LG Prime Plus, LG Leon e LG G3 Stylus são os melhores aparelhos dual chip com internet 4G da LG que apresentam excelente custo-benefício

1_lg-logoA LG é uma empresa que se destaca pelo foco na produção de smartphones populares de bom custo-benefício. Um destes smartphones é o LG prime Plus. Lançado em março e disponível para venda no mercado brasileiro em abril deste ano (2015), é um aparelho dual chip que é produzido em três versões: a 3G, a 3G com TV digital (HDTV) e a versão 4G, sendo cada uma delas destinada a um tipo de perfil de usabilidade. A versão com TV digital, por exemplo, constitui uma boa escolha para quem deseja estar sempre ligado no seu programa televisivo preferido e isso constitui seu grande diferencial; como também o é a conectividade à rede 4G LTE na versão que toma este mesmo nome. O slot para dois chips é outra boa vantagem presente nas três versões, já que possibilita ao usuário reduzir gastos com ligações telefônicas de diferentes operadoras. As três versões também se destacam pelas câmeras com sensores potentes, combinados com recursos específicos para se fazer selfies de qualidade. A capacidade de carga de sua bateria também nada deixa a desejar. A versão 4G, que apresenta processador mais potente, é a mais indicada para quem prioriza a velocidade de conexão para acesso a redes sociais e uso de conteúdo multimídia, incluindo jogos digitais.

Características gerais

As versões do LG Prime Plus são dimensionadas com tela de 5 polegadas, peso de 144,65g e 10,15cm de espessura, possuem design elegante, recurvado lateralmente na parte posterior, sendo produzido nas cores branca, titanium e dourada. Sua interface operacional e a dos aplicativos está mais suave, no geral, apresentando ícones simples e agradáveis, porém ressalva-se que a existência de aplicativos pré-instalados em tais smartphones precisa ser mais democrática, no sentido de permitir ao usuário, removê-los, se assim desejar, para que possa instalar aplicativos de sua livre escolha. Isto é particularmente útil ao usuário quando deseja armazenar seus conteúdos e não existe outra maneira de arquivá-los, a não ser removendo conteúdos indesejáveis advindos de fábrica. Além do mais são poucos os aplicativos compatíveis para armazenamento e execução a partir de cartões de memória. Entretanto, caso você queira armazenar aplicativos em seu smartphone Android, tenho a lhe informar que isto é possível, basta fazer o download direto para o cartão de memória ou baixá-lo na memória interna e depois movê-lo para o cartão Micro. Para saber mais sobre como fazer estas coisas, clique em baixar e em mover, para se informar sobre os respectivos procedimentos.

Câmeras e vídeo

2_5MP_Front_Camera_prime_plusA câmera frontal vem dotada de foco fixo e sensor de 5 MP com resolução de 2560 x 1440 pixels, sendo ambos, foco fixo e sensor de imagem de 5 MP, muito indicados para selfies; além de que apresenta também recursos de iluminação para autorretratos mediante uma tela clara, brilhante que ilumina o rosto da pessoa, como se fosse uma espécie de flash virtual. Outro recurso que se destaca é o Quick Selfie, um recurso especial que a LG costuma colocar somente nos smartphones mais robustos, que possibilita que a fotografia seja obtida por meio de gestos, bastando, para isso, abrir e fechar as mãos que, após alguns segundos, a selfie estará pronta. Este recurso é altamente confortável na hora de fazer selfies, pois deixa seu outro braço inteiramente livre, sem a necessidade de esticá-lo para disparar o click.

A câmera traseira, ao contrário da câmera frontal, é dotada de foco móvel e sensor de 8 MP, produz imagens em Full HD com resolução de 3264 x 1840 pixels, vem com temporizador, possui flash LED, como também apresenta o mais desejável recurso para uma câmera digital, o efeito HDR, que permite obter imagens em condições de baixa luminosidade, e isso contribui significativamente para melhorar a qualidade das imagens. Ambas as câmeras produzem vídeos em Full HD (1920 x 1080 pixels) com taxa de imagens por segundo de 30 FPS, bem como produzem fotografias de qualidade satisfatória em condições normais necessárias para formação das imagens.

Áudio

A qualidade do som também se destaca, pois vem dotado de potentes autofalantes com potência de 1 W, o que colabora substancialmente para que a qualidade do som não seja perdida com o aumento da intensidade de volume, o que pode satisfazer uma ampla diversidade de usuários, inclusive os mais exigentes. Isto se verifica especialmente na versão Prime Plus 4G. Além disso, pode executar áudios em mais de nove formatos.

Tela

3_Tela-prime-plus-lg--IilustratAs versões do LG Prime Plus apresentam tela LCD com tecnologia IPS e resolução de alta definição (HD): 1280 x 720 pixels, densidade de pixels de 293 ppi, sensível ao toque (touchscreen capacitiva), mas sem proteção Gorilla Glass. O brilho da tela é controlado por recursos que favorecem a saúde dos olhos, já que a intensidade de brilho possui modo automático, que funciona de forma bastante eficiente, produzindo cores com saturação moderada e, com isto, amenizam possíveis desconfortos que podem ocorrer quando o brilho é excessivo e as cores são intensas, claras e fortes. Certamente há uma perda na beleza das cores, mas há um ganho que reverte para a saúde dos olhos, um bem essencial para todos os seres humanos. Mas a perda não é tão grande assim, de tal modo que compensa perfeitamente pelos ganhos ao conforto ocular.

Por outro lado, há também a vantagem de que permitem que interface seja vista a pleno sol ou em ambientes fortemente iluminados, algo pouco comum em smartphones. Além de que as visualizações das postagens de imagens e vídeos em redes sociais não serão prejudicadas, já que as versões do LG Prime Plus produzem conteúdo gráfico em qualidade Full HD. Portanto, as postagens multimídias poderão ser vistas com elevada qualidade, desde que, obviamente, o usuário tenha aparelho compatível com tais tecnologias que permitem maior taxa de transferência de luz, permitindo, assim, visualizações com brilho intenso e cores vibrantes. Deste modo, unindo o útil ao agradável, você assegura o conforto e saúde dos seus olhos e faz bonito nas redes sociais.

Diferentemente do Sony Xperia M2 Aqua, que utiliza uma tecnologia de tela mais suave (qHD), mas preserva a qualidade de imagens e vídeos em Full HD para uso em redes sociais; o LG Prime Plus, ao contrário, preserva a qualidade resolutiva da tela (HD), que vem acompanhada de recursos que reduzem a intensidade do brilho, no aparelho, como também não afetam a qualidade da visualização em redes sociais através de outros dispositivos sem controle de brilho.

Hardware e sistema operacional

4_Prme-plus-hardware-IilustrativaO LG Prime Plus apresenta, distribuída nas duas versões para rede 3G, um processador quad core Mediatek MT6732 com clock de 1,3 GHz, GPU Mali-400, memória RAM de 1GB, memória interna de 8GB com possibilidade de expansão mediante uso de cartão de memória Micro SD em até 32GB. Apresenta acesso a redes e conectividades 2G (GPRS, EDGE e UMTS), 3G (HSDPA, HSUPA, HSPA+), Wi-Fi 802.11 b/g/n, Bluetooth 4.0, GPS com A-GPS e GLONASS, além de Micro USB 2.0, TV digital com antena embutida e Rádio FM. A versão 3G simples apresenta a mesma configuração da versão 3G HDTV, diferindo apenas no acesso a TV digital, que não possui; ao passo que, a versão 4G se diferencia por apresentar processador Quad Core Mediatek com clock de 1,5 GHz, sendo igual nos demais componentes de hardware. O sistema operacional é o Android versão Lollipop 5.0.2 customizado pela LG, mas tal customização, ao contrário do que se supõe, não afeta o desempenho do aparelho, nem a fluidez do processamento de dados.

Recursos exclusivos

Além dos recursos especiais para selfie observados na câmera frontal, outro recurso exclusivo dos smartphones mais recentes da LG, que vem se firmando como padrão desde o LG G3, é o Smart Button, um botão com as funções básicas de intensificar o volume e bloquear aparelho, inserido na face posterior do dispositivo que incrementa a ergonomia e promove maior facilidade no manuseio pelo usuário. Esse recurso, para usuários mais acostumados com botões nas laterais, pode ser considerado como desvantagem, já que pode causar certa estranheza, mas nada que não se possa se acostumar. A intenção da LG foi de reduzir a taxa de queda do aparelho, que tem muita chance de ocorrer – em cerca de 40% – quando os botões se encontram nas laterais, bem como a intenção de promover o manuseio do aparelho da forma mais natural possível. Outro recurso especial é o Knock on, o qual permite que o usuário ative ou desative o móbile com dois toques ligeiramente leves, além dispor do Knock code, que possibilita criar códigos de segurança constituídos pela combinação de dois a oito toques, que poderão ser usados ainda que a tela esteja desligada.

Autonomia de bateria

5_Prime-plus-recurso-quic-view-bateriaA bateria é de íons de Lítio, é removível e apresenta capacidade de carga de 2460 mAh, tem autonomia suficiente para deixar o aparelho em funcionamento por 36 horas de uso moderado ou descontínuo ou 24 horas de uso contínuo. Baterias com autonomia igual ou superior a 24 horas de uso contínuo são recomendadas para quem não quer ser interrompido por uma descarga durante o dia, já que poderá prevenir-se disso recarregando o aparelho ao final de cada dia ou ao despertar pela manhã. Também conta com recursos que contribuem para maior autonomia da bateria, como o quick view, que, mesmo com o display desligado, permite visualizar informações, como horas e notificações com o simples deslizamento do dedo sobre a tela, em qualquer parte.

Qual a melhor versão?

Das três versões, a que apresenta melhor desempenho é, como era de se esperar, a do LG Prime Plus 4G, por apresentar um processador um pouco mais potente que as demais versões, e isso faz toda a diferença no desempenho, pois processa informações gráficas com boa fluidez, desde que se utilize conteúdo gráfico não muito pesado, como jogos digitais, bem como a utilização simultânea de aplicativos, desde que não excessiva, também é tranquila. Estas limitações são até naturais e aceitáveis para dispositivos cujo foco principal é o custo-benefício para seus potenciais usuários. Nas versões Prime Plus 3G e Prime Plus 3G HDTV podem ocorrer travamentos e as funções especiais (Quick Selfie, Knock Code, etc.) podem não funcionar a contento. Recomenda-se, para estas versões, uso um pouco mais moderado, principalmente quando se dispõe de uma memória de apenas de 8 MB para armazenamento, da qual pouco mais da metade é ocupada pelo sistema operacional, interface e os tais aplicativos de fábrica.

Comparações com LG G3 Stylus e LG Leon

6_Prime-plus-comparações_Im_IlustrativaComparando-se as versões do LG Prime Plus com o LG G3 Stylus, constata-se que a versão Prime Plus 4G apresenta os seguintes quesitos superiores ao predecessor: (1) processador, (2) sensor da câmera frontal, (3) resolução de tela, (4) leveza, e (5) portabilidade, já que é um pouco menor. As demais versões do Prime Plus também são superiores ao G3 Stylus nos quesitos onde a versão Prime Plus 4G é superior, exceto no processador, no qual são equivalentes ao LG G3 Stylus. O sistema operacional das versões do LG Prime Plus também é mais recente, como era de se esperar. O LG G3 Stylus é superior somente na capacidade de carga da bateria, que se justifica por apresentar maior dimensionamento de tela (5.5 polegadas), o que requer maior consumo de bateria. Cumpre ressaltar que a versão LG G3 Stylus é inferior ao LG G3 original, que foi considerado um dos melhores smartphones do ano passado (2014) por alguns sites especializados em tecnologia, no Brasil, embora não seja recomendado para quem deseja fazer selfies, já que sua câmera frontal conta com um sensor de apenas 2.1 MP, quando, como sabemos, o recomendado para se fazer selfies de qualidade são pelo menos 5MP no sensor de imagem e isto o LG Prime Plus apresenta.

Outro smartphone da LG que se pode comparar com o LG Prime Plus versão 4G, bem como as outras duas versões é o LG Leon. Lançados conjuntamente, são dois dispositivos muito parecidos na aparência, exceto na parte posterior, na qual apresentam diferenças próprias, mas quando consideramos o processamento de informações, o LG Leon apresenta melhor desempenho, embora apresente processador com clock inferior (1,2 GHz, versão 4G) ao da versão Prime Plus 4G. Isto se deve possivelmente pelo fato de que o LG Leon é dotado de algumas características técnicas que o tornam mais otimizado para um melhor desempenho, o qual é confirmado por testes de benchmark, que revelam que O LG Leon apresenta melhor desempenho que o Prime Plus 4G.

Outras características do LG Leon incluem o fato de ser produzido somente nas versões do 3G com TV digital e 4G, é dual chip e apresenta um pouco mais de portabilidade, já que é um pouco menor, pois é dimensionado com tela de 4.5 polegadas; apresenta também menor resolução tela (854 x 480 pixels), câmeras com menor resolução, sendo que a frontal é inadequada para selfies (0.3 MP), além de que a câmera principal não tem estabilização digital, mas preserva a qualidade do vídeo em Full HD, o que não ocorre com a câmera frontal, cuja qualidade é VGA, porém isto tudo possivelmente pode ser compensado com a maior autonomia de bateria combinada com um excelente custo-benefício, além do melhor desempenho, evidentemente. É, portanto, um aparelho bastante indicado para quem prioriza o desempenho e não se importa com suas desvantagens referidas acima.

Melhores preços

7_Prime-plus-preços-Im-ilustratO menor preço para o LG Prime Plus versão 4G (H522F) você vai encontrar no Ponto Frio por R$ 699,00 à vista ou em 8 parcelas de R$ 87,38 ou ainda em 12 parcelas de R$ 58,25 no Cartão Ponto Frio. O menor preço para a versão Prime Plus 3G com TV digital você vai encontrar no Magazine Luiza por R$ 588,72 à vista, com 12 % de desconto, ou a prazo por R$ 669,00 em 10 parcelas de R$ 66,90 no cartão de crédito. O menor preço para a versão 3G sem HDTV você vai encontrar no Extra, por R$ 599,00 à vista ou em 7 parcelas de R$ 85,57 sem juros, por R$ 569,05 parcelado em 10 vezes de R$ 56,90 no Cartão Extra ou ainda em parcela única pelo mesmo valor em cartão de crédito.

O menor preço para o LG Leon com TV digital você vai encontrar no Magazine Luiza por R$ 439,00 sem juros em até 10 parcelas de R$ 43,90 sem juros no cartão de crédito ou à vista com 12 % de desconto por R$ 386,32. O menor preço para a versão 4G do LG Leon você vai encontrar no site da loja Novo Mundo por R$ 464,00 à vista no boleto bancário ou em 10 parcelas de R$ 49,89 no cartão de crédito.

Você pode optar também por um LG G3 branco, tela de 5.5 polegadas, single chip, rede 4G e NFC (utilizada para fazer pagamentos), câmera posterior de 13 MP e sistema Android KitKat nas lojas Americanas por R$ 1.099,00 à vista ou em 10 parcelas de R$ 110,00.

Outra boa oportunidade de compra é a do LG G4 Stylus com TV digital, dual chip com rede 3G, tela de 5.7 polegadas, câmeras principal e frontal de 13 e 5 MP e sistema Android Lollipop no Magazine Luiza por R$ 949,52 à vista com 12 % de desconto já calculado ou em 10 parcelas de R$ 107,90 no cartão de crédito.

Considerações e conclusão

8_Prime-plus-e-Leon_Im_ilustratO smartphone LG Prime Plus, considerando-se que é um celular que procura atender clientes que priorizam o custo-benefício, pode ser considerado um ótimo aparelho dentro de sua categoria, apresentando de razoável a bom desempenho, com destaque para suas câmeras, especialmente a frontal, que vem dotada de recursos para quem deseja fazer selfies. Suas câmeras podem ser consideradas incomparáveis quando cotejadas com câmeras de outras marcas de smartphone do mesmo segmento de perfil de consumo. A autonomia da bateria está dentro dos padrões de mercado. Tudo está otimizado para deixar o usuário satisfeito, desde que faça uso moderado do aparelho. Uma vantagem que deve ser especialmente ressaltada é o fato de que permite a visualização de sua interface em plena luz do sol, incrementando, assim, sua usabilidade, igualmente pode-se dizer em relação ao controle automático do brilho.

Pode-se concluir, portanto, que talvez o aparelho ideal para usuários que priorizam o custo-benefício, nos quais a LG é especialista, seja um aparelho com o mesmo processador com o mesmo clock do Prime Plus 4G combinado com todas, algumas ou somente uma das características do LG Leon, como o menor dimensionamento de tela, que talvez seja possivelmente uma das tais características que contribuem para seu melhor desempenho, quando comparado ao LG Prime Plus 4G, já que o menor dimensionamento em peso e tamanho contribui para um menor consumo de energia, que pode ser drenada para outras funções e, assim, deve possivelmente aumentar o desempenho do processador. Smartphones LG, de modo geral, por serem de certo modo campeões em custo-benefício, são também excelentes para serem utilizados como uma segunda opção, caso o seu smartphone principal apresente algum problema técnico que inviabilize seu uso. Portanto, escolha o LG Prime Plus se você prioriza fazer selfies de qualidade; escolha o LG Leon se você prioriza o desempenho geral ou escolha o LG G3, se você prioriza superioridade geral, robustez de hardware e desempenho. Tchau!!!

