores a 50ºC, e porque seu celular não deve ser deixado em ambientes que possam exceder este valor, como por exemplo, dentro de um carro sob o sol com ar condicionado desligado.

Acidentes com explosões ou implosões de celulares também podem ser causados por um erro de fabricação. Daí a importância de cadastrar seu celular no site da empresa fabricante para um possível recall, como acontecem para automóveis. Se o serviço de cadastramento não for oferecido, cobre-o da empresa fabricante, para que o atendimento possa ser feito com maior agilidade, caso se faça necessário. O ideal é que eles sejam feitos, como nos de automóveis, por meio de rádio e televisão, pois o direito à informação é assegurado pelo CDC.

amperimetroNo caso de carregamento de celulares e smartphones por meio de porta USB de PCs, notebooks ou netbooks, temos a informar que o carregamento feito desta maneira é seguro, pois os carregadores de celular ou smartphone são projetados para permitir a passagem de corrente elétrica e voltagem maiores que na porta USB 2.0 de tais dispositivos, portanto a energia que passa de uma porta USB 2.0 para um celular ou smartphone é menor que o valor que o carregador pode suportar, não oferecendo, portanto, nenhum risco ao usuário, embora a recarga seja mais lenta, em função de possuir amperagem menor. Portanto, a amperagem, tanto se for maior ou menor que a recomendada, não prejudica seu aparelho. Em caso de ser menor, apenas a recarga será mais lenta e, em caso de ser maior, o aparelho tem como filtrar a corrente, de modo que só vai permitir a entrada de amperagem no valor recomendado. A voltagem, ao contrário, se for superior à recomendada pelo seu aparelho, poderá trazer risco para o aparelho e para você. Uma porta USB 2.0 só fornece 5V e 500mA.

Outra forma alternativa de carregar seu celular é a partir do acendedor de cigarro do carro, para isso você precisará de um regulador de tensão para adaptar a tensão da bateria do carro, de 12V, para a tensão da bateria do celular, de 3 a 5V. Verifique, na bateria do seu celular, o valor desta tensão. Mas você ainda pode optar por comprar um carregador automotivo para celular que seja compatível com seu aparelho. Todavia lembre-se dos cuidados acima referidos, que você deve ter ao carregar o celular dentro de um carro. Fora estes dois casos, não será possível carregar a bateria do celular por meio do acendedor veicular, pois o sistema elétrico do carro não fornece força suficiente para carregar a bateria de um celular. Apenas parece que carrega, mas, na verdade, não está carregando.

E mais uma forma alternativa possível de recarga da bateria de dispositivos móveis é através de benjamins e filtros de linha, os quais apresentam tomadas múltiplas. Estes meios de carregamento são altamente não recomendáveis, pois podem gerar sobrecargas e causar incêndios e choques fatais. Entretanto, desde que você empregue procedimentos corretos para sua utilização, podem se tornar meios seguros de utilização para recarga da bateria desses dispositivos. Tal procedimento correto consiste em distribuir, uniformemente, a voltagem pelas tomadas existentes. Por exemplo, se você tem um filtro de linha de 6 tomadas, cada tomada suportará somente 1/6 da voltagem disponível em rede elétrica (127V), portanto, a voltagem uniforme para cada aparelho será de 127 x 1/6 = 21,16V. No caso de um benjamin, que possui 3 tomadas, a voltagem uniforme será de 127 x 1/3 = 42,33V. Para sua maior segurança, nunca utilize valores maiores que estes em cada tomada, considerando cada caso.

