Nexus 5: smartphone do Google-LG traz inovações no sistema Android como recursos de acessibilidade

LG_Nexus_5O modelo Nexus 5 já começou a ser vendido dentro do Brasil e, mesmo com pouco tempo de mercado, o modelo já deu o que falar. Seguindo suas outras versões, é fabricado pela LG, mas de parceria direta com o Google, o qual o capacita de algumas funções a mais no sistema operacional, assim como de uma melhor relação com a loja de aplicativos Google Play Store, e isto é de suma importância para qualquer pessoa que tenha um aparelho com o sistema operacional Android.

Uma das principais discussões que está havendo em relação ao Nexus 5 é sobre o seu valor de venda no varejo, uma vez que o aparelho foi apresentado, oficialmente, por algumas lojas, no valor de R$ 2.799,00, o que representa um valor bastante acima do qual é vendido nos Estados Unidos e em outros países. Entretanto, a maioria dessas lojas já modificou o preço para R$ 1.799,00, e justificaram-se, dizendo que este problema aconteceu devido a um erro, já que o valor original seria, realmente, R$ 1.799,00. No entanto, essa mudança de preço deixou o consumidor bastante irritado, pois demonstra, nitidamente, que as lojas têm o real interesse de vender o produto, não pelo seu preço justo, mas sim pelo maior valor possível.

Deixando essas discussões de lado, voltemos ao Nexus 5, cujo sistema operacional (KitKat 4.4) vem com modificações que objetivam garantir, a qualquer pessoa, a possibilidade de utilizar o aparelho para inúmeras finalidades. Estas modificações são, basicamente, um sistema Android livre de customizações pelo fabricante, no caso, a LG, portanto funciona exatamente como projetado pelo Google, o que deve conferir fluidez durante a execução do sistema.

O Nexus 5 é considerado um dos melhores aparelhos do mercado por incorporar, precisamente, processamento de ponta, implicando em maior velocidade de funcionamento, além das modificações significativas no sistema operacional Android, algo que não pode ser encontrado em outros smartphones à venda, atualmente. Nesta versão do sistema operacional Android KitKat, o Google promete ao usuário, por exemplo, a possibilidade de realizar tarefas por meio de comandos de voz, sem que seja preciso tocar na tela, o que é muito confortável para pessoas portadoras de deficiência visual.

Em sua versão top, o aparelho vem dotado de uma tela de Full HD de 4.95 polegadas, conexão com internet 4G, câmera de 8 MP, processador quad-core Snapdragon 800 com poder de processamento de 2.26 GHz, memória interna de 32 GB e 2 GB de memória RAM, mas sem slot para expansão de memória mediante uso de cartão micro SD, o que poderia ser uma real desvantagem, caso não fosse dotado de tanta memória. Se você é o tipo de usuário que não costuma usar cartão de memória, então este é o smartphone ideal para você. A autonomia de bateria é de 17 horas de uso contínuo em conversação e de 12 dias e meio em stand by.

Quanto ao preço, o atual valor de mercado deste gadget está em torno de R$ 1.300, um preço que se pode considerar bastante razoável, principalmente quando o comparamos ao de outros modelos que possuem as mesmas especificações técnicas e que não mostram tantas melhorias e inovações, como as incorporadas neste dispositivo.

PS – Lembro que o artigo sobre tablets que prometi no final do post anterior, está em fase de revisão e deverá ser publicado nos próximos dias. Tchau!

O que a sociedade da informação está fazendo pela acessibilidade de portadores de deficiência em geral?

A sociedade da informacaoOs aparelhos de comunicação e informação que se pode levar para onde se for, tem se popularizado bastante nos últimos anos e têm sido especialmente úteis para quem não possui nenhum tipo de limitação física, porém, quando se considera portadores de deficiência, isto já não se observa com tanta frequência e as estatísticas confirmam, pois de acordo com um estudo desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cujos resultados foram divulgados em 2011, cerca de 20 % da população mundial apresenta algum tipo de deficiência, tendo sua vida dificultada por conta disso; como também poucos países têm desenvolvido políticas públicas que atendam às necessidades dos portadores de deficiência. No caso de países de baixo IDH, o problema é ainda mais grave, pois, entre outras coisas, nesses países, os portadores de deficiência detêm custos elevados com saúde, gastando três vezes a mais que uma pessoa sem deficiência. No Brasil, o percentual de portadores de deficiência é ainda maior, pois, conforme censo 2010 do IBGE, 23,9 % da população possui algum tipo de deficiência.

De acordo com a Lei da Acessibilidade, Decreto-lei 5296 de 2 de dezembro de 2004, considera-se, para fins acessibilidade, que acessibilidade é “condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida” (das disposições gerais, Capítulo III, artigo 8º, inciso I).