Fonte: Internet

Sony Xperia M2 Aqua é uma ótima opção de smartphone para quem sente desconforto com o brilho intenso de tela e quer um dispositivo de bom custo-benefício.

Xperia m2 aquaA Sony Mobile é a única empresa a produzir smartphones à prova d’água e à poeira. Esta inovação tecnológica foi iniciada na linha de smartphones Z e agora se estende ao Sony Xperia M2 Aqua, cujas especificações são semelhantes às do Xperia M2, que não possui o referido recurso tecnológico. O Sony Xperia M2 Aqua é capaz de resistir a uma profundidade de 1,5 m durante 30 minutos e a jatos de água de baixa pressão, um quesito que pode ser desejável por alguns perfis de usuários, como aqueles que adoram estar com seu smartphone sempre próximo de si e de frequentar piscinas de clubes ou mesmo de residência; também pode ser útil para usuários, cujo trabalho necessite molhar ou sujar constantemente as mãos; ou ainda se reside em lugares onde ocorrem chuvas repentinas em determinada época do ano, como no caso de algumas localidades da Amazônia.

Design

Lançado em agosto e disponível para venda desde final de setembro do ano passado (2014), o Sony Xperia M2 Aqua é produzido nas cores preta, branca e cor-de-cobre; seu design é constituído pela combinação de linhas retas nas laterais e cantos arredondados, aos quais está associada uma das menores espessuras do mercado (8,6 mm), que o deixa com uma aparência bastante agradável aos olhos, além de que pode proporcionar, ao usuário, algum conforto manual ao empunhar o aparelho.

Resolução

O Sony Xperia M2 Aqua vem dimensionado com peso de 149 g, espessura de 8,6 mm (como já referido acima) e tela de 4.8 polegadas. É dotado de uma tela LCD touchscreen capacitiva com tecnologia IPS e proteção Gorilla Glass 3; a resolução é qHD (1/4 da resolução Full HD = 540 x 960 pixels) com densidade de pixels de 230 ppi. Esta resolução parece bem adequada para pessoas que querem proteger seus olhos da intensidade de radiação de telas eletrônicas, ou para pessoas que já sentem desconforto ocular quando estão diante de telas muito brilhantes e queiram trocar de smartphone. Estas telas são encontradas principalmente na grande maioria dos smartphones, phablets e tablets.

Xperia imagem tirada cameraA resolução qHD pode ser considerada a principal especificidade deste aparelho, quando comparado a outros aparelhos atualmente encontrados no mercado. Os usuários que o adquirirem obviamente não estarão sujeitos a excessos de brilho, pois este dispositivo móvel apresenta, em certo sentido, intensidade de luz otimizada, sem o excesso de brilho comum nos aparelhos em geral, o que pode ser ótimo para a saúde de seus olhos, principalmente se você usar o aparelho durante horas a fio, sendo especialmente recomendado, portanto, para usuários que priorizam a saúde de seus olhos. Para entender mais sobre os vários tipos de resolução de tela, clique em resoluções e leia o artigo sobre este assunto.

Bateria

Sony Xperia M2 Aqua tem bateria com capacidade de carga de 2330 mAh, cuja autonomia é de 26 dias e 17 horas em stand by ou 37 horas e 31 minutos de reprodução contínua de áudio, ou ainda 8 horas e 4 minutos de reprodução contínua de vídeos; e além disso pode ser otimizada através do modo Stamina, que, quando ativado, pode aumentar a eficiência energética do aparelho e durar por mais tempo, em cerca de 14 % ou 3 horas e 22 minutos de acréscimo. Embora você possa adquirir aplicativos na loja Google Play Store para otimizar a bateria de seu smartphone¸ nada pode ser melhor que um aplicativo produzido e otimizado especialmente para determinado aparelho, que já venha instalado de fábrica, o que é o caso deste smartphone.

A configuração de hardware do Sony Xperia M2 Aqua é constituída por um processador Qualcomm Snapdragon 400 de quatro núcleos (quad core) com poder de processamento de 1.2 GHz, GPU Adreno 305, memória RAM de 1 GB, memória de armazenamento de 8 GB com possibilidade de expansão mediante uso de cartão de memória micro SD. Possui também suporte para as redes 2G, 3G e 4G, assim como as conectividades Wi-Fi, Bluetooth, NFC e DLNA, além de GPS com A-GPS e GLONASS, rádio FM e micro USB 2.0. A velocidade máxima de download é de 150 Mbps e de upload é de 50 Mbps. O sistema operacional é o Android 4.4.2 KitKat.

Câmera

Xperia-M2-Aqua-camera (2)A câmera traseira possui sensor de imagem Exmor RS de 8 MP, o qual diminui o ruído e realça as cores; executa e produz vídeos com resolução HD de 1080p e taxa de imagens por segundo de 30 FPS, que garantem fotografias e vídeos de qualidade satisfatória dentro e fora d’água, como também permite a impressão de imagens de qualidade, além de contar com os seguintes recursos: foco automático, zoom digital 4x, flash, estabilizador de imagem e vídeo, redutor de olhos vermelhos, detector facial, detector de sorriso, rastreamento de objetos, etiqueta geográfica e foto panorâmica. Outros recursos interessantes deste smartphone envolvem a capacidade de permitir ao usuário postar vídeos ao vivo para o Facebook bem como modificar o cenário e a realidade da imagem pela adição de outros elementos de sua escolha.

Apesar de possuir resolução qHD, as imagens não ficam prejudicadas, pois a tecnologia IPS colabora com uma melhor visualização, proporcionando um amplo campo de visão. Também conta com efeito HDR, recurso importante para fazer boas imagens e vídeos em qualquer condição de luminosidade. A câmera frontal é de 1.1 MP com resolução VGA, o que é muito pouco para fazer selfies de qualidade, mas aqui resta somente confiar na marca Sony, que tradicionalmente insere excelentes câmeras em seus smartphones, mesmo quando apresentam sensor com poucos pixels, já que câmeras é a principal especialidade da Sony.

Preço

O menor preço para o Sony Xperia M2 Aqua você vai encontrar no Shoptime no valor de R$ 629,10, já com desconto de 10%, no boleto bancário ou bankline, sendo que, no cartão Shoptime, você poderá adquiri-lo em uma parcela única de R$ 585,06 (com desconto de 10%) ou ainda por R$ 650,07, em 12 parcelas de R$ 54,17 sem juros com ganho de pontos no cartão. Você também poderá comprá-lo nas lojas Americanas, no cartão Americanas, pelo valor de R$ 629,10 em uma única parcela ou em 12 parcelas de R$ 58,25 sem juros.

Considerações

bateria-sony-xperia-m2-aquaComo nem tudo pode ser perfeito, seu principal defeito é possuir apenas um slot de chip, o que significa que você somente poderá dispor dos serviços telefônicos e internet de uma só operadora. Cumpre observar que existem outros smartphones, de mesma categoria, que apresentam dois slots para chips de operadoras. Outra observação a fazer é em relação ao áudio, cuja qualidade do som é mono, a qual é inferior à do som estéreo.

Por outro lado, pode-se dizer que o seu principal ponto forte é o rendimento de energia da bateria, o qual supera o de qualquer smarphone de mesma categoria, como também, o fato de permitir acesso tanto a conexão 4G como 3G proporciona relativa flexibilidade de escolha ao usuário, mas lembre-se de que, para utilizar a conexão 4G, você precisará de um chip compatível. Ainda cumpre ressaltar que, embora a qualidade de imagens e vídeos esteja limitada pela tela qHD, eles poderão ser vistos em qualidade HD (quatro vezes maior), quando postados nas redes sociais, por usuários, seus amigos, cujos dispositivos tenham esta resolução de tela. Portanto, está garantido que você, ao mesmo tempo que protege seus olhos do brilho intenso das telas de maior resolução, também fará bonito para seus amigos, que são usuários de dispositivos que apresentam maior resolução de tela.

Fonte: internet

A síndrome do ressecamento dos olhos e a exposição excessiva e prolongada a monitores de vídeo de computadores pessoais ou a telas de dispositivos móveis: sintomas e tratamentos


Sindisf lacrimalNo artigo anterior, iniciei dizendo que o advento dos computadores pessoais, notebooks e dispositivos móveis trouxe muitas comodidades para as sociedades em geral, e que as tecnologias podem acarretar impactos na saúde das pessoas, e que isso se expressa com o passar do tempo, devido ao excesso de uso prolongado. A exposição excessiva e prolongada à tela de tais dispositivos pode causar problemas na saúde dos olhos, muitas vezes devido ao uso de excesso de brilho, mas principalmente, como veremos, pela radiação azul-violeta, utilizada principalmente em telas de smartphones e tablets.

A síndrome da disfunção lacrimal, também conhecida como ceratoconjuntivite seca, síndrome dos olhos secos, síndrome do ressecamento ocular, secura dos olhos ou simplesmente olhos secos é uma dessas doenças contemporâneas resultantes do uso meio que irracional de tais aparelhos dotados de telas irradiantes, cujo uso intensivo e muito próximo do usuário modifica a reação natural de piscar, levando à redução de qualidade e quantidade de lágrimas, as quais umidificam e lubrificam os olhos, sendo que, nesse processo, os computadores pessoais se destacam, já que são utilizados durante horas a fio para pesquisa, estudo, trabalho e outras atividades.

A síndrome do ressecamento ocular pode ser tanto curável como crônica e se caracteriza pela degeneração da película que oxigena, nutre, lubrifica, protege e cobre as células da superfície ocular. Essa película protetora dos globos oculares é constituída essencialmente de lágrimas, cuja redução na produção, perda de qualidade ou evaporação excessiva afetam os olhos, dando origem aos desconfortos oculares característicos desta doença.

A quantidade de lágrimas produzidas depende da atividade de glândulas secretoras existentes ao redor das pálpebras, cuja produção tende a diminuir com a idade, condições climáticas e ambientais, dentre outros fatores que favorecem a redução da quantidade de lágrimas, além da possibilidade de perda para o ambiente mediante evaporação excessiva, que ocorre geralmente devido a disfunção das glândulas de Meibomius ou deficiência de mucina.

A lágrima

LagrimasA qualidade da lágrima depende da perfeita composição de suas três camadas constituintes: oleosa, aquosa e mucosa. A constituição da camada oleosa da lágrima permite conservar a camada aquosa, que é responsável pela hidratação da superfície do globo ocular e, ambas associadas, se distribuem uniformemente sobre a superfície ocular a cada piscada, mediante ação funcional da camada mucosa. Se algum fator externo ou interno contribuir para o desequilíbrio funcional destas três camadas, promovendo a sua evaporação acelerada ou distribuição desuniforme do líquido lacrimal, poderá, então, manifestar-se a síndrome do olho seco, sendo que a sua forma mais comum é a desidratação da camada aquosa.

A lágrima, também conhecida como filme ou película lacrimal é uma solução aquosa produzida constantemente pelos olhos. É constituída de lipídios, proteínas, enzimas, complexos imunológicos e sais minerais, que são essenciais para funções de lubrificação, umidificação e proteção contra elementos estranhos de natureza física ou biológica. A sua degeneração também pode influir no surgimento de outros problemas para os olhos, pois o ressecamento, incidente inicialmente na superfície ocular, pode se difundir para a córnea e a conjuntiva.

Além das funções de lubrificação, proteção, nutrição e oxigenação, as lágrimas também são muito importantes para a nitidez da visão, sendo necessário que esteja em perfeito equilíbrio de quantidade, qualidade e composição dos elementos constituintes, para que possa efetivamente realizar suas funções. Nem toda secreção produzida pelas glândulas lacrimais é utilizada pelas células oculares, uma parte é perdida para o meio ambiente, mediante evaporação, sem ter a oportunidade de realizar sua função e outra parte é temporariamente armazenada nos sacos lacrimais, cujas lágrimas, tendo já exercida sua função, são encaminhadas para a garganta.

Em caso de perdas em situações excepcionais ou anormais, as lágrimas poderão se repostas aos olhos, mediante uso de colírios lubrificantes, cuja composição bioquímica é muito semelhante à lagrima natural, por isso o risco de causarem efeitos colaterais é praticamente nulo. Os melhores colírios lubrificantes são aqueles que não utilizam conservantes em sua composição, os quais podem causar irritação nos olhos. Caso você tenha necessidade de utilizar colírio, procure um médico oftalmologista e solicite a ele para receitar um colírio sem conservante químico, pois já existem vários deles disponíveis em farmácias.

Sintomas

Olhos vermelhos A síndrome do olho seco tanto pode ser assintomática, quanto produzir sintomas quase imperceptíveis, ou ainda produzir sintomas perceptíveis e muito variáveis, mas fáceis de reconhecer, dentre os quais, podemos citar a ardência, queimação, hiperemia (vermelhidão nos olhos), coceira leve, irritação, fotofobia (sensibilidade à luz), formigamento, lacrimejamento em excesso, sensação de corpo estranho ou sensação de areia nos olhos, visão borrada que melhora ao piscar, visão embaçada, eliminação de secreção purulenta, dor nos olhos, dor de cabeça, pálpebras pesadas, dificuldade para movimentar as pálpebras, dificuldade para chorar em situações de emoção, necessidade de passar menos tempo lendo ou expondo-se a radiação de telas eletrônicas, fadiga ocular e incômodo ao usar lentes de contato.

Esses sintomas tendem a piorar com a exposição à televisão, leitura, estar por muito tempo em ambientes com ar condicionado ou ventiladores, nas estações de menor umidade relativa do ar (outono e inverno) e ao final do dia, após uma jornada de trabalho ou de estudo com exposição ao computador.

Alguns sintomas do olho seco, como vermelhidão e lacrimejamento podem ser facilmente explicados. A vermelhidão nos olhos resulta de que, sendo o filme lacrimal insuficiente para lubrificar a superfície dos olhos, os vasos sanguíneos se dilatam, produzindo a vermelhidão nos olhos; o lacrimejamento excessivo, por sua vez, é uma resposta reflexa do próprio organismo, que reage no sentido de compensar a perda em quantidade ou qualidade do filme lacrimal.

A maioria dos sintomas de secura ocular pode ser aliviada pela utilização de colírios lubrificantes ou lágrimas artificiais. Um dos sintomas mais indesejáveis dessa doença são os olhos vermelhos, que também podem ser corrigidos pela utilização de colírios lubrificantes, mas eles são um pouco diferenciados, já que possuem, em sua composição, elementos vasoconstritores responsáveis por essa correção. Este tipo de colírio não deve ser utilizado de forma prolongada, mas apenas até o desaparecimento da vermelhidão nos olhos, sendo a seguir suspensa a sua utilização.

O estado clínico do paciente com síndrome do olho seco pode ser classificado em nível leve, moderado e severo. Em estado clínico leve ou moderado, os sintomas mais comuns são a sensação de corpo estranho, hiperemia, ardência, prurido e fotofobia. Nos casos moderados os sintomas são ausentes ao acordar e suaves pela manhã, porém pioram à tarde ou à noite, provavelmente pelo agastamento provocado por fatores do dia-a-dia, como vento, fumaça, ambientes com refrigeradores de ar, dentre outros. Em quadros clínicos mais avançados, o paciente apresenta dificuldade para movimentar as pálpebras, fotofobia e maior secreção mucosa.

Causas

Sindisf - causas Além da exposição contínua e prolongada a telas eletrônicas, a síndrome do ressecamento dos olhos pode também resultar de doenças oculares ou mesmo não oculares, como algumas doenças autoimunes. Dentre as doenças oculares, podemos citar a alergia, blefarite, disfunção das glândulas de meibomius (DGM) e meibomite, conjuntivite e episclerite. Dentre as não oculares, podemos citar a síndrome de Sjögren, artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico, síndrome de StevensJohnson, sarcoidose, mal-de-Parkinson, doenças da tireoide, eczema, herpes zoster, deficiência de vitamina A, esclerodermia, dentre outras.

Além dessas doenças, alguns tipos de cirurgias oculares, insuficiência de vitamina A, determinados tipos de medicamentos e o próprio processo de envelhecimento do indivíduo também contribuem para o surgimento dessa doença. Em mulheres, as modificações hormonais decorrentes da menopausa também podem causar ressecamento dos olhos, além do uso de cosméticos dermatológicos, especialmente aqueles utilizados próximos aos olhos, bem como o uso de contraceptivos.

Dentre as causas não relacionadas com medicação, nutrição, senescência ou patologias, podemos citar, além do uso prolongado e contínuo de computadores pessoais e dispositivos digitais, as condições artificiais de baixa umidade produzidas pela instalação de aparelhos eletrônicos, como refrigeradores de ar, aquecedores e ventiladores, poluição, fatores ambientais e sazonais. O uso de lentes de contato pode acelerar o surgimento da doença.   É necessário também lembrar que, em termos da natureza da radiação emitida por telas eletrônicas, a radiação azul-violeta, emitida principalmente através das telas dos smartphones, é a mais prejudicial para os olhos, sendo particularmente perigosa à retina, a parte de trás dos olhos onde se forma a imagem, podendo causar, além da síndrome dos olhos secos, também outras doenças oculares, como degeneração macular, catarata e até mesmo a cegueira. Por isso que é muito importante evitar uma longa exposição dos olhos à radiação emitida por tais aparelhos, especialmente no escuro, pois, nesta condição, as pupilas se dilatam, expondo diretamente a retina à radiação nociva.