Linha-producao-industriaOutras maneiras de descuido do usuário no uso de celulares e smartphones podem ocorrer no trabalho. Um dos ambientes laborais em que acidentes no uso de celulares e smartphones costuma acontecer é em linhas de produção industrial, nas quais o desvio de atenção pode causar acidentes fatais. Ainda não existem leis que regulem o uso de tais aparelhos em ambiente de produção, mas cláusulas podem ser criadas de comum acordo entre empregadores e sindicatos de trabalhadores. Isto protege o trabalhador, que muitas vezes insiste em desobedecer às normas da empresa, como também exime a empresa de responsabilidades, em caso de desobediência das regras propostas. E já há casos na justiça trabalhista em que foi negado o direito de indenização, em função do descumprimento das normas do ambiente produtivo, em relação ao uso de dispositivos móveis. Uma operária deixou seu celular sobre uma prensa, sofreu acidente grave e não teve direito à indenização, pois o juiz entendeu que houve descumprimento de normas no ambiente produtivo.

Outro caso comum é o uso e manipulação desses pequenos aparelhos ao caminhar pelas ruas. Em tal situação o risco é maior quando o usuário abaixa a cabeça, podendo colidir com pessoas, tropeçar e cair, ser atropelado, ser roubado, além da possibilidade de cair e quebrar o aparelho, causando-lhe prejuízo pecuniário.

Nos casos anteriores de acidentes envolvendo descarga elétrica e defeitos de bateria, ainda não existem dados oficiais sobre o número de pessoas que tiveram acidentes com seus celulares ou smartphones, mas o site da nbcnews, em 2004, ao relatar o caso de um garoto de 13 anos, Curtis Sathre, cujo celular explodiu, ferindo seu braço, também faz alusão a mais 83 casos de pessoas que afirmaram ter-se ferido com a explosão de seus miniaparelhos móveis, e isto muito provavelmente nem chega a ser a ponta do iceberg. Durante pesquisa na internet para elaborar este artigo, encontramos 19 casos de acidentes no Brasil e no mundo, dos quais 7 foram fatais. No Brasil encontramos 4 casos, relatados acima, sendo 2 fatais.

Resumo e síntese

Rede elEm síntese, acidentes elétricos com celulares e smartphones são mais frequentes do que podemos imaginar e cada caso deve ser examinado meticulosamente, pois tanto pode ser de responsabilidade das empresas fabricantes, como do usuário, em função de erros, omissões, descuidos e negligências de parte a parte, principalmente em relação à bateria de íons de Lítio, que são potencialmente explosivas.

Empresas podem ser responsabilizadas por não fornecer informações suficientes nos manuais, por defeito de fabricação no aparelho ou na bateria e por realizarem venda casada de carregadores e aparelhos, uma vez que podem ser adquiridos separadamente, como também por incluírem nos termos de garantia itens que possivelmente violam normas do CDC. Em caso de defeitos de fábrica, devem considerados de responsabilidade dos fabricantes e as vitimas ou suas famílias devem ser indenizadas pelos danos causados.

A melhor maneira de prevenir acidentes ainda é uma leitura atenta ao manual, o que é fundamental para reclamar seus direitos com conhecimento de causa, muito embora seja necessária uma revisão sobre eles, tanto por parte do próprio fabricante, como a realizada pelo INMETRO, os quais devem dar mais ênfase nos parâmetros elétricos, como voltagem e amperagem, cuja informação é primordial para prevenir tais acidentes. O INMETRO também precisa verificar a veracidade das tecnologias de segurança apregoadas pelos fabricantes, porque ainda muito precisa ser feito para, efetivamente, proteger o usuário de acidentes elétricos fatais.

As soluções preventivas propostas neste artigo, como sensores de calor e eletricidade ou absorção ou interrupção de tensão elétrica por meio de resistores ou simplesmente gravar a voltagem e amperagem na parte externa do aparelho podem ser adotadas pelos fabricantes para prevenir, principalmente, acidentes fatais e isso está ao alcance dos fabricantes.

Fonte: internet

70 thoughts on “Acidentes pessoais com celulares e smartphones que podem levar à morte, aspectos ligados à defesa do consumidor, formas de preveni-los e modos alternativos seguros de carregamento da bateria

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