Isto significa, portanto, que devem ser criadas as condições para que um cidadão portador de deficiência tenha assegurado, também, seu direito de ir e vir livremente na cidade em que reside, assim como o de requerer de fabricantes de dispositivos móveis, mediante suas entidades sociais representativas, que sejam projetados e produzidos dispositivos com recursos de acessibilidade, para que o portador de deficiência tenha acesso à informação e comunicação.

No Brasil ainda são poucas as cidades e capitais que se esforçam para desenvolver políticas públicas que garanta o ir e vir livremente dos cidadãos portadores de deficiência. Entre estas cidades destaca-se a capital do estado do Paraná, Curitiba, a qual utiliza uma estratégia que objetiva sensibilizar motoristas e funcionários, sendo citada no referido estudo da OMS, como exemplo a seguir.

b_MMF_GARIEm relação ao direito a informação e comunicação, o Mobile Manufacturers Forum (MMF) ou Fórum de Fabricantes de Dispositivos Móveis (em português) desenvolveu um projeto na web denominado Global Accessibility Reporting Initiative (GARI), que podemos traduzir para Relatórios de Iniciativa para a Acessibilidade Global; com esta iniciativa, o MMF objetiva, primordialmente, financiar projetos de investigação e cooperação nos setores, dentre outros, de acessibilidade, saúde e meio-ambiente, dentro deste contexto, surgiu o projeto GARI, que auxilia portadores de deficiência a ter melhor conhecimento dos recursos de acessibilidade de tais dispositivos, bem como eleger os aparelhos móveis mais adequados as suas necessidades. O projeto GARI está disponível online em 12 idiomas, incluindo o português.

O portador de uma deficiência específica, no projeto GARI, pode procurar, também, por aplicativos e pelo tipo de dispositivo que deseja verificar (ex: tablets, smartphones, etc.), os resultados são listados acompanhados de um percentual sobre a eficiência de um dispositivo em atender às necessidades de um portador de deficiência em particular, como também apresenta os recursos de acessibilidade de cada dispositivo para todas as deficiências.

O Banco de dados do projeto GARI é alimentado por desenvolvedores de aplicativos e pelos próprios fabricantes de dispositivos móveis, dispondo de informações sobre mais de 150 dispositivos das mais diversas marcas como LG, Samsung, Motorola e Nokia.

Com a criação do projeto GARI, o MMF pretende resolver problemas de regulamentações em muitos países, o que pode gerar múltiplas especificidades, dificultando, assim, às empresas de atendê-las.

Entretanto, a União Internacional de Telecomunicações (UIT/ONU), Agência da ONU dedicada a temas sobre informação e comunicação, de acordo com seu relatório de 2012, afirma que está havendo crescente interesse num mercado ainda praticamente inexplorado, o da acessibilidade digital. Apesar deste crescente interesse, os dispositivos móveis, em sua grande maioria, ainda não estão adequada e suficientemente dotados de recursos de acessibilidade para portadores de deficiência, idosos ou analfabetos.

Alguns recursos que podem ser facilmente utilizáveis em dispositivos móveis por portadores de deficiência incluem leitores de tela e aplicativos auxiliares em GPS, que ajudam cegos a se localizar, são exemplos do que já está sendo feito. Mas é necessário um maior envolvimento de operadoras e fabricantes no sentido de beneficiar 20 % da população mundial com o acesso às novas tecnologias de comunicação e informação, principalmente nos mercados emergentes.

c_www_acessibilidadeQuando o assunto é acessibilidade na web, a Lei da Acessibilidade prevê, em relação às iniciativas da União, Estados, Municípios e Distrito Federal, em seu capítulo sobre o acesso à informação e à comunicação (Cap. VI, Art. 47), que “No prazo de até doze meses a contar da data de publicação deste Decreto, será obrigatória a acessibilidade nos portais e sítios eletrônicos da administração pública na rede mundial de computadores (internet), para o uso das pessoas portadoras de deficiência visual, garantindo-lhes o pleno acesso às informações disponíveis.

§ 1o Nos portais e sítios de grande porte, desde que seja demonstrada a inviabilidade técnica de se concluir os procedimentos para alcançar integralmente a acessibilidade, o prazo definido no caput será estendido por igual período.

§ 2o Os sítios eletrônicos acessíveis às pessoas portadoras de deficiência conterão símbolo que represente a acessibilidade na rede mundial de computadores (internet), a ser adotado nas respectivas páginas de entrada.”

Entretanto, o que se observa é que, em termos de acessibilidade em sites do Governo Federal, ainda há muito que fazer, pois, de acordo com a pesquisa de acessibilidade feita em 2010 pelo IBGE, somente 2,5 % dos sites do Governo, até este ano, apresentavam recursos que permitiam a acessibilidade, apesar de, em 2011, este percentual ter subido para 5%, mesmo assim, continua muito, muito baixo. O estado do Pará, dentre os estados, é o que apresenta maior percentual de inclusão digital (30 %) em sites de sua administração pública.