Diagnóstico

Sindisf - diagnosticoLevando em conta a diversidade de causas, é imperativo a correta avaliação médica dos sintomas apresentados pelos pacientes. O correto diagnóstico da síndrome do ressecamento dos olhos pode ser feito através do teste de Schirmer, que consiste numa forma de medição da quantidade de lágrima produzida pelos olhos. Para isto, o médico oftalmologista se utiliza de um pequeno pedaço de papel clínico milimetrado, ao modo de uma régua, cuja parte superior é colocada entre a superfície ocular e a epiderme local, o qual absorve a lágrima produzida pelos olhos e drena para a parte inferior, indicando, assim, conforme a quantidade medida, se existe ou não anormalidade na produção de lágrima. Outros testes ainda podem ser feitos, como o teste do corante de rosa bengala e do tempo de rotura do filme lacrimal (BUT).

Tratamento

Feito o correto diagnóstico por orientação médica e a identificação da causa da disfunção lacrimal que você apresenta, então você já pode passar para um tratamento eficaz para controlar ou curar, ainda que parcialmente, ressecamento ocular. O tratamento normalmente apresenta três objetivos: (1) a reposição lacrimal, (2) a conservação lacrimal e (3) estimular a produção natural de lágrima.   Para atingir estes objetivos, a medicina convencional (acadêmica) normalmente se utiliza de cinco procedimentos: (1) A utilização de colírios lubrificantes, cuja composição se assemelha a da lágrima natural; (2) colírios anti-inflamatórios; (3) utilização de medicação oral que estimula o aumento da produção, como ômega três, óleo de linhaça e outras fontes de alimentos naturais, em cujas composições apresentam os óleos ômega 3, 6 e 9; (4) o tamponamento do canalículo lacrimal, que evita a perda de lágrimas, deixando os olhos constantemente umedecidos e; (5) se nenhum destes métodos apresentar bons resultados, resta somente recorrer a algum tipo de cirurgia, como o transplante de glândula salivar que, em casos muito graves, têm apresentado bons resultados.

Tratamento natural, remédios caseiros e alimentação

Tratamento-caseiroQuando se pensa em tratamentos naturais para a síndrome da disfunção lacrimal, deve-se lembrar, inicialmente, da água, dada a sua importância para os mais diversos processos orgânicos. O hábito de beber água frequentemente contribui para evitar o ressecamento ocular. Portanto, é aconselhável que você tome regularmente três copos de água pela manhã, três pela tarde e outros três pela noite; observe que, diante de uma tela eletrônica, seus olhos estão perdendo água, portanto, reponha a água que seu organismo perder, nessa e em outras situações durante o dia, notadamente nas perdas por processos fisiológicos. A água que você ingerir vai ajudar seu organismo a repor a umidade nos seus olhos, que eventualmente está sendo perdida pela exposição à tela do seu notebook, smartphone ou tablet.

Quanto à nutrição, é altamente recomendável que você adicione à sua dieta, especialmente os óleos ômega 3, 6 e 9, que são importantes na composição do filme lacrimal. Quanto mais próximo do ideal estiver a composição de lipídios na lágrima, mais estabilidade terá o filme lacrimal, evitando, dessa forma, sua perda por evaporação. O ômega 3, especialmente, é incorporado na secreção lacrimal, aprimorando, assim, a qualidade dela; e todos eles, quando em perfeito equilíbrio constitutivo no organismo, são importantes para o controle inflamatório de algumas doenças autoimunes, com as referidas acima, que podem afetar o filme lacrimal. Você pode encontrar esses óleos em alimentos como peixes, ovos e sementes de linhaça. Por outro lado, evite alimentos e bebidas que possam prejudicar o filme lacrimal, como café e bebidas alcoólicas em geral, pois o álcool etílico é um desidratante do organismo, especialmente se consumido em excesso. Procure um nutricionista que lhe oriente melhor sobre esse assunto.

Quando o assunto é medicamento fitoterápico, os mais utilizados são o óleo de linhaça, que alivia o ressecamento ocular, como também a ingestão de cápsulas de ômega 3, entretanto dê preferência ao consumo alimentício de peixes, já que são fornecedores de ômega 3, benéfico para os olhos, em especial, os peixes anchova, arenque, atum, bacalhau, cavalinha, salmão, sardinha, tainha e truta por serem ricos em ômega 3.

Além das cápsulas de ômega 3, outro medicamento fitoterápico que se pode encontrar em farmácias é o ‘Fitostil’, colírio, que tem propriedades que colaboram para lubrificar os olhos secos, bem como reduzir a ardência que apresentam. O ‘Fitostil’ possui em sua composição sal sódico de ácido hialurônico, extrato liofilizado de flores liguladas de camomila, glicerina vegetal, citrato de sódio, ácido cítrico e água destilada.

Diversos outros produtos fitoterápicos podem ser recomendados para a secura dos olhos, como o óleo de lavanda, que possui propriedades que aliviam sintomas do ressecamento e auxilia na recuperação da oleosidade ocular. Para utilizar óleo de lavanda para secura ocular, você deve preparar uma solução constituída de água quente/morna e três gotas de óleo de lavanda; pegue duas porções de algodão, embeba-as nessa solução, remova o excesso e coloque-as sobre as pálpebras fechadas.

Extrato aquoso de sementes de tamarindo é outro tratamento natural recomendado para aliviar a secura dos olhos. Consiga algumas sementes de tamarindo, coloque-as em um recipiente contendo água morna e deixe-as por algumas horas para embebição das sementes e, após essas horas, obtenha extrato de sementes, o qual pode ser usado do mesmo modo que o óleo de lavanda para aliviar o ressecamento dos olhos.

pepino-003Outro produto natural utilizado para hidratar, lubrificar, desinflamar e relaxar os olhos é o pepino. O pepino também nutre e purifica os tecidos celulares, e o que contribui substancialmente para isto é o fato de que o pepino possui uma constituição bioquímica com elevado teor de água. Para utilizá-lo, prepare rodelas e coloque-as sobre as pálpebras fechadas por uns 20 minutos. O pepino também pode ser utilizado no tratamento de olheiras e na cura de ressacas pós-bebedeiras, que desidratam o corpo e que podem afetar a hidratação dos olhos, o pepino atua no sentido de repor muitos nutrientes essenciais perdidos pela bebedeira, em primeiro lugar a própria água, além de eletrólitos e vitaminas A, que são importantes para os olhos.

Outro produto natural que pode ser utilizado no tratamento da secura ocular com a mesma eficiência hidratante do pepino é a batata. A batata, por apresentar elevado teor de água, é muito potente no processo de reidratação ocular, mas não somente atua como hidratante, também relaxa, desinflama e proporciona alívio para o cansaço ocular. Para utilizá-la no tratamento da secura ocular, você pode preparar algumas rodelas, colocá-las sobre os olhos fechados e deixar por uns 10 minutos. Entretanto, para que você tenha melhores resultados, em vez de preparar rodelas, aplique batata ralada sobre as pálpebras fechadas. Esse tratamento terá mais eficácia se for realizado durante à noite, antes de dormir. Outra forma de utilizar a batata é por meio de compressas de pano, gaze ou outro material poroso que permita filtrar seu suco. Para isto, prepare rodelas bem finas de batata, coloque-as sobre as compressas e, assim preparada, ponha-a sobre as pálpebras fechadas durante 5 a 10 minutos e repita muitas vezes este processo.

Outra forma de aliviar a secura ocular é simplesmente fazer compressas de água morna sobre os olhos fechados, as quais estimulam o funcionamento das glândulas lacrimais. As melhores horas para utilizar este método é pela manhã, ao acordar, e à noite, antes de dormir, mas também não há impedimento para fazer em qualquer outra hora do dia. Por isto, além de manhã ou à noite, faça outras vezes ao dia, durante cinco a 15 minutos a cada vez. Este procedimento pode ser usado de forma complementar ao colírio de lágrimas artificiais.

erva-da-camomilaVocê pode utilizar também compressas de infusão de camomila, que é uma ótima erva para aliviar a secura dos olhos, atuando como anti-inflamatório, relaxante e lubrificante ocular. Também é bom para proporcionar alívio para irritações e fadiga ocular. Prepare a infusão despejando duas colheres de sopa em cerca de 300 ml de água fervente; cubra, espere esfriar e coe, umedeça pedaços de algodão ou gaze, coloque sobre os olhos fechados por cerca de 15 minutos e você vai notar uma boa melhora rapidamente.

A eufrásia é outra planta que pode ser utilizada no tratamento da secura ocular, especialmente quando estão irritados ou inflamados; e se destaca principalmente por auxiliar na recuperação da cor e brilho natural dos olhos. A eufrásia também pode ser utilizada em diversos males oculares como vista cansada, conjuntivite e terçol. A erva desidratada pode ser adquirida em farmácias e utilizadas em forma de banhos oculares ou tinturas. A preparação do banho, assim como para todo medicamento caseiro destinado para uso ocular, exige o máximo de higiene no ambiente de preparo para evitar contaminação. Para utilizar a eufrásia para aliviar os sintomas de secura ocular, consiga três gramas de eufrásia desidratada em farmácia, pique e adicione em 100 ml de água fervente. Após a mistura descansar por 10 minutos, filtre e espere esfriar. Utilize compressas da infusão de três a quatro vezes ao dia sobre as pálpebras fechadas. Também você pode preparar uma tintura de eufrásia em solução alcoólica que pode ser utilizada sobre as pálpebras, colocando-se algumas gotas sobre os olhos fechados.

Outra planta utilizada no tratamento dos olhos secos é a malva, com a qual você pode preparar chá com uma colher de chá de malva seca, espere esfriar e coloque-o sobre os olhos, mediante a utilização de compressas de algodão ou gaze.

Outro produto que pode ser utilizado para aliviar sintomas de olhos secos são sacos de chá preto, que podem ser adquiridos em farmácias e supermercados. O chá preto é rico em antioxidantes, os quais favorecem a hidratação ocular, descanso ocular e remoção de impurezas locais. Prepare o chá com água suficiente para dois saquinhos, espere esfriar e coloque-os, frios, sobre os olhos fechados. Você pode também utilizar o chá para fazer compressas sobre os olhos, com auxílio de algodão ou gaze.

Soro fisiologicoO soro fisiológico é outra boa alternativa de tratamento natural do ressecamento dos olhos. Pode ser adquirido livremente nas farmácias, sem necessidade de prescrição médica. Entretanto, para sua utilização oftálmica, o soro fisiológico deve ser estéril e essa informação, bem como sua finalidade e o método de esterilização empregado no processo de fabricação – e principalmente – a validade do produto, devem constar no rótulo do recipiente e/ou embalagem. Para alguns sintomas de olho seco, como ardência, especialistas recomendam duas a quatro gotas para aliviar o incômodo.

Tenha especial cuidado ao manusear o soro fisiológico, lave as mãos antes de manuseá-lo, pois especialistas alertam que, depois de aberto o frasco, vai existir risco de contaminação da solução por bactérias e fungos, que podem causar doenças na córnea e na conjuntiva. Entretanto, é sempre bom lembrar que flaconetes de soro fisiológico de cinco e 10 ml podem ser adquiridos em farmácias, de modo a permitir um modo de consumir que não leve a um descarte de quantidades exageradas, se assim fosse necessário, já que o soro fisiológico, não somente pode ser usado como colírio, mas também para limpeza de lentes de contato, embora o mais recomendado para limpeza de lentes de contato seja soluções de limpeza.

O princípio do soro fisiológico repousa no fato de que a lágrima é composta basicamente por água, eletrólitos (sais minerais), proteínas, lipídios e mucina, sendo a quantidade de eletrólitos da lágrima igual à da parte líquida do sangue (plasma), o que a deixa em equilíbrio osmótico com o plasma, isso evita com que haja transferência de partículas da lágrima para o sangue ou vice-versa e o frágil tecido ocular seria, então, prejudicado, podendo a córnea sofrer perda de transparência. Portanto, a função dos sais minerais presentes na lágrima é permitir o equilíbrio osmótico entre lágrima e sangue, o que é fundamental para preservar o tecido ocular de danos celulares.

Medicina chinesa

De acordo com a medicina tradicional chinesa, a conservação de uma boa visão está intimamente ligada aos órgãos internos e, neste sentido, a acupuntura pode ser utilizada para o tratamento dos olhos secos, cujos princípios e métodos, quando aplicados, possibilitam o reajuste dos órgãos internos e dos olhos, promovendo, assim, a saúde da vista. Além disso, o consumo de alimentos, como derivados de soja e leite, também nozes, alface, tomate e frutas frescas e a prática de exercícios físicos de baixa intensidade, como o Tai Chi Chuang e caminhadas moderadas também colaboram para o bem-estar e saúde e dos olhos. Faça muito pouco consumo de culinária picante, doce e frutos do mar, e de preferência, evite-os sempre que possível.

Medicina ayurvédica

Schiefertafel mit Lavendel und AyurvedaOutra medicina oriental dotada de uma abordagem natural para a cura das doenças em geral é a medicina ayurvédica (hindu), cujo objetivo primordial é proporcionar o equilíbrio entre corpo, mente e espírito. A doença é desiquilíbrio que deve ser eliminado mediante promoção da harmonia entre tais elementos. A cura pode ser alcançada através de uma dieta e remédios naturais de plantas. Para o ressecamento dos olhos, a dieta pode ser baseada no mel, manteiga clarificada (ghee), óleo de gergelim e sementes de funcho (também conhecido por erva-doce) em chá ou infusão, os quais auxiliam no umedecimento e conforto ocular. A infusão de erva-doce pode ser preparada como descrito a seguir: utilize meia colher de chá de sementes de erva-doce e sobre elas despeje oito onças (227,30 ml) de água, aqueça-os, espere até que metade da água tenha sido evaporada, espere precipitar e esfriar, coe a infusão obtida e use-a como colírio. Além disso, você deve evitar açúcares, cereais refinados e bebidas alcoólicas, bem como procure estabelecer equilíbrio entre horas de trabalho e tempo para lazer, distração, descontração e diversão.

Por fim, siga uma dieta rica em alimentos com elevado teor de água, como frutas e hortaliças, especialmente cenoura e verduras verdes, como alcachofra e rúcula, mas especialmente as verde-escuras, como espinafre e brócolis por conterem vitamina A e antioxidantes, pois vão colaborar para a hidratação e conservação das células do seu organismo e, entre elas, as dos seus olhos. É recomendado consumir quatro porções por semana destes alimentos. Além dos quais, recomenda-se também a utilização de óleo de linhaça e sementes de linho.

Quanto tempo requer para manifestar-se?

O tempo para que a doença se manifeste, quando relacionada ao uso de dispositivos eletrônicos, depende das horas diárias de exposição à radiação de tais dispositivos. Se o tempo de exposição é de sete horas diárias, então a doença vai se manifestar por volta de 15 anos, quando vão aparecer os primeiros problemas. A doença também se manifesta naturalmente com o próprio processo de envelhecimento, geralmente a partir dos 40 anos, quando há elevadas possibilidades de agravar o estado de pessoas que já são portadoras.

Com o passar dos anos, as células oculares responsáveis pela produção dos componentes lacrimais vão envelhecendo, reduzindo gradativamente a quantidade dos componentes da secreção lacrimal. Aos 65 anos, a taxa de redução na produção de lágrimas é de 60% em comparação aos 18 anos, por isso é recomendável que pessoas com 40 anos ou mais frequentem o oftalmologista pelo menos uma vez por anos e, a partir dos 60 anos, pelo menos duas vezes por ano. A partir dos 50 anos, as mulheres estão mais sujeitas ao ressecamento dos olhos em função da queda de produção dos hormônios femininos, que ocorrem na menopausa, mas este risco pode ser antecipado em 10 anos, caso a mulher seja usuária de lentes de contato.

Tem cura?

a cura e possivel De acordo com princípios da medicina ocidental, fundamentada basicamente nos princípios da relação entre efeito e causa, a cura da síndrome da disfunção lacrimal depende basicamente de sua causa, pois isto definirá se a enfermidade é crônica ou curável. Se for resultante de outra doença que seja curável, como a blefarite, a secura dos olhos será curável; se for resultado de uma doença incurável, mas controlável, como diabete, ela será também controlável; porém se for resultado de cirurgias que afetem a atividade das glândulas lacrimais, então a síndrome da disfunção lacrimal será crônica, sendo necessário permanente controle com o uso constante de medicamentos. É de capital importância, portanto, identificar corretamente a causa da doença para poder recomendar o tratamento mais adequado para, enfim, fazer cessar ou pelo menos controlar a doença mediante intervenção, quando possível, na sua causa.

Se não for possível fazer cessar a causa da doença, a síndrome da disfunção lacrimal não poderá ser curada. Será apenas controlada por medicamentos, como os colírios de lágrimas artificiais que, quando interrompidos, os sintomas voltam. Entretanto, médicos partidários de uma visão mais holística da medicina acreditam que alimentos naturais e remédios fitoterápicos, como os relatados acima, podem contribuir para que a doença seja evitada ou podem colaborar para retardar o desenvolvimento da enfermidade.

Complicações

A síndrome da disfunção lacrimal precisa ser corretamente diagnosticada e tratada, pois a secura, inicialmente na superfície ocular, pode se propagar para a conjuntiva e a córnea, podendo levar a cegueira. Neste sentido, o colírio de lágrima artificial cumpre papel de fundamental importância para a saúde ocular, pois além de trazer alívio para os sintomas, impede que a doença evolua para uma inflamação da córnea (ceratite) e caminhe para níveis severos, nos quais podem ocorrer lesões graves na córnea, como a ceratocone (deformações na córnea) e a úlcera de córnea e, em último estágio, pode ocorrer opacidade da córnea e, ainda que com muita raridade, a possibilidade da cegueira. Outras doenças oportunistas também podem surgir, como infecções, em decorrência da fragilização dos olhos pela doença. Níveis severos da doença também podem ser atingidos pela deficiência grave de vitamina A.

A córnea é uma estrutura fina e transparente situada na parte mais externa do olho com a função de permitir a passagem de luz para o interior dos olhos. A importância da córnea para a visão reside no fato de que ela funciona como uma lente convergente, que é constantemente lubrificada pelo filme lacrimal. É por esta lente que os raios luminosos passam, atravessam o cristalino e o corpo vítreo e, por fim, formam a imagem, na retina, que é enviada ao cérebro através dos nervos óticos, mediante conversão da luz em impulsos elétricos e transmissão de sinais, permitindo a leitura e compreensão daquela imagem.

Recomendações gerais para evitar, prevenir ou retardar

pausaPara evitar ou prevenir a síndrome do ressecamento do olho, como também complicações ou agravamento, é necessário tomar alguns cuidados, como também prestar mais atenção em si mesmo no sentido de adotar alguns procedimentos para prevenir esta doença. Inicialmente você pode procurar descansar os olhos com maior frequência, pois isto vai auxiliar a relaxá-los do esforço visual constante que você é induzido a fazer quando lê um livro ou está utilizando seu computador pessoal ou outro dispositivo digital. O recomendável é que você faça uma pausa de 10 minutos para cada hora em frente ao computador pessoal ou um livro e procure piscar voluntariamente, como também procure focar os olhos em objetos mais distantes, a pelo menos seis metros, com o objetivo de relaxar os músculos oculares.

Procure posicionar o notebook de modo que você possa olhar para o monitor de cima para baixo, ao modo de leitura de um livro, pois esse modo colabora para que os olhos fiquem mais relaxados e parcialmente protegidos pelas pálpebras, reduzindo, assim, a exposição à radiação e calor do monitor, que podem provocar o ressecamento dos olhos. A tela deve ficar a uma distância média de 55 cm de sua face.

Utilize sempre seu computador pessoal ou dispositivo móvel em ambiente com boa iluminação. Evite utilizá-los em ambientes pouco iluminados, na penumbra e principalmente no escuro, pois, como já dito, nestas condições, a pupila de seus olhos se dilatam, expondo a retina à incidência direta da radiação nociva azul-violeta.

Se possível, evite trabalhar ou estudar no computador por longos períodos de tempo em ambientes com refrigeradores de ar, pois eles retiram umidade do ambiente, e isto se junta ao uso do computador para produzir o ressecamento dos olhos. Igualmente, evite ficar por muito tempo usando seu computador pessoal dentro de automóveis fechados, estando ou não com ar condicionado ligado, pois, em cada caso, tanto a desumidificação como o calor favorecerão o ressecamento dos olhos. Além disso, no caso de veículos automotivos, é recomendável evitar leituras em geral, seja de impressos ou dispositivos digitais, pois ela pode afetar a acomodação dos olhos.

Utilize umidificadores de ar durante o outono e inverno para enfrentar a baixa umidade do ar nestas estações. No verão, utilize óculos de sol com filtros de raios ultravioleta, pois a exposição demasiada ao sol também colabora para a degeneração do filme lacrimal.   Evite contato com elementos que possam causar irritação ocular, como fumaça de cigarro, fumaças automotivas e industriais e poluição atmosférica em geral, os quais podem comprometer o filme lacrimal por apresentarem partículas irritantes e prejudiciais.

Suco-11Como já referido, não se esqueça de tomar bastante água e outros alimentos líquidos com o objetivo de compensar as perdas sofridas durante o dia e assim auxiliar na umidificação de seus olhos. Igualmente não se esqueça de cuidar da sua nutrição, de modo que você adicione à sua dieta, especialmente os óleos ômega 3, 6 e 9, que podem ser encontrados em alimentos como peixes, ovos e sementes de linhaça. Por outro lado, evite alimentos e bebidas que possuem a potencialidade de concorrer para a contração de secura dos olhos. Procure um nutricionista para ser melhor orientado.

Higienize as mãos após a utilização de computadores pessoais e dispositivos móveis em geral, para evitar que sejam levadas sujas aos olhos, caso lhe ocorra prurido ou irritação nos globos oculares, pois esses aparelhos, com a frequente utilização manual, às vezes por muitos usuários, costumam apresentar elevado índice de contaminação por microrganismos, os quais podem ocasionar infecções oculares, por exemplo. De modo geral, nunca leve a mão ao olho se não tiver a certeza de que esteja limpa. É altamente recomendável não levar a mão a um olho, enquanto estiver utilizando algum tipo de computador pessoal ou dispositivo móvel.

Ao utilizar computadores pessoais, aplique lubrificante ocular a cada duas horas, como também, como já dito, procure piscar voluntariamente para compensar o tempo que fica sem piscar em frente a tais aparelhos, assim como mude o olhar para outro objeto focal mais distante, para exercitar os músculos oculares. O ato inconsciente de piscar distribui uniformemente o filme lacrimal sobre a superfície ocular, produzindo, assim, a lubrificação necessária. Pisque em cerca de cinco a seis vezes por minuto.

Conforme a gravidade, utilize soluções oculares ou lubrificantes oculares. Entretanto, observe que o uso muito frequente ou por extenso período pode induzir seus olhos a produzir menor quantidade de humor lacrimal. Portanto, utilize-os somente sob orientação de médicos especialistas. Não utilize lubrificantes oculares que irritam os olhos. Esta reação pode ser devido à presença de conservantes em sua composição, portanto dê preferência a colírios que não possuam conservantes em sua composição, pois são os melhores para serem utilizados em longo prazo.

lentes-de-contato-dicasUsuários de lentes de contato devem adquirir lentes feitas sob medida, pois lentes de contato não individualizadas, podem prejudicar a lubrificação dos olhos. Observe religiosamente o tempo máximo recomendável de uso ininterrupto das lentes de contato; também é de bom alvitre retirar as lentes de contato dos olhos de vez em quando, ao final da jornada de trabalho e antes de dormir, pois esse procedimento resultará em alívio para o desconforto causado pelo ressecamento dos olhos. Em caso de apresentar sintomas, como prurido ou vermelhidão especialmente, remova-as dos olhos. Se as lentes de contato lhe causarem incômodo devido ao ressecamento dos olhos, saiba que o médico oftalmologista poderá indicar lentes próprias para essa situação, de modo a lhe restituir o conforto ocular. Quanto aos colírios, utilize-os conforme procedimento prescrito pelo seu oftalmologista para ficar longe de problemas de saúde ocular. Outra alternativa para quem usa lentes de contato são as soluções hidratantes. Embora sua utilização tenha menor tempo de efeito, elas podem ser suficientes para o bem-estar dos seus olhos, sendo recomendadas para casos brandos de ressecamento ocular.

Use óculos dotados de lentes antirreflexo, já existentes no mercado, que protegem contra a luz azul-violeta, e peça ao seu oftalmologista para que lhe receite tais lentes; como também coloque sobre a tela de seus dispositivos móveis películas antirreflexo, ambos certamente proporcionarão maior proteção aos seus olhos.

Busque o tratamento mais adequado para seu caso, o qual deve ser avaliado através de exames médicos com o objetivo de determinar sua causa e, assim, aliviar os sintomas e recuperar, na medida do possível, a umidade de seus olhos. Não descarte os tratamentos naturais com alimentação, fitoterápicos e acupuntura. Casos severos de ressecamento ocular devem ser tratados com plugues de oclusão lacrimal pontual.

Recorra a um médico especialista e busque frequente acompanhamento oftalmológico, pois na ausência de tratamento monitorado podem ocorrer lesões na córnea que podem comprometer qualidade da visão permanentemente.

Olhos maquiados IIMulheres devem ter cuidado com a procedência, validade e aplicação de maquiagem. Dê preferência a marcas que tenham maior confiabilidade no mercado ou que apresente controle por órgãos reguladores do Governo. Não aplique lápis e rímel na parte interna da pálpebra, pois podem causar obstrução de pequenos orifícios e causar a síndrome do olho seco, como também infecções e inflamações. Não permita que outras pessoas utilizem seus produtos pessoais de beleza, pois isto é uma fonte comprovada de contaminação. Antes de dormir, certifique-se de que toda maquiagem foi removida de seus olhos, pois a remoção incompleta deixará vestígios que podem causar doenças, como a blefarite, que também interfere nas propriedades do humor lacrimal.

Enfim, proteja sempre seus olhos, seja durante o dia, exposto ao sol, ao vento ou em piscinas; seja durante a noite, lendo, vendo TV ou estando em frente à tela de seu computador pessoal ou dispositivo móvel ligados.

Resumo e síntese

A síndrome do ressecamento ocular é uma doença que possui várias causas e, dentre elas, o uso excessivo e prolongado de computadores pessoais e dispositivos digitais, em geral. O tratamento depende da correta avaliação e identificação das causas e do quadro clínico do indivíduo portador. Para casos leves ou moderados, o tratamento mais utilizado é o colírio lubrificante de lágrimas artificiais, mas também podem ser utilizados tratamentos naturais, como fitoterápicos, soro fisiológico, chás ou infusões de ervas, alimentação orientada por nutricionistas e acupuntura. A doença custa a se manifestar, podendo levar cerca de 15 anos para isso. O quadro clínico pode-se agravar progressivamente e complicações podem surgir por falta de acompanhamento médico. A cura é possível, desde que, além do tratamento, seja possível fazer a suspensão de suas causas. Alguns cuidados podem contribuir para evitar, prevenir ou retardar a doença, principalmente em relação ao uso de computadores e dispositivos móveis, assim como cuidados com o ambiente de uso de tais dispositivos, bem como a manipulação higiênica dos aparelhos associada a hábitos higiênicos dos usuários. O uso de colírios, óculos e lentes de contato deve ser religiosamente obedecido de acordo com orientações médicas, mas também é desejável utilizar películas protetoras sobre as telas dos dispositivos digitais. Enfim, é necessário sempre proteger os olhos seja de dia ou de noite. Tchau!!!

Fonte: internet


A síndrome da visão do computador e a exposição excessiva e prolongada a monitores de vídeo de computadores pessoais ou a telas de dispositivos móveis


SINVISCOMPO advento dos microcomputadores, notebooks e dispositivos móveis em geral mudou o comportamento das pessoas e trouxe muitas comodidades para estudantes e profissionais de diversos ramos de atividade. Mas as tecnologias também, às vezes, trazem alguns impactos negativos na saúde das pessoas, e, no caso de desktops, notebooks e dispositivos móveis em geral, isso acontece com o passar do tempo, devido ao excesso de uso prolongado. A exposição exagerada à tela de tais dispositivos, principalmente quando configurada em uso de excesso de brilho, pode causar, por exemplo, a síndrome da visão do computador, a síndrome da disfunção lacrimal (olhos secos), a astenopia (fadiga dos músculos oculares) e a presbiopia (dificuldade de enxergar de perto devido à idade), a qual pode ocorrer prematuramente.

A síndrome da visão do computador é uma doença considerada contemporânea que está cada vez mais fazendo parte do nosso dia-a-dia e, conforme o National Institute for Occupational Safety and Health, dos Estados Unidos, já é uma doença cujos primeiros sintomas afetam cerca de 65% a 90% das pessoas que passam pelo menos 3 horas em contato direto com a tela de um computador pessoal ou dispositivo móvel. Ainda nos Estados Unidos, o número oficial de portadores desta doença é algo em torno de 70% dos americanos adultos. No Brasil, este número tende cada vez mais a se aproximar dos 15%, mas acrescente-se a isso, o número de pessoas com reais possibilidades de desenvolver a doença, que, segundo o Instituto Penido Burnier, São Paulo (Campinas), chega ao percentual de 75%.

A síndrome da visão do computador afeta não somente pessoas jovens, como somos propensos a imaginar, mas afeta pessoas de todas as idades e, nas duas décadas anteriores a atual, em que vivemos, já era constatada esta doença em outras faixas etárias, particularmente em pessoas de alguns segmentos profissionais, cuja utilização do computador era necessária.

A síndrome da visão do computador se caracteriza pela redução acentuada do piscar dos olhos, causada pela fixação do olhar na tela do monitor de vídeo ou display de dispositivo móvel ou videogame por longo tempo e de forma contínua, o que leva a perda da capacidade de produzir lágrimas, responsáveis pela umidificação dos olhos, o que, por sua vez, resulta no ressecamento dos olhos, que é o principal sintoma de outra doença oftálmica conhecida como Síndrome da disfunção lacrimal, popularmente conhecida como “secura nos olhos” ou “olhos secos”.

Sintomas-sindrome-computadorDentre alguns dos sintomas da síndrome da visão do computador mais frequentemente relatados por pessoas, estão a secura nos olhos, olhos ardentes, olhos avermelhados, tremor nas pálpebras, lacrimejamento, fotofobia, fadiga ocular, perda de foco, visão embaçada, diplopia (visão dupla), visão turva, dificuldade em reforçar os olhos, cefaleias, dores no pescoço e a alteração da distância de leitura.

A causa fundamental da síndrome da visão do computador é o fato do usuário de dispositivos e aparelhos eletrônicos dotados de tela fixar seu olhar atenciosamente para a tela por tempo prolongado e contínuo, o que resulta em intensa atividade ocular, reduzindo, assim, a ação natural e espontânea de piscar os olhos. Os olhos humanos piscam numa frequência média de 16 a 20 vezes por minuto, e quando expostos atenciosamente em frente a tela de um desktop, notebook, tablet ou outro qualquer dispositivo móvel, esta frequência é reduzida para seis a oito piscadas por minuto e isto é suficiente para surgir o sintoma do olho ressecado, sendo que esse sintoma ainda pode ser agravado por fatores externos como, ar poluído, refrigeradores de ar, ventiladores, excesso de calor ou vento e até algumas características das estações do ano. Outro fator que influi no surgimento da doença, é a curta distância de leitura, a qual não é muito confortável para os olhos, pois faz com que a musculatura ocular faça mais esforço, produzindo fadiga muscular.

Outro cuidado a tomar é com os dispositivos de mão, como celulares, smartphones e até mesmo tablets, que, por possuírem tela menor que desktops e notebooks, exigem maior esforço ocular para visualizar os diversos caracteres de um texto ou os detalhes de uma imagem ou vídeo. Notebooks e monitores de desktops, por sua vez, por possuírem telas maiores, diminuem o esforço ocular e favorecem a visualização dos detalhes de imagens e vídeos, assim como os diversos caracteres de um texto.

Por outro lado, tablets e smartphones possuem a vantagem de, como os livros, serem prontamente utilizados de modo a formar um ângulo menor que 90º, e não de forma paralela à postura de uma pessoa sentada com a coluna ereta, como habitualmente utilizamos as telas de desktops e, às vezes, de notebooks, já que, no caso dos notebooks, existe a possibilidade de ajustar a tela a um ângulo mais adequado para a saúde dos olhos. A utilização de notebooks e dispositivos móveis em geral, ao modo de leitura de um livro, favorece a redução da fenda palpebral, o que contribui para que a superfície ocular fique menos exposta ao calor e radiação que derivam das telas e, em consequência a isso, há uma redução na evaporação do humor lacrimal.

colirioNo caso de secura dos olhos, o tratamento mais recomendado pelos médicos especialistas é a utilização de colírios de lágrima artificial, que auxiliam na umidificação dos olhos, mas tome cuidado, pois o uso de tais colírios com muita frequência ou durante longo tempo, pode induzir seus olhos a produzirem menor quantidade de humor lacrimal, portanto não pense em utilizá-los por conta própria, pois isto certamente vai lhe trazer maiores problemas no longo prazo, assim sendo, é aconselhável que você procure, antes de iniciar tratamento, um bom médico oftalmologista, até porque a secura dos olhos é um sintoma comum a diversas enfermidades oculares.

Para evitar a síndrome da visão do computador, será necessária uma mudança de velhos hábitos, bem como você deve procurar contato com a luminosidade natural, de modo que isto leve você à prática de atividades ao ar livre. Abaixo listamos algumas recomendações essenciais para evitar problemas de saúde ocular resultantes do uso de computadores pessoais, dispositivos móveis, videogames e mesmo televisão:

(1) – Inicialmente repare na sua postura e corrija-a, se necessário, pois uma postura incorreta pode favorecer o surgimento de problemas de vista. Uma postura correta, por outro lado, pode aliviar o sintoma da fadiga ocular. Portanto, posicione-se em frente ao monitor do seu computador pessoal de tal modo que seus olhos observem a tela sem que você precise fazer movimentos com o pescoço, seja para cima ou seja para baixo.

(2) – Quando você estiver utilizando um computador pessoal ou um dispositivo de mão, fique atento aos seus olhos, e pisque, mesmo que forçadamente. O ato de piscar lubrifica o globo ocular e colabora para o não surgimento dos sintomas desta doença.

Olhando-pontos-distantes(3) – Procure utilizar o computador de modo racional, estabelecendo pausas de 10 minutos a cada hora, pois isto ajuda a relaxar a vista e proporciona o descanso necessário aos olhos. Além de procurar piscar voluntariamente, procure também outro ponto focal para seus olhos, fazendo-os com que se direcionem para outro objeto mais distante; olhe pela janela e foque o olhar em outro objeto qualquer, porque isto auxiliará a relaxar os músculos oculares.