Até final do primeiro semestre de 2012, o percentual de sites acessíveis na web era de apenas 2 %, significando que ainda há muito por ser feito pela inclusão digital e acessibilidade na web para portadores de deficiência, de modo geral.

D_implementacao lei acessibilidadeJanicy Aparecida Pereira Rocha, em seu mestrado em ciência da informação pela Universidade Federal de Minas gerais (UFMG), em 2013, desenvolveu um estudo antropológico sobre a “(in)acessibilidade” da web envolvendo portadores de DV, constatou que é muito importante compreender as especificidades e imperativos de tais deficientes, para que se possa desenvolver websites cada vez mais acessíveis, apesar das dificuldades apresentadas na implementação da Lei da acessibilidade, vigente no Brasil.

Em se tratando de portadores de DV, a acessibilidade na web não é algo difícil de ser praticada e pode ser um bom início para a grande maioria dos sites, basta aplicar técnicas simples, como por exemplo, projetar páginas para a utilização de leitores de tela, como o DosVox, que transformam, em voz, os textos publicados e, para isto, o webdesign deve seguir as recomendações do W3C, entidade internacional que organiza e propõe regras de acessibilidade.

O maior problema encontrado por um portador de deficiência visual (DV), quando acessa a internete, são as imagens, pois ainda não se sabe da existência de leitores para deficientes visuais que façam a audiodescrição da imagem, porém a adição de legendas já seria de grande auxílio.

Ao usar o DosVox, por exemplo, você poderá perceber, claramente, a diferença entre sites que seguem e os que não seguem as recomendações do W3C. No primeiro caso, o site é lido normalmente e as imagens são explicadas, já no segundo caso o site é lido de forma incoerente e as imagens são descritas pelo nome de arquivo.

Lógico que para incrementar um site com ferramentas de acessibilidade, causará um aumento no custo, como também requer mais tempo para sua elaboração, que pode ser estimado em torno de 5 % do tempo consumido para definir e apresentar uma página de bom visual.

A alagoana Fabiana Toledo, secretária adjunta e consultora do Governo do Estado de Alagoas, com vasta formação em ciência, engenharia e tecnologia da informação, em 2013, concluiu o desenvolvimento de um projeto, considerado viável e inovador por entidades especializadas, com o intuito de promover a inclusão de pessoas com necessidades especiais. O projeto, denominado TV Digital Assistiva e Interativa, tem como conceito fundamental realizar ações de interatividade entre um televisor e um aparelho celular, permitindo com que portadores de deficiência utilizem o celular para calibrar o volume do som ou acessar canais de TV, caso apresente alguma deficiência que o impeça de utilizar o controle remoto, o qual, como se sabe, não apresenta ferramentas de acessibilidade, como o celular.

E_panasonic_logoE por falar em TV, a Panasonic lançou, em 2012, no Reino Unido, 30 modelos de televisores digitais que possuem recursos de acessibilidade adicionais ao close caption, que permitem aos portadores de DV ou com reduzida visão, ouvir, por exemplo, o número do canal e o nome de um programa, quando se muda de canal; o tempo de início e fim de um programa, como também se um dado programa disponibiliza soluções de acessibilidade, como audiodescrição, além de disponibilizar online, via rede Wi-Fi, para ouvir, um guia eletrônico das programações e uma sinopse de cada programa. Não houve repasse de custo para o consumidor, mas isto só foi possível com o crescimento do mercado de tecnologia da informação. A Panasonic promete acrescentar novos recursos de acessibilidade se tais modelos forem aprovados pelo público que deseja alcançar.

Outra iniciativa plausível de acessibilidade digital é a do site VisionVox, que dispõe 40.000 e-books de acesso gratuito para portadores de DV. O site é bastante simples, sem a mínima sofisticação visual, o que não o impede de apresentar ferramentas de compartilhamento em redes sociais (Facebook), até porque isto auxilia na sua divulgação, tanto por portadores como não portadores de DV. Neste site, você encontrará clássicos da Literatura Brasileira, como de Machado de Assis, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, etc. O site apresenta opções de audiolivros, sinopses, biografias, promoções, atualizações e sugestões mensais de leitura, dentre outras opções.

Em se tratando de acessibilidade digital para portadores de surdez, foi desenvolvido em 2013, por alunos de mestrado da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), um aplicativo para dispositivos móveis denominado ProDeaf, que permite traduzir frases em português para Libras (Língua brasileira de sinais). O aplicativo funciona por meio da capacidade em reconhecer a voz emitida por um dispositivo móvel dotado de sistema operacional (smartphone, tablet, etc.), que a traduz para Libras com a assistência de um avatar. O aplicativo possui uma base de dados de aproximadamente 3.700 sinais, que serão ampliados para a inclusão de regionalismos.