(4) – Outra recomendação fundamental para você cuidar bem saúde de seus olhos, quando estiver diante de seu computador pessoal, é com relação à distância mínima que você deve manter da tela do monitor, que é de cerca de 50 a 60 cm; esta distância também é válida no caso de uso de celulares, smartphones e tablets, pois a intensidade de luz destes dispositivos também incomoda a visão e, como já dito, por apresentarem telas de menores dimensões, colaboram decididamente para o surgimento da fadiga ocular.

(5) –Reduza a intensidade do brilho da tela e/ou use películas antirreflexo sobre a tela, como também utilize óculos antirreflexo com tratamento adicional contra raios ultravioleta e com proteção lateral, ainda que sem exigência de grau; pois eles vão contribuir para atenuar a evaporação do humor lacrimal, além de protegerem seus olhos da poeira e do vento;

(6) – Após mais de três horas de uso contínuo de um computador pessoal, evite migrar para atividades que vão igualmente favorecer o desgaste ocular, como assistir televisão, jogar videogame ou ler um livro, ao invés disso, ouça um programa de rádio ou alguns CDs de música, por exemplo, que são atividades relaxantes que não vão fazer exigência de sua visão.

(7) – Prefira computadores pessoais e dispositivos móveis dotados de tela LCD retroiluminada com luz fluorescente, pois esta tecnologia, apesar de mais antiga, proporciona menor fadiga para os olhos;

(8) – Beba bastante água, pois isto auxilia na reidratação dos olhos, após a longa exposição deles ao calor e luz das telas eletrônicas; como também reponha a água perdida em qualquer situação de perda de água pelo organismo, como após realização de exercícios físicos e processos fisiológicos de excreção ou secreção;

(9) – Se possível, use aparelhos umidificadores de ambiente e evite refrigeradores de ar e ventiladores; em não havendo umidificadores, a alternativa é recorrer a um balde cheio de água, o qual é mais indicado para uso no quarto, antes de dormir. Isso é especialmente recomendável em estações em que há a queda da umidade relativa do ar, como o inverno e outono.

Fumantes (10) – Se você é fumante, mas deseja a saúde da sua visão, então é bom que você comece a repensar este hábito, o qual é tão nocivo à saúde em geral, – e também aos olhos – pois o tabagismo causa danos às células do nosso organismo, os quais são agravados no transcorrer do tempo, a médio e a longo prazo; é por isto que a nicotina e o alcatrão estão diretamente relacionados a inúmeras doenças oftalmológicas, como catarata, glaucoma e degeneração macular, entre outras.

(11) – Do ponto de vista alimentar, consuma alimentos ricos em ômega 3, tais como peixes, derivados de peixes e linhaça, ou ainda utilize suplementos alimentares, mas faça isso de preferência sob a orientação de um nutricionista, para que você fique mais seguro dos resultados;

(12) – Para evitar o ressecamento dos olhos use colírios especiais, como colírio de lágrima artificial e, se possível, afaste-se por algum tempo do uso de computadores pessoais e dispositivos de mão;

(13) – Procure utilizar o computador em um ambiente iluminado, arejado e ventilado, pois a ausência de luz favorece o cansaço ocular. Não utilize o computador pessoal, smartphone ou tablet em ambientes escuros ou pouco iluminados, pois, nesta situação, as pupilas dos nossos olhos são estimuladas a ficarem mais abertas, passando a receber radiação diretamente do monitor ou tela, o que é altamente prejudicial à retina de nossos olhos, que é a parte do olho em que se forma a imagem;   São estas as recomendações que sugerimos para que você possa evitar, prevenir ou pelo menos retardar os males de saúde resultantes do uso excessivo e prolongado de computadores pessoais e dispositivos móveis.

Resumo e síntese

A síndrome da visão do computador é considerada uma doença contemporânea que acomete inúmeros usuários dos mais diversos dispositivos eletrônicos dotados de telas com elevada capacidade de emitir radiações luminosas. A exposição dos olhos a tais radiações pode causar danos à visão dos usuários. Entre estes danos, podemos citar a síndrome da secura dos olhos, a fadiga ocular e a presbiopia. Tais doenças surgem porque, diante de telas eletrônicas, principalmente a uma distância média inferior a 55 cm, o olho humano, feito para piscar, é induzido a reduzir a frequência de piscadas, bem como, devido à proximidade do aparelho, os músculos oculares são intensamente requisitados, causando a fadiga ocular, além da possibilidade de o usuário adquirir presbiopia prematura. O tratamento mais comum utilizado para o sintoma igualmente mais comum, – a secura dos olhos, – é colírio de lágrima artificial. Todavia é sensato procurar um médico oftalmologista, pois a secura dos olhos é um sintoma comum a várias doenças oftálmicas. Procure observar também as outras recomendações fundamentais listadas nesta revisão, para evitar, prevenir ou retardar a síndrome da visão do computador e doenças diretamente derivadas. Até mais!!

Fonte: Internet


Uso excessivo ou inadequado de fones de ouvido pode causar danos irreversíveis à audição

Aparelhos-auditivos-uso-de-fones-e-perda-auditivaNo artigo anterior falamos sobre rádios online que tocam ritmos juvenis. No presente artigo, lembrando oportunamente que ontem, três de março (03/03), foi o dia internacional da saúde auditiva, falaremos de um acessório relacionado às funções acústicas dos dispositivos móveis, o qual sempre ou quase sempre constitui parte de tais dispositivos. Trata-se dos fones de ouvidos, os quais são frequentemente utilizados de forma excessiva ou inadequada e, juntamente com a falta de informação, podem levar as pessoas a terem problemas auditivos irreversíveis, especialmente os jovens, que são os principais usuários e devem constituir, no futuro, uma geração de pessoas precocemente surdas ou quase surdas, como veremos a seguir.

Certamente que ouvir música é uma atividade muito prazerosa para a grande maioria das pessoas, especialmente em certos momentos, como quando se faz uma caminhada, algumas horas de ginástica ou simplesmente quando se anda de transporte coletivo, pois ajuda a relaxar, esquecer o cansaço ou somente passar o tempo. Entretanto, é preciso estar atento, também, à saúde da audição, para que seus ouvidos não sejam submetidos a elevados níveis acústicos, que podem ser prejudiciais ao sentido auditivo.

Certas questões relacionadas à tecnologia são consideradas, muitas vezes, como mitos urbanos, como no caso de acidentes fatais com celulares e smartphones, cujos fatos passaram por este estágio de compreensão social, antes de terem reconhecida sua veracidade e serem noticiados em alguns veículos de comunicação, especialmente a internet. Mas, no caso de prejuízos à audição causados por uso excessivo ou inadequado de fones de ouvido, já se sabe, a priori, que a audição humana tem seus limites para suportar ruídos e sons, já muito bem definidos cientificamente.

De acordo com dados gerados no biênio 2012 a 2013 resultantes de estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 360 milhões de pessoas no mundo são portadoras de danos auditivos moderados a severos devido a várias causas; além de que 1,1 bilhão de pessoas na faixa etária de 12 a 35 anos, em países de renda média, corre o risco de sofrer algum tipo de perda auditiva devido, principalmente, ao uso inseguro de dispositivos digitais com recursos de áudio (de simples celulares a notebooks e PCs). No Brasil, cerca de 1,5 milhão de pessoas, cuja maioria é constituída por jovens, são portadoras de alguma deficiência auditiva, causada, principalmente, pelo uso excessivo ou inadequado de fones de ouvido.

laptop-tablet-smartphoneOs dispositivos digitais móveis (notebooks, MP3 players, celulares, smartphones, etc.) emitem sons com intensidade máxima de 90 a 120 decibéis (dB), amplitude mais que suficiente para causar danos à audição humana, cujo limite máximo que pode suportar é de 80 dB de ruídos e ou sons contínuos, sem acarretar nenhum tipo de problema para a audição humana, e que podem ser estendidos a 85 dB suportáveis por até oito horas contínuas.

A partir deste ponto em diante, o tempo limite de recepção de som por meio de fones de ouvido ou de exposição a uma fonte sonora qualquer cai pela metade para cada cinco decibéis acrescentados na intensidade sonora, trocando em miúdos, para 90 dB, o limite cai para quatro horas; para 95 dB, cai para duas horas; para 100 dB, o limite tomba para uma hora, e assim vai seguindo a caravana…

Se você continuar a verificar esta sequência, de acordo com a regra apresentada, verá que só poderá utilizar os recursos acústicos de um dispositivo móvel, em seu volume máximo (120 dB), somente durante 3 minutos e 25 centésimos de segundo!!! Nestas condições, só dá para ouvir apenas uma música por dia!!! Entretanto, para uma exposição segura a excessos de decibéis, utilize somente 25% de tais tempos limites, o que significa, portanto, terá que dividi-los por quatro.

Uma forma mais ou menos segura de usar recursos acústicos de dispositivos de áudio é utilizando apenas a metade de sua capacidade acústica, sendo que este procedimento é recomendável, principalmente, se você não souber o volume máximo de decibéis que ele pode lhe proporcionar, embora eventualmente esta informação você possa encontrar no manual do seu dispositivo.

Se você souber o limite acústico máximo de seu aparelho, pode proceder de outro modo: tome o limite suportável pela audição humana que conhecemos (80 dB) e divida pelo limite máximo de seu gadget, em decibéis, mas deixe a divisão em forma de fração irredutível, utilize esta fração para marcar o limite máximo que você poderá utilizar na faixa indicadora de intensidade acústica do seu dispositivo, para isso coloque o diel (marcador) da faixa de volume no exato ponto correspondente a esta fração.

Rádio celularExemplo: se o volume máximo de seu aparelho é 120 dB, tome 80 dB e divida por 120 dB, você terá a fração 80/120 que, na forma irredutível corresponde a 2/3, então divida, mentalmente, a faixa em três partes iguais e coloque o diel no ponto em que corresponde à segunda parte. Simples assim!!!

Também não se esqueça de verificar se este ponto que você determinou desta maneira lhe permite ouvir as pessoas que falam com você e, se necessário, faça o ajuste, para que você também possa interagir com as pessoas em seu redor, pois isso também é uma indicação que você não está exagerando em decibéis.

Procedendo desta maneira, você aproveitará melhor os recursos acústicos do seu dispositivo e preservará a saúde da sua audição. Assim você também preservará um dos sentidos mais importantes para sua interatividade social, que tanto você estima, e conservará seu relacionamento social com familiares, amigos e colegas em geral, evitando, desse modo, a sensação de solidão e isolamento que a surdez e a deficiência grave acarretam.

De modo geral, os danos que os sons e ruídos causam à audição, vão crescendo silenciosamente, sem que se perceba, até que surgem alguns sintomas que seu organismo lhe envia, avisando que as coisas não estão indo bem e, dentre esses sinais estão, por exemplo, o incômodo com sons altos e continuar incomodado mesmo após tê-los afastados, sensações de zumbidos constantes ou intermitentes, de apito ou tapamento do canal auditivo, crises de tontura e vertigem.

Também você pode compreender que algo está errado com sua audição pela própria mudança do seu comportamento fonoauditivo, de modo que passará a falar mais alto, já que terá dificuldades para escutar a própria voz; adquirirá o costume de pedir com frequência para as pessoas repetirem o que acabaram de dizer, usando, para isso, a expressão hã!!!, e também; passará a ter dificuldades de falar com pessoas em locais onde são produzidos diversos sons.

Caso você constate que apresenta alguns destes sintomas deve procurar um fonoaudiologista para fazer o exame de audiometria, que medirá sua atual capacidade auditiva e indicará, portanto, se há danos irreversíveis ou apenas temporários em suas células auditivas e, consequentemente, você será orientado sobre se há ou não necessidade de usar aparelho para compensar possíveis perdas auditivas.

Fone de ouvido conchaE em se tratando de fones de ouvidos, estudos indicam que ficar diariamente ouvindo música em elevados decibéis através de fones de ouvido durante uma hora e meia, pode causar danos à audição e isto é agravado pelo fato de que os fones de ouvido são colocados bem próximos da membrana auditiva, além de que, tais fones, não impedem a concorrência de outros sons adventícios do ambiente em seu redor, o que induz o usuário a elevar o nível de decibéis, aumentando, assim, o risco de adquirir deficiência auditiva.

Igualmente, evite ficar constante ou frequentemente em ambientes com excesso de sons ou ruídos acima do razoável para você, pois estudos também indicam que ficar exposto durante 30 minutos diariamente, em tais ambientes, pode causar danos irreversíveis a sua audição.

Com relação aos modelos de fones de ouvido, existem os intra-auriculares, que são os mais comuns e geralmente são os que, com frequência, acompanham os dispositivos acústicos pessoais, e os de formato de concha, sendo que, o último modelo é o mais recomendável para evitar a exposição direta do conduto auditivo a sons elevados, além de que triplicam a canalização do som para os ouvidos, reduzindo perdas para o ambiente e a concorrência com sons externos e, desse modo, colabora para que o usuário não aumente o volume de som em ambientes de concorrência sonora.

Os intra-auriculares, por sua vez, podem causar a contenção de cera, labirintite e outras possíveis doenças inflamatórias, além de lesionamento do canal auditivo. Entretanto, independente do modelo que você opte, o uso de fones de ouvido não deve ser constante ou frequente, nem deve ser utilizado por muito tempo.

O hábito de usar fones de ouvidos é muito comum entre jovens, já que são acessórios que acompanham os dispositivos móveis, portanto, é muito importante que você, que é jovem, tenha o conhecimento do risco que corre ao usar os fones de ouvido de modo excessivo ou inadequado, para que possa conscientizar-se da necessidade de mudança de hábito, do contrário, pode-se prever que esta atual geração de jovens constituirá, no futuro, uma sociedade de idosos surdos ou quase surdos, e especialistas de áreas médicas confirmam esta previsão.

Habito ouvir musica longo tempoHábitos inadequados incluem passar horas a fio com fones de ouvido em volume elevado de som, de forma frequente e constante, de modo a não dar tempo para que as células auditivas se recuperem; outro hábito errôneo no uso de fones de ouvidos é o revezamento dos ouvidos pelo uso de um só fone, porque isso não diminui, em nada, o efeito de perdas auditivas, já que pode causar deficiência auditiva unilateral.

Em relação à recuperação das células auditivas que passaram por estresse sonoro, para que sejam restauradas, é necessário certo tempo de afastamento de fontes sonoras, a magnitude desse período dependerá do tempo da exposição a ruídos excessivos e da frequência e intensidade acústica de tais ruídos, a que foram expostos os ouvidos; um tempo de exposição maior também requererá um tempo maior de afastamento de pressões sonoras, para total recuperação da audição.

A audibilidade se recupera gradualmente após ter sofrido pressão sonora, sendo parcialmente recuperável nas primeiras três horas após exposição, o restante pode levar até 16 horas para se concluir, dependendo da intensidade acústica; e as alterações causadas nas células auditivas podem ser reversíveis, de modo geral, até 80 a 85 dB. Se forem necessárias mais de 16 horas para a completa recuperação, as células auditivas podem não mais se recuperar, por outro lado, após ter-se recuperado a audição (limiar auditivo), não significa de que se esteja livre de células sensoriais lesionadas, as quais a audiometria infelizmente não detecta.

Portanto, recomenda-se, para estes jovens, que procurem um fonoaudiologista tão logo sintam os primeiros sintomas referidos acima. Também procure lembrar se já há algum caso de deficiência auditiva em sua família, o que significa que possivelmente você pode ser portador de genes que codificam proteínas que favorecem a perda auditiva, e isto é o que contribui para a variação de sensibilidade acústica de indivíduo para indivíduo, e assim, o que é aceitável para um indivíduo, não lhe causando incômodo algum, pode não sê-lo para outro, que pode sofrer danos auditivos com a mesma intensidade sonora.

Mudanca de habito 2Igualmente, lembre-se de que os danos causados à audição por excesso de decibéis são irreversíveis, de que uma vez perdida sua audição, não há remédio que a faça retornar. Mudanças simples de hábito, como reduzir o tempo despendido em atividades acústicas de elevados decibéis, fazer pausas enquanto escuta músicas através dos fones de ouvido, assim como evitar usar diariamente seu dispositivo pessoal para ouvir música, são atitudes que com certeza salvarão sua audição e garantirão que você se divirta por um tempo mais longevo.

E se você é ainda jovem e gosta de escutar música em elevados níveis acústicos enquanto anda de metrô ou outra forma de transporte coletivo, ou de ambientes dançantes e festivos, então eis alguns casos de intensidade sonora que lhe podem ser úteis saber: assistir shows de bandas de Rock ou participar de baladas, se você estiver à distância de 1 a 2 metros da caixa de som, estará exposto a cerca de 105 a 120 dB; buzinas de carro, 110 dB; boate noturna, 110 dB; metrô e motocicleta correndo, 90 dB e; decolagem de avião, 150 dB.

Adicionalmente, pode-se dizer que as empresas fabricantes de tais dispositivos têm procurado alertar o usuário, nos manuais de seus aparelhos, sobre os riscos do uso excessivo de fones de ouvido. Mas tudo indica que esta medida não é suficiente para conduzir usuários jovens a tomar consciência do risco, pois, na generalidade dos casos, poucas pessoas reservam algumas horas para uma leitura atenta e minuciosa do manual de seu aparelho, pois muitos são desestimulados pelas letras miúdas que o compõem e quiçá pelo seu diminuto tamanho, apesar de poderem ser encontrados na internet. São razões pessoais existentes na diversidade de perfis de consumidor que os fabricantes têm deixado escapar.

O ideal é que os aparelhos venham com uma indicação em decibéis, além de um alerta, como por meio de um sinal luminoso em vermelho, para indicar quando o aparelho atingiu o limite máximo de tempo de uso em determinada intensidade acústica, que ultrapasse o limite de segurança para a saúde auditiva, 80 dB.

Importcancia-da-pausaOutra possível solução que pode ser adotada pelos fabricantes de dispositivos digitais com recursos acústicos, é a utilização de um aplicativo, que poderia ser opcionalmente ativado pelo usuário, que teria como objetivo principal o de automaticamente desligar ou desativar suas funções acústicas, assim que atinja certo tempo de uso, em dado decibel, que esteja além do limite de segurança, para que o jovem usuário – às vezes muito jovem – possa dar uma pausa necessária para descansar sua audição, algo em cerca de 5 a 15 minutos para cada hora de uso é uma recomendação que já vem nos manuais de alguns fabricantes de gadgets, como Apple, LG e Motorola.

Entretanto, se você utilizar somente 80 dB pelo procedimento que apresentamos acima e usar fones de ouvido de formato de concha, então você estará aproveitando ao máximo os recursos acústicos de seu gadget sem correr o risco de adquirir alguma deficiência auditiva. Por outro lado, se você quiser extrapolar esse limite, e correr o risco de adquirir deficiência auditiva, então observe as informações e recomendações gerais deste artigo. Não fique com pressa de se tornar deficiente auditivo, pois perda auditiva ocorre naturalmente a partir dos 50 anos.

Resumo e síntese

Em resumo, pode-se dizer que os fones de ouvidos, se indevidamente utilizados por excesso ou inadequação, podem causar danos irreversíveis à audição humana, e o maior problema é que os danos vão crescendo progressivamente, sem que a pessoa exposta aos excessos acústicos se aperceba disso, até que surgem mudanças no comportamento fonoauditivo da pessoa, que constituem indicadores de que já deve procurar um fonoaudiologista para fazer o exame de audiometria.

Para os usuários de fones de ouvido, recomenda-se que não exceda o limite de 80 dB ou, se quiser exceder este limite, deve também controlar o tempo de exposição. Empresas fabricantes de dispositivos móveis podem contribuir para o controle de tempo de exposição do usuário através do desenvolvimento de aplicativos, para casos que excedam o limite de 80 dB.

Em suma, os fones de ouvidos são instrumentos muito úteis para se ouvir músicas sem incomodar outras pessoas. Entretanto, é necessário que sejam usados corretamente, de modo que se evitem danos à audição e, para isso, o modelo mais recomendável é o de formato de concha, porque os fones desse modelo aumentam em três vezes a recepção de som pelo usuário. Também é recomendável que o usuário verifique se no manual do seu aparelho há informações sobre a capacidade acústica de seu aparelho, em decibéis, e use-o conforme recomendações do manual e das contribuições e recomendações constantes neste artigo.

Fonte: Internet

Acidentes pessoais com celulares e smartphones que podem levar à morte, aspectos ligados à defesa do consumidor, formas de preveni-los e modos alternativos seguros de carregamento da bateria

 acidenteCertamente você já ouviu falar acerca da possibilidade de acidentes pessoais com celulares e smartphones. Estes acidentes geralmente acontecem na hora de atender ou manusear tais dispositivos, frequentemente quando estão sendo recarregadas suas baterias; mas outras situações são possíveis, como em postos de gasolina ou simplesmente expor ou deixar o celular em condições de elevada temperatura ou próximo a fontes de calor. Neste artigo, descreveremos alguns casos ocorridos e situações de como esses acidentes acontecem, porque acontecem e quem é o responsável? O fabricante ou o usuário? Qual a responsabilidade de instituições governamentais ligadas ao controle de qualidade?

Um caso fatal aconteceu, recentemente, no dia 20 deste mês (janeiro/2015), em Ceilândia, a 36 minutos de Brasília, quando uma criança de 11 anos estava jogando no celular conectado à tomada, carregando a bateria. A menina sofreu parada cardiorrespiratória e foi levada ao hospital, onde recebeu tratamento de reanimação cardíaca e respiratória, mas, infelizmente, não resistiu e veia a falecer. Fato semelhante ocorreu em 2013 na China, também resultando em fatalidade, quando uma jovem de 23 anos foi atender seu iPhone, que igualmente estava carregando a bateria.

Um dos primeiros casos de acidentes pessoais na utilização de celulares foi registrado pelo jornal inglês The Independent, em 2004, que, embora tendo reconhecido a veracidade do fato, equiparou-o a alguns mitos urbanos. Esse acidente ocorreu na Índia com K. Viswajith, um jovem de 31 anos, que morreu eletrocutado ao atender o celular, o qual estava plugado na tomada. A partir daí sugiram muitas correntes na internet que relatavam acidentes com celulares, a respeito das quais não se sabia se eram verdadeiras ou falsas.

Mas o tempo viria, finalmente, convergir para a verdade destes fatos, pois muitos outros casos foram registrados em diferentes países, como Brasil, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, Holanda, Irlanda, Reino Unido, Suíça e Tailândia, envolvendo praticamente todas as marcas mais renomadas de celulares e smartphones, como Apple, BlackBerry, Motorola, Nexus, Nokia e Samsung.

tranfor celNo Brasil, além do caso da menina de Ceilândia, outros casos ocorreram, entre os quais o de uma menina de 14 anos de Araras, interior de São Paulo, em 2006, cujo celular, que portava no bolso da calça, simplesmente explodiu, provocando queimaduras de segundo grau na perna, possivelmente devido a um defeito na bateria.

Um terceiro caso ocorreu em 2011 com a paulista Ayla Mota com seu iPhone, que comprara durante uma viagem à França. Ayla deixara seu iPhone, próximo ao rosto, que carregava enquanto dormia, foi então que, pela madrugada, o aparelho pegara fogo, emitindo faíscas e liberando uma fumaça preta. A jovem também teve problemas com a reposição de seu smartphone, já que a garantia da Apple não cobriria aparelhos comprados fora do Brasil. Após investigação, verificou-se que a jovem havia utilizado um carregador chinês e não o original, e isso pode ter provocado o acidente. A jovem, apesar de ter dormido com o aparelho próximo ao rosto, à distância de 15 cm, felizmente, não teve nenhum tipo de ferimento ou queimadura.

Outro caso que ocorreu no Brasil, em 2007, na Zona Oeste de São Paulo, em Pinheiros, envolveu um frentista de posto de gasolina, que enquanto descarregava um caminhão de combustível, pegara do bolso, presumivelmente, o seu celular, ao que seguiu uma repentina explosão; o frentista sofreu queimaduras graves e viria a falecer três dias depois.

O momento em que o frentista retira o celular do bolso foi registrado por câmeras locais. Um celular foi encontrado, posteriormente, no local do acidente, sendo reconhecido como pertencente ao frentista. Ora! É do conhecimento de especialistas que, embora a possibilidade de explosão de um posto de gasolina pelo uso de celulares seja muitíssimo longínqua, é um evento que tem suas possibilidades de ocorrer.

Neste caso, a explosão no posto de gasolina foi consequência da atmosfera do posto apresentar gases inflamáveis que foram liberados na abertura do tanque de combustível, na ocasião do reabastecimento do posto. Não havia meios para tais fluidos se dispersarem no ar, foi então que se formou uma concentração de gases inflamáveis no local, o que favoreceu a explosão, possivelmente ativada pelas faíscas emanadas do celular do frentista. Celulares podem emitir faíscas invisíveis, capazes de ativar explosões em condições ambientais favoráveis, apesar de que os celulares modernos estejam cada vez mais seguros.

marcas acidentes celularesAlguns dos casos acima, cujo aparelho tiveram sua marca identificada, ilustram acidentes com iPhone (Apple), mas também há casos envolvendo outras marcas, como o caso relatado pela Britânica Sarah McCreath, em 2012, cujo BlackBerry de seu filho de 11 anos, que estava sobre a cama, programado como despertador, teria explodido, causando-lhe queimaduras nas pernas e pés. O aparelho explodira após a completa recarga da bateria. Também, em 2012, houve um caso envolvendo um Motorola Droid, cuja bateria teria pegado fogo, estando o aparelho no bolso de seu usuário, um participante de uma conferência de uma comunidade hacker, nos Estados Unidos.

Outro caso que possivelmente ocorreu devido ao aquecimento da bateria, em 2013, na Coréia do Sul, envolveu um Samsung Galaxy Note, que explodiu no bolso de seu proprietário, o que lhe causou queimaduras de segundo grau, na perna. Neste caso, a bateria encontrava-se fora do aparelho e poderia ter sofrido superaquecimento. Também em 2013, o Nexus S da norte americana Kirsten Zastrow, que deixara carregando enquanto dormia, pegou fogo, e foi acordada pelo cheiro forte de queimado do smartphone. A norte americana estava utilizando um modelo de bateria mais barato que a bateria original, o qual pode ter sofrido superaquecimento. Em 2010, na Índia, Gopal Gujjar, um jovem de 23 anos, morreu em função da explosão de seu celular, um Nokia 1209, que lhe causou ferimentos graves na orelha, pescoço e ombros.

Celulares e smartphones não somente podem explodir, como também podem implodir devido a um defeito na bateria. Um caso de implosão ocorreu em 2009, na França, quando uma jovem, que estava com seu namorado, de repente foi surpreendida com uma trepidação no seu iPhone, que o levou ao completo trincar da tela, no entanto o resto do aparelho ficou inteiro; a causa atribuída a este acidente foi a de um superaquecimento da bateria.

responsabilidade-civil-no-cdigo-de-defesa-do-consumidor-1-638A responsabilidade destes acidentes nunca é atribuída aos fabricantes de celulares, uma vez que as empresas reclamam que têm investido muito em pesquisas, para garantir a máxima segurança ao usuário, como também se observa que a maioria dos casos, é reputada ao mau uso por parte do proprietário do aparelho. Além disso, erros de fábrica são sempre possíveis, pois, na linha de produção, um operário pode cometer um erro, a partir do qual pode resultar em tais acidentes.

Por outro lado, as informações prestadas ao consumidor sobre os riscos e cuidados que deve tomar, parecem não ser suficientes para garantir a segurança do usuário e talvez este seja um dos motivos porque tais acidentes acontecem. As informações contidas nos manuais talvez sejam mais incompletas do que se imagina. Ao procurar no manual do meu celular informação sobre a voltagem de carregamento da bateria, nada encontrei, porém, na parte externa da bateria, encontrei voltagem, amperagem e potência. Acontece, porém, que o primeiro local que o usuário imagina para buscar tais informações, onde vai focar suas atenções, é no manual, podendo passar despercebida as informações gravadas na bateria. A omissão de tais informações no manual, portanto pode ser considerada gravíssima e até irresponsável.

Em termos de Brasil, cabe ao INMETRO verificar a qualidade das informações contidas nos manuais, assim como a qualidade tecnológica empregada nos aparelhos, visando à segurança dos usuários. Em certos casos, porém, como em relação a alguns cuidados devidos à bateria, pode haver culpa do usuário, que muitas vezes não dedica a atenção necessária para sua correta utilização e conservação; como também não reserva um pouco de seu tempo para uma leitura mais atenta do manual, pelo menos em relação a itens de segurança, assim como em outras seções relacionadas a possíveis riscos pessoais, que merecem sua atenção.

Por outro lado, é necessário que os fabricantes de celulares e smartphones reservem uma pequena parte de seus recursos para uma campanha educativa dos usuários destes gadgets, em rádio e televisão, no sentido de proporcionar meios informativos que cheguem mais rapidamente ao usuário. Qualquer dinheiro que se gaste para isto é muito pequeno quando comparado ao valor de uma vida, cujo valor é infinito.

Sensor de calorE já que as empresas empregam fortunas para aumentar a segurança de seus aparelhos, bem que poderiam desenvolver aparelhos com sensores de calor e de eletricidade, para que quando tais formas de energia estiverem, esporadicamente, acima do nível normal, possam emitir alguma forma de sinal, sonoro ou luminoso, por exemplo. Isto se pode conceber, perceber ou reconhecer como uma das possíveis formas ideais imagináveis para reduzir, a zero absoluto (e não zero estatístico), estes acidentes, pois não há dinheiro no mundo que pague a vida de uma pessoa.

Outra possível forma para que se evitem estes acidentes, seria utilizar uma resistência elétrica em celulares e smartphones, como nos chuveiros elétricos, com a função de absorver possíveis excessos de energia e leve, assim, o aparelho à destruição e não uma pessoa à morte, o que também pode ser outra solução para impedir que tais acidentes aconteçam, podendo ser utilizada juntamente com os sensores propostos.

Outra forma muito comum de proteger tanto o usuário, como o aparelho, que é utilizada na grande maioria de aparelhos elétricos, e pode muito bem ser adotado para celulares e smartphones e outros aparelhos similares, que apresentam o mesmo risco ao usuário, é a colocação de um fusível (resistor), pois, em caso de voltagem excessiva, o fusível queima, evitando, assim, de danificar seu aparelho e protegendo sua vida.

Uma solução ainda mais simples e também complementar às outras propostas, que pode ser exigida dos fabricantes no Brasil e em todo mundo, é que os fabricantes produzam aparelhos e carregadores gravados, na parte externa, com a voltagem e amperagem que utilizam. Deste modo permitiria ao usuário checar, por ocasião do uso, se a voltagem ou amperagem do carregador é compatível com a do aparelho, como acontece, por exemplo, para PCs, notebooks e eletrodomésticos em geral.

hqdefaultNeste caso, também se pode observar que existe uma transgressão do Código Nacional de Defesa do Consumidor (CDC), pois, já que carregador e aparelho podem ser vendidos separadamente, então o que as empresas fabricantes estão fazendo é uma venda casada, proibida pelo CDC. O consumidor tem o direito de escolher se prefere utilizar um carregador chamado de original ou outro que tenha parâmetros elétricos compatíveis. Porém, aqui convém lembrar de que carregadores chineses não possuem sistema de segurança implantado para a proteção do usuário, além de que o padrão de tensão de rede elétrica da China (Oriental) é de 220V, sendo, portanto muito perigoso para o usuário utilizá-los.

E uma vez que a venda casada não é permitida pelo CDC, significa que, a empresa que tiver incluído, nos termos de garantia de um produto, a perda de garantia de tal produto, pelo uso de um carregador não produzido pela empresa, estará sujeita a responder por violação do CDC por impor ao consumidor uma venda casada com imposição de perda de garantia.

No caso de Ayla Mota, a jovem que comprou seu iPhone na França, não sabemos se a Apple lhe indenizou, em dinheiro ou com outro aparelho, provavelmente não, devido ter, como vimos, utilizado um carregador chinês, mas ainda que isto esteja incluído em cláusula contratual, nos termos de garantia desta empresa, tanto a perda de garantia por compra no exterior, ou por não ter utilizado o carregador produzido pela empresa, constituem violação de normas contidas no CDC, por isso não podem ser consideradas válidas, uma vez que tal empresa atua comercialmente no Brasil.

Portanto, a jovem teria direito a outro aparelho ou seu dinheiro de volta, independentemente de tê-lo comprado dentro ou fora do Brasil, não importa o lugar onde foi adquirido e onde ocorreu o acidente; tanto faz tê-lo comprado numa loja do Brasil ou numa loja no exterior, o que importa é a responsabilidade do agente causador do dano, no caso a Apple, a qual é parte de uma relação de consumo, que é bem definida pelo CDC brasileiro, cujos princípios fundamentais não devem ser diferentes do CDC de outros países; o caso também pode ser enquadrado, possivelmente, como omissão de informações ao consumidor (em relação à diferença de padrões de um país para outro), o qual teria ocorrido bem antes do acidente com o aparelho.

omcUma prática muito comum destas marcas globais, em tais casos, é a negação do direito do consumidor o que pode caracterizar, no mínimo, extorsão e furto qualificado, que somente podem ser recorríveis em tribunais internacionais ou similares, como o da Organização Mundial do Comércio (OMC). Em tal caso, não somente o aparelho deve ser indenizado, mas também o tempo gasto no requerimento de tal direito, uma vez que a pessoa prejudicada, frequentemente, perde horários de trabalho, que jamais poderá recuperar, além do desgaste emocional que sofre. Nestes casos, o que está em jogo, principalmente, é o respeito global ao consumidor.

Além do mais, também se trata de uma questão de ética, já que a empresa teve conhecimento do caso e, pelo conhecimento, a consciência do dano causado a outrem; portanto é de se esperar que o agente causador do dano o cumpra seu dever, que é, acima de tudo, um dever de consciência, e a boa consciência exige a reparação do dano causado.