F_Simbolo_internacional_para_surdezO ProDeaf recebe o nome de uma startup, a qual também desenvolveu uma ferramenta web, uma plataforma online para cadastramento de novos sinais, mediante um sensor que os reconhece, denominado Kinect. O sinal reconhecido é salvo e adicionado à base de dados do aplicativo ProDeaf. Em adendo a isto, o ProDeaf também possui uma ferramenta para traduzir sites em Libras. O ProDeaf já vem sendo usado pelo Bradesco Seguros em seu site. O ProDeaf está disponível para download nas plataformas Android, IOS e Windows Phone. Atualmente, o ProDeaf possui três versões: o ProDeaf móvel, que traduz voz e texto para Libras e pode ser baixado gratuitamente na Apple Store, Google Play e Loja do Windows Phone; O ProDeafWeb, tradutor de Libras online e; o WebLibras, que traduz conteúdos de sites para libras.

Outro aplicativo que chegou ao mercado em 2013 e também está voltado para a acessibilidade de portadores de surdez é o Hand Talk (“Mãos que Falam”). Desenvolvido por três alagoanos (Ronaldo Tenório, Carlos Wanderlan e Thadeu Luz) e fruto de um projeto da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), o Hand Talk é considerado o melhor aplicativo de inclusão social do mundo, título reconhecido pela WSA-mobile, algo equivalente ao Oscar de aplicativos para plataformas móveis, cujo evento é organizado pela ONU. No Hand Talk é possível captar o som do ambiente ou a imagem de um texto fotografado ou textos digitais e traduzir para Libras, instantaneamente; a tradução é mediada por um avatar em 3D, denominado Hugo. O Hand Talk, igualmente, está disponível para download nas plataformas Android, IOS e Windows Phone, como também está disponível para a plataforma BlackBerrie World e pode ser baixado gratuitamente.

Um aplicativo voltado para a acessibilidade de portadores de deficiência física motora é o Ldn Access, que foi desenvolvido em 2012 por um Londrino, Daniel Biddle, que foi vítima de uma explosão de bomba em ato terrorista no metrô de Londres, no qual perdeu as duas pernas, o baço e o olho esquerdo. Daniel Biddle enfrentou muitas dificuldades de acesso na cidade de Londres após adquirir deficiência, e então lhe surgiu à ideia de desenvolver um aplicativo para Iphone em parceria com uma amiga, Tobi Collett. O Ldn Access coleta informações sobre percursos com rampas, com instalações sanitárias adaptadas para cadeirantes e com outros recursos de acessibilidade, que podem ser encontrados em hotéis, restaurantes, bares, cinemas, etc. da capital britânica.

Working on a digital tabletO aplicativo ainda fornece informações sobre a área ao redor do usuário, como também a possibilidade de escolher locais por categorias, como hotel, por exemplo, e, a seguir, permite refinar a busca. De acordo com Biddle, o aplicativo é simples de usar, pois basta apertar um ícone para ter acesso a informações e isto facilita o uso pelos portadores de deficiência, que apresentam problemas de destreza e dificuldades para digitar pequenos textos, como também pode ser utilizado em locais fechados e sem acesso à internete, já que não requer conexão. Eis aí uma ideia para os desenvolvedores voltados para a inclusão social, que pode ser adaptada, em nossas cidades e metrópoles, para proporcionar acessibilidade a portadores de deficiência motora.

Apesar da tecnologia touchscreen proporcionar simplicidade para não portadores de DV, como no exemplo acima, para quem tem DV, pode ser um grande problema. Pensando nisto, Agebson Rocha Façanha, estudante de mestrado, de ciências da computação da Universidade Federal de Fortaleza (UFC), em 2012, desenvolveu um estudo propondo acessibilidade visual e táctil para tais dispositivos. Em seu estudo, Agebson, além do desenho universal de ambientes para uso de portadores e não portadores de deficiência, também descreve as principais tecnologias assistivas, a saber, hardwares específicos, leitores de tela e aplicativos, as quais facilitam a interação de portadores de DV com dispositivos touchscreen. No caso de aplicativos, por exemplo, é possível, aos portadores de DV, enviar e receber SMS utilizando tais dispositivos e, para isto, tais portadores se valem da faculdade de percepção de sinais sonoros e táteis. Apesar das dificuldades encontradas, Agebson obteve avanços na utilização de tais tecnologias.

Agebson aborda, também, a acessibilidade em redes sociais motivado pela informação de que 80% dos usuários de internete visitam redes sociais e blogues e, destes, 40% acessa por meio de smartphones, tablets e outros dispositivos móveis e no fato de que 99% dos internautas brasileiros visitam as redes sociais ao menos uma vez por mês.

H_rede socialAs redes sociais, apesar de serem populares entre os internautas brasileiros, apresentam sérias restrições à acessibilidade para portadores de DV, porém isto pode ser melhorado com a aplicação das diretrizes internacionais de acessibilidade na web, preconizadas pela W3C no documento WCAG, para que os leitores de tela possam apresentar uma navegação mais satisfatória.

O Twitter, por exemplo, quando acessado por leitores de tela, como o DosVox, apresenta links confusos e conteúdos em inglês; leva o portador de DV para outra janela sem advertência precedente; exibe imagens sem descrição com desajustamento de contraste, assim como níveis de cabeçalhos desorganizados. Entretanto, mesmo apresentando estes problemas, o Twitter possui uma interface com razoável acessibilidade, e contribui muito, para isto, sua característica de microblogue, como também por utilizar menos imagens e outros recursos visuais. Por esta razão é a rede social preferida dos portadores de DV, que o acessam por meio de aplicativos, denominados “Clientes de Twitter”, como o QwitterCliente, em português ou o Bc_Tweeter, em espanhol, ambos gratuitos. Outra forma para portadores de DV acessar o Twitter é por meio do site easychirp.com. Há também a possibilidade de acessar o Twitter pelo TwitVox, cujas orientações para instalação você pode obter no site bidvb.com:2300, cujo link para acesso, você pode encontrar no final deste artigo, assim como os dos aplicativos citados neste parágrafo.

Ainda de acordo com Agebson, alguns Clientes de Twitter para plataformas móveis, como smartphones e tablets, incluem os aplicativos Tweetlist 4 (Apple) e Tweet 60 (Nokia com teclado físico). Mais recentemente pode-se acrescentar, para o Iphone, além do Tweetlist 4, o TwitterRific 5, ambos compatíveis com o leitor de tela VoiceOver. Também para aparelhos da Nokia, existem Clientes de Twitter mais recentes, que são projetados para um ou alguns dispositivos, conforme versão do sistema operacional Symbian utilizada. A Nokia também possui leitor de tela para sua plataforma móvel, o Nokia Screen Reader. Todos estes aplicativos não são gratuitos.

I9_android-logoEm termos de leitores de telas para plataformas móveis que apresentam display com tecnologia touchscreen, a Apple está utilizando, em seus dispositivos móveis em geral, como Iphone, Ipad, etc., o já referido VoiceOver (leitor de tela totalmente controlado por gestos) que, combinado com alguns aplicativos Cliente de Twitter, o portador de DV pode acessar esta rede social. Existem muitos Clientes de Twitter compatíveis com o VoiceOver,porém todos eles acessam o Twitter com alguma imperfeição, pelo menos quando considera-se a plataforma Mac. Dentre tais Clientes de Twitter, pode-se mencionar o Cliente Yorufukurou. A Nokia também já desenvolveu um leitor de tela, igualmente, já referido (Nokia Screen Reader), que é compatível com aproximadamente 50 modelos. O Google continua desenvolvendo melhoras no TalkBack, leitor de tela da plataforma Android, atualmente na sua quarta versão.

Em relação a leitores de tela para desktops,a comunidade Linux, com seu sistema operacional de código aberto de mesmo nome, também desenvolveu seu leitor de tela e o denominou de ADRIANE, acrônimo Inglês de Audio Desktop Reference Implementation And Networking Environment, que se pode traduzir para Ambiente para Redes Sociais e Referencial para Implementação de Desktop Auditivo; foi desenvolvido, especificamente, para portadores de DV e vem acompanhado de utilitários e programas, como navegador de internete, sintetizador de voz – ainda que robótica – disponível em 30 idiomas e ferramenta para chamar a atenção para onde está o ponteiro do mouse, objetivando, com isto, auxiliar os portadores de DV em suas atividades e dificuldades mais comuns do dia a dia.

Outro leitor de tela para desktops, porém desenvolvido para a plataforma Windows, também de código aberto, é o NVDA, acrônimo de “NonVisual Desktop Access” e pode ser traduzido para Desktop de Acesso Não Visual e está disponível em 20 idiomas; também é gratuito, leve, fácil de baixar e configurar, além de apresentar versatilidade de uso para não portadores e portadores de DV, pois pode ser ativado e desativado para uso de um, assim como recuperar configurações para uso de outro.