Recomendações

Atualmente, a melhor maneira de prevenir tais acidentes é ler atentamente o manual e seguir suas recomendações, até para que você possa ter razão contra os fabricantes, em caso de acidentes graves. Além da leitura atenta do manual, outras recomendações para prevenir acidentes pessoais no uso de celulares e smartphones, é tomar alguns cuidados básicos, os quais estão relacionados a seguir:

(1) Não jogar ou atender chamada no celular se estiver carregando, principalmente se o tempo estiver chuvoso e com descargas elétricas atmosféricas ocorrendo;

celulare vs umidade(2) Não carregue o celular próximo de um chuveiro ligado, especialmente o do banheiro, pois a concentração de umidade no ar, neste caso, pode causar danos aos aparelhos e, igualmente, não o carregue próximo a pia com a torneira aberta ou em qualquer ambiente com umidade;

(3) Não toque no celular com as mãos molhadas, se estiver carregando;

(4) Não deixe o celular carregando em cima de materiais combustíveis, como papéis, ou dentro de caixas, gavetas, ou pior, dentro de automóveis, sob o sol, com ar condicionado desligado;

(5) Não toque nas partes metálicas do carregador, quando for carregá-lo, para evitar possíveis choques;

(6) Não torça demais o cabo do carregador, nem coloque objetos pesados sobre ele, para evitar danos ao transformador, que podem permitir a passagem de uma corrente maior, e causar choque ou excesso de aquecimento no aparelho;

(7) Não carregar o celular perto de fontes de calor de calor como televisão e micro-ondas;

(8) Caso você tenha iPad e iPhone, não utilize o carregador do iPad para carregar o iPhone, pois a voltagem e corrente do iPad são superiores às do iPhone;

(9) Não empreste o carregador de um colega para carregar seu aparelho, a menos que seja da mesma marca e modelo ou que você tenha certeza de ser um modelo compatível; pois alguns modelos de mesma marca podem ser, eventualmente, compatíveis. Caso queira tirar dúvidas, consulte o site do fabricante e informe-se;

(10) Use somente carregadores originais, os quais são específicos para a marca e modelo do seu celular ou smartphone;

(11) Não utilize carregadores não fabricados no Brasil, pois podem ser incompatíveis com a rede elétrica brasileira, e por isso podem apresentar corrente elétrica e voltagem superiores a do seu aparelho;

filtro-de-linha(12) Com o objetivo de evitar possíveis sobrecargas de energia, não utilize quaisquer equipamentos intermediários entre o carregador e a tomada, como benjamins, extensões adaptadores de tomada, etc.;

(13) Só compre baterias recomendadas pelo fabricante, pois, neste caso, as baterias apresentam o selo de aprovação da ANATEL, o que certifica sua autenticidade, estando livre de falsificação;

(14) Habitue-se a terminar o carregamento da bateria de seu celular ou smartphone pelo plugue/tomada e não pelo conector USB/porta mini USB do celular e, se tiver dúvidas ou desconfianças, não toque no celular enquanto estiver carregando;

(15) A cada cinco anos, contrate um profissional capacitado para revisar as instalações elétricas de sua casa ou escritório.

Aparelhos de revestimento plástico, eventualmente, podem ser mais seguros, devido ao plástico não permitir a condução de eletricidade, desde que a tecnologia de vedação seja perfeita, de modo a não permitir que eventuais excessos de energia sejam transferidos para a mão do usuário; enquanto que aparelhos com estruturas metálicas externas possivelmente podem apresentar maiores riscos aos usuários, em caso de sobrecarga de corrente elétrica. Não é à toa que os iPhones estão mais frequentemente ligados a tais episódios.

O carregador é constituído por um transformador, um cabo e um miniconector USB. O transformador, que é a parte conectada à tomada elétrica, modifica valores superiores de tensão elétrica (voltagem), recebida da rede elétrica, para valores inferiores, com os quais os aparelhos trabalham. Celulares e smartphones operam com voltagem de 3 a 5V. Por este motivo é que sempre devem ser utilizados carregadores originais, de mesma marca, modelo e fabricados no Brasil, já que a rede elétrica de outros países pode ter padrões de voltagem e amperagem diferentes. Atualmente, os carregadores são programados para deixar de enviar energia para a bateria, assim que atinja a carga máxima, portanto, neste caso, só haverá acidente se houver um possível defeito de fábrica no carregador, que altere esta programação.

Vitima choque iphoneO caso que vitimou a aeromoça chinesa de 23 anos, em 2013, aludida no início deste artigo, resultou da possibilidade de ela ter utilizado um carregador não original, de acordo com o que foi noticiado pela emissora de TV chinesa; outra possibilidade seria a de que ela utilizara um carregador de 110V, fabricado em Hong Kong, numa tomada de 220V, que é o padrão de rede elétrica da China Oriental.

Apesar de todos estes acidentes acontecerem no mundo todo, as empresas alegam que seus equipamentos são seguros que, em caso de descarga de energia, o transformador terá problemas ou irá derreter; que os fios condutores irão derreter, se sofrerem aquecimento acima do normal. São parâmetros que deveriam ser testados nos laboratórios do INMETRO, para verificar a veracidade de tais afirmações e, deste modo, conferir selo de qualidade para tais carregadores. É outra medida necessária para proteger o consumidor. Afinal, para que esperar que morram milhares de pessoas, para que, então, se tome tardias providências…

Em relação à explosão e implosão de celulares, a causa pode ser atribuída às baterias de íons de Lítio, que, apesar de armazenarem o dobro de energia em comparação a outros tipos, podem explodir ou implodir mais facilmente, por esse motivo é que precisam ser conservadas em temperatura de 25ºC ou pelo menos em temperaturas não superiores a 50ºC, e porque seu celular não deve ser deixado em ambientes que possam exceder este valor, como por exemplo, dentro de um carro sob o sol com ar condicionado desligado.

Acidentes com explosões ou implosões de celulares também podem ser causados por um erro de fabricação. Daí a importância de cadastrar seu celular no site da empresa fabricante para um possível recall, como acontecem para automóveis. Se o serviço de cadastramento não for oferecido, cobre-o da empresa fabricante, para que o atendimento possa ser feito com maior agilidade, caso se faça necessário. O ideal é que eles sejam feitos, como nos de automóveis, por meio de rádio e televisão, pois o direito à informação é assegurado pelo CDC.

amperimetroNo caso de carregamento de celulares e smartphones por meio de porta USB de PCs, notebooks ou netbooks, temos a informar que o carregamento feito desta maneira é seguro, pois os carregadores de celular ou smartphone são projetados para permitir a passagem de corrente elétrica e voltagem maiores que na porta USB 2.0 de tais dispositivos, portanto a energia que passa de uma porta USB 2.0 para um celular ou smartphone é menor que o valor que o carregador pode suportar, não oferecendo, portanto, nenhum risco ao usuário, embora a recarga seja mais lenta, em função de possuir amperagem menor. Portanto, a amperagem, tanto se for maior ou menor que a recomendada, não prejudica seu aparelho. Em caso de ser menor, apenas a recarga será mais lenta e, em caso de ser maior, o aparelho tem como filtrar a corrente, de modo que só vai permitir a entrada de amperagem no valor recomendado. A voltagem, ao contrário, se for superior à recomendada pelo seu aparelho, poderá trazer risco para o aparelho e para você. Uma porta USB 2.0 só fornece 5V e 500mA.

Outra forma alternativa de carregar seu celular é a partir do acendedor de cigarro do carro, para isso você precisará de um regulador de tensão para adaptar a tensão da bateria do carro, de 12V, para a tensão da bateria do celular, de 3 a 5V. Verifique, na bateria do seu celular, o valor desta tensão. Mas você ainda pode optar por comprar um carregador automotivo para celular que seja compatível com seu aparelho. Todavia lembre-se dos cuidados acima referidos, que você deve ter ao carregar o celular dentro de um carro. Fora estes dois casos, não será possível carregar a bateria do celular por meio do acendedor veicular, pois o sistema elétrico do carro não fornece força suficiente para carregar a bateria de um celular. Apenas parece que carrega, mas, na verdade, não está carregando.

E mais uma forma alternativa possível de recarga da bateria de dispositivos móveis é através de benjamins e filtros de linha, os quais apresentam tomadas múltiplas. Estes meios de carregamento são altamente não recomendáveis, pois podem gerar sobrecargas e causar incêndios e choques fatais. Entretanto, desde que você empregue procedimentos corretos para sua utilização, podem se tornar meios seguros de utilização para recarga da bateria desses dispositivos. Tal procedimento correto consiste em distribuir, uniformemente, a voltagem pelas tomadas existentes. Por exemplo, se você tem um filtro de linha de 6 tomadas, cada tomada suportará somente 1/6 da voltagem disponível em rede elétrica (127V), portanto, a voltagem uniforme para cada aparelho será de 127 x 1/6 = 21,16V. No caso de um benjamin, que possui 3 tomadas, a voltagem uniforme será de 127 x 1/3 = 42,33V. Para sua maior segurança, nunca utilize valores maiores que estes em cada tomada, considerando cada caso.

Linha-producao-industriaOutras maneiras de descuido do usuário no uso de celulares e smartphones podem ocorrer no trabalho. Um dos ambientes laborais em que acidentes no uso de celulares e smartphones costuma acontecer é em linhas de produção industrial, nas quais o desvio de atenção pode causar acidentes fatais. Ainda não existem leis que regulem o uso de tais aparelhos em ambiente de produção, mas cláusulas podem ser criadas de comum acordo entre empregadores e sindicatos de trabalhadores. Isto protege o trabalhador, que muitas vezes insiste em desobedecer às normas da empresa, como também exime a empresa de responsabilidades, em caso de desobediência das regras propostas. E já há casos na justiça trabalhista em que foi negado o direito de indenização, em função do descumprimento das normas do ambiente produtivo, em relação ao uso de dispositivos móveis. Uma operária deixou seu celular sobre uma prensa, sofreu acidente grave e não teve direito à indenização, pois o juiz entendeu que houve descumprimento de normas no ambiente produtivo.

Outro caso comum é o uso e manipulação desses pequenos aparelhos ao caminhar pelas ruas. Em tal situação o risco é maior quando o usuário abaixa a cabeça, podendo colidir com pessoas, tropeçar e cair, ser atropelado, ser roubado, além da possibilidade de cair e quebrar o aparelho, causando-lhe prejuízo pecuniário.

Nos casos anteriores de acidentes envolvendo descarga elétrica e defeitos de bateria, ainda não existem dados oficiais sobre o número de pessoas que tiveram acidentes com seus celulares ou smartphones, mas o site da nbcnews, em 2004, ao relatar o caso de um garoto de 13 anos, Curtis Sathre, cujo celular explodiu, ferindo seu braço, também faz alusão a mais 83 casos de pessoas que afirmaram ter-se ferido com a explosão de seus miniaparelhos móveis, e isto muito provavelmente nem chega a ser a ponta do iceberg. Durante pesquisa na internet para elaborar este artigo, encontramos 19 casos de acidentes no Brasil e no mundo, dos quais 7 foram fatais. No Brasil encontramos 4 casos, relatados acima, sendo 2 fatais.

Resumo e síntese

Rede elEm síntese, acidentes elétricos com celulares e smartphones são mais frequentes do que podemos imaginar e cada caso deve ser examinado meticulosamente, pois tanto pode ser de responsabilidade das empresas fabricantes, como do usuário, em função de erros, omissões, descuidos e negligências de parte a parte, principalmente em relação à bateria de íons de Lítio, que são potencialmente explosivas.

Empresas podem ser responsabilizadas por não fornecer informações suficientes nos manuais, por defeito de fabricação no aparelho ou na bateria e por realizarem venda casada de carregadores e aparelhos, uma vez que podem ser adquiridos separadamente, como também por incluírem nos termos de garantia itens que possivelmente violam normas do CDC. Em caso de defeitos de fábrica, devem considerados de responsabilidade dos fabricantes e as vitimas ou suas famílias devem ser indenizadas pelos danos causados.

A melhor maneira de prevenir acidentes ainda é uma leitura atenta ao manual, o que é fundamental para reclamar seus direitos com conhecimento de causa, muito embora seja necessária uma revisão sobre eles, tanto por parte do próprio fabricante, como a realizada pelo INMETRO, os quais devem dar mais ênfase nos parâmetros elétricos, como voltagem e amperagem, cuja informação é primordial para prevenir tais acidentes. O INMETRO também precisa verificar a veracidade das tecnologias de segurança apregoadas pelos fabricantes, porque ainda muito precisa ser feito para, efetivamente, proteger o usuário de acidentes elétricos fatais.

As soluções preventivas propostas neste artigo, como sensores de calor e eletricidade ou absorção ou interrupção de tensão elétrica por meio de resistores ou simplesmente gravar a voltagem e amperagem na parte externa do aparelho podem ser adotadas pelos fabricantes para prevenir, principalmente, acidentes fatais e isso está ao alcance dos fabricantes.

Fonte: internet

Telas de dispositivos móveis podem fazer mal para os olhos?

1Olos e tela ns1É inegável que a tecnologia traz muitos benefícios para a sociedade. Entretanto, qualquer produto tecnológico precisa e deve ser avaliado quanto ao impacto ao meio ambiente decorrente do seu descarte, assim como os possíveis impactos na saúde humana, individual ou pública.

Em relação às telas de televisores, computadores pessoais e dispositivos móveis, por exemplo, desconfia-se que elas possam fazer mal para a saúde dos olhos. De acordo com o site ciência online, pesquisas realizadas na Universidade Complutense de Madrid em células epiteliais pigmentares da retina humana in vitro revelaram que as luzes de radiação LED (diodos emissores de luz) podem causar lesões significativas e irreparáveis nos olhos, se expostos de forma contínua e prolongada a esta radiação. Uma das pesquisadoras responsável por este estudo (Celia Sánchez-Ramos) aconselha o uso de óculos escuros com filtros UV como forma de proteger os olhos, além de alimentação rica em nutrientes benéficos aos olhos, como a vitamina A.

As luzes LED são utilizadas na retroiluminação de telas de cristal líquido (LCD) que, por serem mais econômicas e mais eficientes no consumo de energia, substituíram as luzes fluorescentes de cátodo frio. Portanto, só para esclarecer, não existe tela LED, o que existe é tela LCD retroiluminada com radiação LED, pois as telas de cristal líquido necessitam serem iluminadas para formar a imagem.

As telas CRT (tubo de radiação catódica), que eram utilizadas há algumas décadas atrás como monitores de PCs, foram substituídas pelas telas de cristal líquido retroiluminadas com radiação fluorescente, porque emitiam partículas (elétrons) que poderiam ser prejudiciais à saúde do usuário. Por esta razão algumas pessoas utilizavam uma tela protetora, a qual deve voltar a ser útil em se confirmando os resultados de pesquisa da professora Celia Sánchez-Ramos.

A retroiluminação nas telas LCD produz a incidência direta de feixes luminosos sobre o globo ocular. Porém, os olhos não foram feitos para receber a incidência de raios luminosos diretamente nos olhos, mas sim para ver as luzes que refletem dos objetos, reconhecendo-se, deste modo, suas cores.

Olhos ooculosA luz incidindo diretamente sobre os olhos pode causar desconforto em alguns usuários, sobretudo quando o brilho é intenso, principalmente, naqueles usuários que já apresentam algum problema de visão e que, muitas vezes, desconhecem. Neste caso, recomenda-se configurar o monitor ou tela de modo a diminuir o brilho e aumentar o contraste até a um ponto que seja confortável para você.

Em permanecendo ou reaparecendo o desconforto, você ainda poderá utilizar um protetor de tela daqueles antigos utilizados para monitores CRT, como também, usar película antirreflexo, de silicone, as quais protegem a visão do excesso de brilho, e podem ser encontradas para cada tamanho de tela. Em último caso, troque seu aparelho de tela LCD retroiluminada a LED por outro, cuja tecnologia seja menos prejudicial para seus olhos.

E já que falamos de película, lembramos que as telas LCD que utilizam a tecnologia touchscreen (tela sensível ao toque) dispõem de películas que funcionam como uma espécie de filtro das radiações emitidas pelo display, como também eliminam a eletricidade estática, o que reduz os possíveis efeitos nocivos da radiação para os olhos, sendo, portanto, as telas que podem trazer alguma proteção aos olhos do usuário.

Em adição a isto, frequentemente associada a tecnologia touchscreen, nas telas LCD, se encontra a tecnologia IPS (In-Planne Switching), que apresenta frequência de atualização da imagem em média de 220 Hz, o que minimiza os danos à visão do usuário. Esta tecnologia também apresenta controle de retroiluminação inteligente, que se ajusta conforme a claridade da imagem, representando, possivelmente, uma redução de risco para a saúde ocular do usuário.

3a-Peliicula siliconeA taxa de atualização está associada ao efeito piscante (efeito flicker), que representa a quantidade de vezes em que a imagem é processada na tela em segundos ou milissegundos, em cada imagem as linhas pares e ímpares de um painel de luzes são atualizadas alternadamente, causando este efeito, quase imperceptível ao globo ocular, mas que gera fadiga após longas horas de exposição. Portanto, quanto maior é a taxa de atualização da imagem na tela, tanto melhor será para os olhos. A taxa de atualização das telas modernas é de 120 Hz, o que significa que há uma elevada velocidade, muito maior que a capacidade de percepção dos nossos olhos, embora exista, também, uma frequência mínima para cada tipo de tela: 75 Hz para monitores CRT e 65 Hz para telas LCD.

Alguns dispositivos móveis, monitores de PCs ou televisores apresentam Tela LCD com sensor de luz ambiente, que ajustam, automaticamente, o brilho do painel LCD aos níveis de luz natural ou artificial presente no ambiente, fazendo com que o brilho aumente gradualmente, podendo isto não ser facilmente percebido, o que provavelmente pode representar ainda mais desconforto para os olhos, porém, o sensor de luz ambiente pode ser bloqueado e, assim, diminuir o brilho da tela.