Em síntese, a sociedade contemporânea tem se esforçado pela inclusão social de portadores de deficiência em geral. Entidades internacionais como a ONU e W3C, GARI, MMF e iniciativas governamentais tem surgido ao longo dos anos. Entretanto, ainda há muito que fazer pela acessibilidade tanto pela digital, como não digital. Quando se considera a internete, por exemplo, constatamos este fato, pois são poucos os blogues, sites e plataformas de redes sociais que utilizam, adequadamente, recursos de acessibilidade. União, Estados, Municípios e Distrito Federal também têm feito muito pouco, apesar das Leis que foram aprovadas para garantir acesso à informação/comunicação e mobilidade urbana dos cidadãos portadores de deficiência física. Portanto, entidades e organizações não governamentais ligadas à defesa dos direitos de portadores de deficiência devem se aproximar para cobrar, das autoridades, a garantia do cumprimento das Leis.

Links para clicar e acessar:

Lei da acessibilidade

http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/decreto%205296-2004.pdf

Mobile Manufacturers Forum (MMF)

(http://www.mmfai.org/public/)

Global Accessibility Reporting Initiative (GARI)

https://www.gari.info/index.cfm

W3C

http://www.w3c.br/Home/WebHome

Dissertação MSc: Janicy A. P. Rocha, UFMG (2013)

http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/handle/1843/ECIC-9BFKDS/disserta__o_janicy_rocha_2013.pdf?sequence=1

VisionVox

http://www.visionvox.com.br/

ProDeaf

http://www.prodeaf.net/

Hand Talk

http://www.handtalk.me/

Dissertação MSc, Agebson Rocha Façanha, UFC, 2012

www.mdcc.ufc.br/teses/doc_download/186-

Aplicativo QwitterCliente

http://www.qwitter-client.net/

Mais informações sobre o QwitterCliente acesse o site:

http://www.vejam.com.br/qwitter

Aplicativo Bc_Tweeter (Indisponível por tempo indeterminado)

http://bc-tweeter.juntosblog.info/

Site easychirp para acesso ao Twitter

http://www.easychirp.com/

Site bidvb.com:2300 para orientação para instalação do TwitVox

http://www.bidvb.com:2300/+virtual%20books%20courses.html/+manuais%20e%20guias/twitvox%20-%20manual%20simplificado.txt

Cliente de Twitter Yorufukurou

https://itunes.apple.com/br/app/yorufukurou/id428834068?mt=12

Informações sobre o ADRIANE

http://imasters.com.br/design-ux/acessibilidade/conheca-o-adriane-um-gerenciador-e-leitor-de-tela-para-deficientes-visuais/

Site da comunidade portuguesa do NVDA

http://nvda.pt/

Artigo relacionado

http://notebooksesimilares.com.br/aplicativos-para-deficientes-visuais-que-auxiliam-na-utilizacao-de-computadores/

 

DOSVOX, programa para deficientes visuais desenvolvido no Brasil

Dosvox ufrj4Outro aplicativo muito útil para deficientes visuais é o DOSVOX. É o primeiro leitor de tela produzido no Brasil. Desenvolvido por programadores portadores de deficiência visual (DV) do Núcleo de Computação Eletrônica (NCE) da UFRJ para ser executado, inicialmente, no sistema operacional DOS, de onde vem o seu nome. É constituído por um conjunto de instruções que permitem ao portador de deficiência visual realizar diariamente seu trabalho. Apresenta uma interface que se adapta ao sistema de softwares que servem de base para seu funcionamento, a partir da qual executa operações rotineiras dos aplicativos do Microsoft Office, como copiar, colar, salvar, renomear, criar e excluir documentos e pastas, formatar imagens e áudios, etc. Esse sistema de softwares é constituído fundamentalmente por um sintetizador de voz, além de editor, impressor e formatador de texto para Braille, jogos didáticos e lúdicos, aplicativos para educação de crianças, entre outros. Dispõe também de acesso ao navegador de internete, serviço de e-mail, aplicativos para chat, trocador de arquivos e mídias, enfim, tudo o que for necessário para se comunicar e trabalhar. O sintetizador de voz do Dosvox está disponível em português brasileiro, no entanto, também se pode utilizar sínteses em outros idiomas, não há nada que impeça isto. O Dosvox interage com o usuário portador de DV por meio de diálogos com o conteúdo, grande parte gravada com voz humana, o que o estimula a praticar esforços para entender os layouts, criados para uma visualização intuitiva que auxilia o usuário especial a romper limites e, assim, desenvolver habilidades cerebrais, se diferenciando, portanto, de outros leitores de tela baseados em sintetizadores de voz. Esse diferencial do Dosvox o torna agradável ao portador de DV, além de adicionar eficiência na sua utilização. Os comandos do Dosvox são ativados, em sua maioria, por letras do alfabeto, como por exemplo: teste o teclado (t), edite texto (e), leia o texto (l), imprima (i), execute programa (p), além de comandos relacionados com arquivos (a), discos (d) e jogos (j). Todos os comandos consumados são vocalizados. Outra vantagem do Dosvox é que ele foi muito bem projetado para ser executado no sistema Windows, já que não entra em conflito com outros programas e aplicativos desenvolvidos para portadores de DV, entre os quais, podemos citar o Jaws e o Vitual Vision, entre outros que, ocasionalmente, possam estar instalados no seu desktop ou notebook. A instalação do Dosvox já vem previamente disponibilizada, sendo somente pedido ao usuário especial que confirme sua instalação. Você pode obter o kit de instalação do Dosvox, cujo download pode ser feito por meio do site a seguir: http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/download.htm e as atualizações podem ser obtidas por meio do acesso ao site http://intervox.nce.ufrj.br/upgrade. Outra alternativa para obter-se uma versão do Dosvox é através de CD. Você pode pedir uma cópia gratuita pelo telefone 0xx21-2598-3198 e, então, você receberá o CD contendo o Dosvox, com a condição que você envie um CD de reposição. Portanto, pode-se concluir que entre outras vantagens do Dosvox está em ser produzido no Brasil, facilitando, assim, sua aquisição e compreensão, não entra em conflito com outros aplicativos desenvolvidos para o Windows, é interativo, pois estabelece diálogos com o usuário, é gratuito, podendo ser baixado pela internete ou adquirido através de CD seguido de reposição.

Aplicativos para deficientes visuais que auxiliam na utilização de computadores


Jaws pickOs aplicativos desenvolvidos com o objetivo de facilitar a inclusão digital de deficientes visuais são socialmente muito importantes, pois, além de contribuir para que deficientes visuais se tornem usuários de desktops e dispositivos móveis, contribuem, também, para reduzir as desigualdades sociais, muito acentuadas em nosso país, apesar de alguns avanços nos últimos anos.

Os principais aplicativos desenvolvidos para portadores de deficiência visual são os leitores de tela, dentre os quais podemos citar o JAWS, o DOSVOX, o ORCA, o BRASILDOSVOX, o LINVOX, o VIRTUAL VISION, entre outros, além de outros aplicativos que facilitam a usabilidade pelo portador de deficiência visual.

O Jaws é o mais popular leitor de tela e é desenvolvido para ser executado no Windows, sua execução é possível em português e também em diversos idiomas. Criado pela empresa estadunidense Freedom Scientific, tem a propriedade de vocalizar o que aparece escrito na tela do monitor e, para isso, utiliza a placa de som do computador, também pode transferir as informações lidas e vocalizadas para uma impressora em Braille. O Jaws fala desde o início, proporcionando ao usuário deficiente os passos necessários para sua instalação e utilização.

Em relação aos aplicativos do Windows, proporciona acesso a todos (Word, Excel, Access, Power Point, Microsoft Outlook), como também Internet Explorer, MSN Messenger e Outlook Express, além de muitos outros aplicativos de multimídia, banco de dados, financeiros, gerenciadores de e-mail e ferramentas de programação.

O Jaws dispõe de alguns recursos presentes em páginas de internete, entre os quais é capaz de ler listas de links, frames, tabelas, formulários, arquivos PDF, Java, e Flash; apresenta um conjunto de códigos de teclas de atalho que facilitam a navegação, tornando-a rápida e eficiente, qualquer que seja o navegador que se utilize. Com o uso do teclado, podem-se acessar cursores especiais (PC, Jaws, invisível) que proporcionam acesso aos elementos visuais que surgem na tela como textos e gráficos, além de possuir meios para selecionar idiomas, timbre e tipo de voz e quantidade de informação contextual, dentre outros.

O Jaws tem melhor desempenho quando está associado a uma boa configuração do computador, para isso precisa de um sistema operacional superior ao Windows 98, suficiência de memória RAM e placa de vídeo de boa capacidade para executar as tarefas gráficas mais usuais com driver atualizado.

O Jaws pode ser adquirido no Brasil por meio da Laratec braço tecnológico da Associação brasileira de assistência ao deficiente visual Laramara. Por enquanto, ficaremos no Jaws. Em outra oportunidade trataremos de outros aplicativos para deficientes visuais. Tchau.

Telefones móveis versus direção de veículos


foto celular x volanteAcessibilidade para não deficientes!… Você já ouviu falar? Em certas situações do dia-a-dia, pessoas consideradas como não deficientes também podem precisar de acessibilidade. Uma situação típica é o caso, por exemplo, quando precisamos atender ao telefone celular e dirigir um veículo ao mesmo tempo: uma infração do Código Nacional de Trânsito, uma ação que pode terminar em acidentes graves tanto para quem dirige, quanto para o pedestre.

Mas há como resolver este problema? O que o Governo, as empresas montadoras de veículos e fabricantes de celulares podem fazer para evitar tais acidentes? O que compete ao usuário proceder?

Uma solução paliativa seria a utilização de dispositivos de atendimento remoto das ligações e outros mecanismos que reduzam a perda de atenção do motorista ao atender um telemóvel, como kits para veículo com sistema viva-voz, bluetooth, rádio com sistema de telefone e veículo dotado de câmbio automático (evita a concorrência entre a caixa de câmbio e o celular). Entretanto, de acordo com pesquisas realizadas nos Estados Unidos, mesmo que disponhamos destas alternativas, ainda assim, elas comprometem perigosamente a atenção de quem está ao volante e, ao mesmo tempo, atendendo a um telefone móvel ou, pior ainda, enviando uma mensagem de texto.

Uma nova tecnologia para auxiliar na solução deste problema, mas que até 2012 ainda estava em desenvolvimento é a utilização remota de um aplicativo que bloqueia o sinal do telemóvel, quando o motorista está a uma velocidade superior a 20 km/h. O aplicativo está sendo desenvolvido pela Golsat, empresa que oferece soluções em gestão e rastreamento de veículos e; espera-se que seja utilizado, também, pelas montadoras de veículos instaladas no Brasil, assim como pelas operadoras de celular.

Em outro sentido, existem aplicativos gratuitos desenvolvidos para smarphones nos sistemas Android (Google) e IOS (Apple) que podem auxiliar o motorista a evitar congestionamentos, locais onde ocorreram desastres, radares, policiais, etc. Entre estes aplicativos podemos citar o Waze, que funciona como um GPS social e assim é conhecido, já que motoristas compartilham informações em tempo real sobre o trânsito; o Olho na Estrada, que monitora as condições de trânsito em tempo real nos estados de São Paulo, espírito Santo e Paraná; e o Transito Allianz, que monitora o trânsito em tempo real em algumas cidades e capitais brasileiras e fornece notícias sobre acidentes nas estradas.

Em adição a isto, atropelamentos que resultam em morte causados por quem dirige falando ao celular, considerando as circunstâncias do local do acidente e as condições de lucidez do motorista, poderão ser considerados como crime doloso (intencional), o réu será julgado por júri popular e poderá ser apenado de 6 a 20 de prisão.

Da parte do usuário, espera-se que respeite o Código Nacional de Trânsito, que aja com educação, responsabilidade, cidadania e consciência; e não se prevaleça da dificuldade de fiscalização que órgãos públicos encontram em tal situação; que pare o caro para atender ao celular ou retorne o telefonema para a pessoa que o chamou somente quando chegar ao seu destino, conforme permite o registro deixado no celular, ou mesmo desligar o celular e religá-lo na chegada ao destino.

Da parte das operadoras, de telefone seria interessante criar o modo de direção veicular, na qual o telefone estaria bloqueado para receber ligações durante a condução veicular do usuário.

Fonte: Internet

Imagem: http://manziniveiculos.com.br/foto.asp?path=E:%5Cvhosts%5Cmanziniveiculos.com.br%5Chttpdocs%5Cimg_veiculos%5Ccelular%20dirigindo.jpg&width=630

Acessibilidade: o que é





Wheelchair_symbol.svgAcessibilidade significa a inclusão social de pessoas com algum tipo de deficiência, isto é, seu objetivo é tornar acessível a participação das pessoas com alguma deficiência física ou mental, de forma a aumentar sua capacidade no uso de lugares, serviços e produtos.

A acessibilidade tem sido uma inquietação constante de urbanistas e arquitetos, visando adequar o espaço urbano para cegos, cadeirantes, idosos, etc. preocupando-se, em seus projetos, para que essas pessoas tenham a vida mais aprazível.

Essa preocupação também se verifica em profissionais da informática, que desenvolvem programas que viabilizam o uso de computadores pelos mais variados portadores de deficiências, podendo, assim, desfrutarem dos mais diversos recursos que esse eletrônico oferece. Exemplo de programas desenvolvidos para esta finalidade são leitores de ecrã (tela) para deficientes visuais (programas como o Jaws e o Dosvox) e outras ferramentas como teclados virtuais (portadores de deficiência motora) e sintetizadores de voz (deficiência na fala).

Na internete, organizações como o W3C (World Wide Web Consortium) estão engajadas para a inclusão de deficientes nos acesso as informações disponíveis nos websites. Para alcançar este objetivo, dispõe de recomendações que partem desde o tipo, tamanho e cor das letras e atingem até o código fonte.

Nos dispositivos móveis, a preocupação com a usabilidade universal é crescente, existindo aparelhos específicos para cada tipo de deficiência. Um exemplo é o aplicativo VoiceOver, que integra aparelhos como iPhone e iPad. Trata-se de um leitor de tela baseado em movimentos, que possibilita acessar os aplicativos, “escutar” um texto e utilizar o teclado do aparelho.

A acessibilidade é uma ideia que deve ser expandida para todo o universo de setores em que a humanidade, de alguma forma, se expressa, com vistas a melhorar a qualidade de vida e participação na vida social de portadores de deficiência.