Em contraponto à tela LCD, temos a tela e-ink, que encontramos principalmente nos leitores digitais de livros (e-readers). A tela e-ink se caracteriza por ser fosca, refletindo a luz de modo semelhante a uma folha de papel e, ao contrário da tela LCD, não é refletiva nem possui retroiluminação, portanto você não terá o desconforto do excesso de brilho, precisando apenas ajustar o dispositivo, como também não terá luz incidindo diretamente nos seus olhos, causando, portanto, menos fadiga ocular e, menos ainda, os prováveis danos irreparáveis à retina ocular.

A tela LCD, por ser retroiluminada, é mais recomendada para ser utilizada em ambientes escuros, ao contrário, a tela e-ink, por dispor de baixo contraste, é mais recomendada para ambientes abertos, podendo até mesmo ser a pleno sol, como em uma praia. No entanto, os dispositivos com tela LCD nem sempre dispõem de recursos que favoreçam seu melhor aproveitamento em ambientes escuros, como por exemplo, um teclado fosforescente, que permita digitar no escuro em meio a um blackout. Igualmente, a não ser que sejam inicialmente conceituais, não existem notebooks com tela dupla, e-ink e LCD, que permitam adequar seu uso tanto para ambientes claros como para escuros.

Com relação ao cansaço ocular, pelo menos até o presente momento, não há nenhuma evidência de que a tela e-ink seja melhor que a tela LCD retroiluminada por radiação LED, mas somente com relação ao desconforto produzido pelo excesso de brilho, que alguns usuários apresentam. Para a fadiga ocular o mais recomendável é fazer alguns minutos de pausa a cada uma ou duas horas em frente a uma tela (5 a 10 minutos para cada hora em frente ao display), qualquer que seja a tecnologia que utiliza.

O controle do tempo em frente ao display você pode conseguir, facilmente, através de um aplicativo timer (temporizador) e muitos deles podem ser baixados gratuitamente ou a preços muito módicos, compatíveis com o sistema Android, IOS ou Windows nas mais diversas plataformas (notebooks, tablets, smarthphones, et.). No link sobre a palavra site você encontrará disponível o download para um temporizador.

4cinema-oculos-3d-4nsUm cuidado maior deve ser tomado com displays 3D, pois ainda é uma tecnologia recente, que precisa de mais estudos sobre seus efeitos de longo prazo sobre os olhos humanos. De acordo com pesquisas realizadas na Universidade da Califórnia, em adultos, a visualização voltada para tela 3D pode causar lesões nos olhos e cérebro. Estes danos estão diretamente relacionados com a distância que se mantém da tela e pela necessidade constante da visão de se ajustar ao conteúdo (Olhar digital).

Em crianças, os riscos podem ser maiores, especialmente para crianças com idade inferior a sete anos, cuja visão ainda está se formando, podendo causar estrabismo e também porque crianças costumam ficar horas diante de jogos e outros entretenimentos advindos de um dispositivo móvel, podendo, também, afetar adultos, a depender do grau de exposição à tela 3D (Hardware).

Em suma, as telas de dispositivos móveis podem causar desconforto aos olhos por excesso de brilho ou devido a longas horas em frente ao display; telas LCD retroiluminadas com radiação LED podem causar danos à retina e telas 3D podem causar danos aos olhos e cérebros especialmente em crianças. Recomenda-se ajustar a configuração do monitor, diminuindo o brilho e aumentando o contraste e ou bloquear o sensor de luz ambiente, como também usar protetor de tela e ou película antirreflexo de silicone; fazer pausas de 7,5 minutos para cada hora de trabalho; consultar um oftalmologista sobre a possibilidade de proteger seus olhos com óculos escuros com filtros UV. Por ocasião da compra de um dispositivo, opte por aqueles de tela touchscreen e IPS, como também existe a opção de consultar um técnico sobre a possibilidade de usar a tela e-ink de outro dispositivo no seu dispositivo com tela LCD, quando precisar usá-lo em ambientes claros, se isto não puder ser feito por meio de conexões para portas USB ou HDMI. Até mais.

Fonte: internet

Imagem 1, fonte: http://tecnologia.br.msn.com/noticias/artigo.aspx?cp-documentid=26025959

Imagem 2, fonte: http://www.groupon.it/offerte/genova/shopping/ottica

Imagem 3, fonte: http://www.araujocommerce.com.br/informatica-e-eletronicos/pelicula-protecao-tela.html

Imagem 4, fonte: http://www.abril.com.br/noticias/comportamento/sem-higienizacao-oculos-3d-pode-transmitir-conjuntivite-541504.shtml

 

Alguns telefones móveis de maior SAR comercializados no Brasil


AnatelO acrônimo SAR (Specific Absortion Rate) significa a quantidade de radiação que o corpo humano pode receber quando exposto a um telemóvel e representa um limite determinado por órgãos governamentais para que um telemóvel seja comercializado seja no Brasil, Europa ou Estados Unidos. No Brasil, a SAR é determinada pela ANATEL (neste link você pode verificar se seu celular está homologado) e é definida em 2 watt/kg, igual valor é adotado na Europa. Nos Estados Unidos é definida pela FCC (Federal Communications Commision) em 1,6 watt/kg.

O consumidor melhor informado deve estar atento a essa taxa de absorção da radiação emitida pelos telemóveis, pois a organização mundial de saúde (OMS) já admitiu que, possivelmente eles podem ser causadores de tumores cerebrais. Alguns consumidores já começam a se preocupar com essa questão, passando a usar fones de ouvido e, mesmo, adquirir um celular ou smartphone com baixa SAR.

As recomendações e advertências sobre a SAR constam em algum lugar nos manuais escritos em letras bem minúsculas, o que certamente nada estimula a leitura, por isso raramente são lidas, no entanto podem ser facilmente obtidas através do site do fabricante. Também conectando o site teleco.com você encontrar a SAR do seu telemóvel.

Acredita-se que quanto maior seja a taxa de absorção da radiofrequência pelo corpo humano exposto a ela, mais prejudicial será o telemóvel emissor. Apesar de não haver como provar se um telemóvel de menor SAR reduza o risco de trazer prejuízos à saúde em relação a outro de menor taxa de absorção.

Entretanto, são vários os fatores que podem aumentar a exposição à radiofrequência (RF) de um telemóvel, entre os quais se pode citar a marca, modelo, operadora, distância do aparelho para seu corpo, força do sinal, local de recepção do sinal se aberto ou fechado, quantidade de tempo de uso, não uso de fones de ouvido, distância da torre do celular, número de torres próximo de você ou de torres em sua cidade, o tráfego de chamadas em seu local, além de frequências de rádio, TV, redes wireless, etc.

Em relação às marcas, para aparelhos comercializados nos Estados unidos, a Blackberry e a Motorola são as que produzem telemóveis de maior RF, no polo oposto, produzindo dispositivos de menor SAR está a Samsung. Entretanto, convém observar que todas as fabricantes produzem telemóveis de alta e baixa SAR. O Blackberry Curve 9310 possui SAR de 1,58, portanto muito próximo do limite americano e, muito próximo a este surge o Motorola RAZR HD/HD MAXX, com SAR de 1,56. Outros aparelhos que apresentaram elevada SAR de outras marcas foram o Nokia Lumia 900 (SAR = 1,49) e o Iphone 3G, da Apple (SAR = 1,38).

Dentre os aparelhos da Samsung de menor SAR aprovados para o comércio nos Estados Unidos estão o Samsung GalaxyNote (SAR = 0,19), o Galaxy SII (SAR = 0,35), e o Galaxy SIII que, a depender da operadora, pode apresentar a SAR entre 0,43 e 0,74. Estas informações constam no site da CNET.

No Brasil, de acordo com o site UOL sobre tecnologia, dentre os 10 aparelhos com maior SAR disponíveis no comércio, a marca que oferece maior número de celulares é a Motorola, porém os quatro estão abaixo do padrão SAR americano (1,6), o que significa dizer que são muito bons em relação ao padrão SAR brasileiro (2,0). Em igual condição surge um modelo da Samsung, o Samsung SCH-N375 (SAR = 1,47), o mesmo índice dos modelos Motorola C 331 (T), Motorola C 332 (T) e Motorola 182c. Os outros dois modelos da Motorola são o Motorola V3690 (SAR = 1,55) e o Motorola V8160 (SAR =1,51). Outra marca que apresentou SAR abaixo da referência americana foi a LG, com o modelo LG-BX7000 (SAR = 1,56). Os demais modelos apresentaram SAR superior ao índice adotado nos Estados Unidos, e o que apresentou maior índice foi o modelo HTC Touch Dual P5530, cuja SAR é de 1,83.

Se você está preocupado com a RF do seu telemóvel, fique tranquilo, pois o número SAR possui um fator multiplicativo de correção de 50 vezes como margem de segurança, isto significa dizer que a seguridade do aparelho poderia ser de 100 watt por peso corporal (SAR = 2 x 50 = 100 watt/kg). Portanto, qualquer aparelho que apresente SAR inferior ao índice estabelecido pela ANATEL é totalmente seguro. Mas lembre que todos nós estamos sujeitos a outras fontes de radiação, por isso é de bom alvitre optar por um telemóvel de baixa taxa de absorção.

Fonte: Internet

A que distância do corpo devemos manter o celular?


omsEste assunto é muito polêmico, pois envolve os interesses econômicos das fabricantes de dispositivos móveis em geral, como celulares, smartphones, notebooks, etc. A outra parte envolvida são os consumidores, usuários destes dispositivos, que nem sempre podem contar com a responsabilidade social e respeito devido a eles pelas fabricantes de tais aparelhos.

Os manuais das produtoras de telemóveis recomendam, geralmente, a distância de 1,0 a 2,5 cm, mas não oferecem um mecanismo para que o usuário controle essa distância, além de que o usuário pode apresentar dificuldades de audição ou o aparelho pode não apresentar qualidade na emissão de som para ser nitidamente percebido a essa distância. Talvez fosse o caso daquelas fabricantes de maior idoneidade e maior espírito de competitividade pensarem em produzir sistemas de sons nestes pequenos aparelhos de modo personalizado para cada usuário potencial. Fica a sugestão.

Mas seria esta distância suficiente para prevenir danos à saúde do usuário? No curto prazo talvez sim, no longo prazo talvez não. Um estudo supervisionado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), datado de moutubro de 2011, denominado Projeto Interphone chegou à conclusão que aparelhos móveis de telecomunicação, se usados por mais de 30 minutos diários durante 10 anos podem causar tumores cerebrais (câncer). Esta foi a primeira vez que a OMS reconheceu esta possibilidade.

Em relação a outras partes do corpo exposta a radiofrequência, o uso do celular, não observando a distância mínima recomendada, também pode causar danos nas células do nosso organismo, podendo afetar nosso DNA, assim com os processos bioquímicos e fisiológicos que ocorrem no interior de nossas células, que estão em funcionamento sob condições muito específicas.

Apesar dos fabricantes recomendarem uma distância mínima de uso, é de bom alvitre, utilizar uma distância ainda maior, pois todos nós estamos sujeitos a outras fontes de ondas eletromagnéticas em nossa casa, em nosso trabalho e na cidade, como por exemplo, ondas de rádio e TV, redes wireless, torres de celulares, etc.

Existem estudos de que o celular, se usado próximo dos órgãos sexuais masculinos, devido ao costume dos homens de portarem o celular no bolso, pode causar infertilidade; se portado no bolso da camisa, pode afetar os batimentos cardíacos, em função dos possíveis danos aos tecidos celulares, que podem ser causados tanto pelos efeitos térmicos como pelos não térmicos da radiofrequência; em cardíacos usuários de marca-passo, altera o funcionamento de tal instrumento médico.

Podemos ainda citar outros problemas verificados por estudos, resultantes do contato do aparelho celular com nosso corpo; em mulheres grávidas, se em contato com o ventre ou o simples uso de duas a três vezes por dia, pode atingir o feto e a criança desenvolver transtornos comportamentais; podem causar zumbidos crônicos se usados 10 minutos por dia em pelo menos quatro anos; se deixado em contato com estruturas ósseas, pode reduzir a densidade, deixando-as menos resistentes..

dna-testing-lgMas então o que fazer? Parar de usar o celular? Abandonar seu uso? Nada disso é preciso. Devemos apenas aprender a usá-lo racionalmente e para ajudá-lo a alcançar este objetivo, temos aqui algumas recomendações que podem ser muito valiosas para sua saúde:

(1) Use o celular de modo que a antena fique bem afastada de seu corpo, use-o com as mãos livres, evite conversas desnecessárias e ou longas ao celular e, ao atendê-lo, troque frequentemente de ouvido, de 30 em 30 segundos, pois este tempo é suficiente para evitar aquecimento e, consequentemente, danos à audição;

(2) Limite suas conversas a períodos curtos, se possível até seis minutos e não o utilize por mais de 30 minutos diários, conforme previsto pelo estudo da OMS, ou estabeleça, você mesmo, um período de tempo inferior, levando em conta as fontes de ondas eletromagnéticas que você tem ao seu redor; para ligações demoradas, prefira utilizar o fixo tradicional, dependente de fios;

(3) Use fones de ouvido com fio ou sem fio, embora ambos apresentem restrições, ainda assim, a utilização de um deles reduz a exposição à radiofrequência. Outra alternativa é utilizar o viva-voz ou, preferivelmente, utilize as mensagens de texto;

(4) Verifique, no ato da compra de um celular, se o aparelho tem o selo da ANATEL, que geralmente está gravado na bateria, referente à taxa de absorção por quilo pessoal (SAR), atualmente fixada pela OMS em 2 watts de potência quando se fala ao celular; escolha um modelo que apresente baixa taxa de absorção SAR;

(5) Limite o uso de aparelho celular para crianças, pois sua massa corporal é bem inferior a de uma pessoa adulta, além de que seu cérebro não está completamente formado, portanto, estão sujeitos a maiores danos;

(6) Ao fazer ligações, faça-as a partir de um ambiente aberto, pois desse modo o sinal é mais forte e a quantidade de radiação eletromagnética (EMR) emitida pelo celular aumenta quando o sinal está fraco, por isso você deve evitar de fazer ligações em ambientes fechados como prédios, carros, elevadores, etc.;

(7) Desligue o celular em ambientes metálicos como veículos e elevadores, pois o metal reflete a EMR, o que aumenta a sua quantidade no ambiente;

(8) Desligue o celular durante uma viagem de trem ou avião, pois, neste caso o celular emite EMR ao máximo, já que ele tenta se conectar com as torres encontradas pelo caminho;

(9) Na medida do possível, procure manter o celular longe de seu corpo, em pelo menos 2m, e desligue-o antes de dormir. Também não durma com ele debaixo do travesseiro nem o utilize como despertador, pois a EMR emitida pelo celular reduz a qualidade do sono, já que não permite a recuperação do corpo das radiações eletromagnéticas que recebemos durante o dia.

(10) Para usuários de marca-passos recomenda-se que evitem portar o celular no bolso da camisa e segurem o celular sempre com o braço oposto ao lado que está o marca-passo, para reduzir a aproximação entre estes dois aparelhos, pois a energia do celular causa interferência no marca-passo.

Fonte: internet

Os possíveis riscos dos dispositivos móveis à saúde e outros riscos


91170-erdsaudeO advento dos celulares e outros dispositivos móveis trouxe muitos benefícios para as sociedades contemporâneas no setor das telecomunicações, aproximando pessoas e trazendo comodidade quanto ao uso dos telefones e mais liberdade para proceder e receber ligações. No entanto, associado a esta tecnologia baseada na emissão e recepção de radiações não ionizantes, está uma antiga suspeita de que ela pode ser geradora de problemas de saúde para seus usuários.

Todo dispositivo móvel baseado na recepção dessas radiações é um potencial suspeito de ser um agente causador de males para a saúde. Acredita-se, de modo geral, que mesmo pequenos efeitos adversos à saúde podem ter significativas implicações na saúde pública.

Os telefones móveis só emitem radiofrequência (RF) quando realizam uma chamada, além disso, para manter as ligações, são usados somente sinais de baixa frequência. A RF utilizada pelas operadoras, que segue recomendações e padrões internacionais dentro de uma determinada faixa, penetra no organismo humano em até 1cm. Esta energia causa um pequeno aquecimento do organismo, que é controlado pelo próprio organismo, por meio de processos reguladores de temperatura.

Dentre os efeitos negativos sobre a saúde humana que são atribuídos à RF, o principal é o câncer cerebral, mas também sua ocorrência em outras partes do corpo é possível. Em ratos submetidos a campos RF, de acordo com um estudo de 1997, a taxa dos que foram geneticamente alterados e desenvolveram linfomas foi aumentada, mas não se sabe das implicações deste resultado para seres humanos, estudos recentes não encontraram evidências convincentes que relacione o uso de dispositivos moveis a risco de câncer.

Além do câncer, outros efeitos, embora pequenos e não expressivos o suficiente para afetar a saúde, são relatados por cientistas como alteração da atividade cerebral, nos tempos de reação e nos padrões do sono.

Outras doenças relacionadas ao uso de dispositivos móveis são infertilidade masculina, estresse, depressão, dores nas costas, no pescoço e na coluna originadas de postura inadequada.

De acordo com o site affematsaude recentemente foram relacionadas oito novas doenças provocadas pelo uso de dispositivos móveis: síndrome do toque fantasma (impressão de que o celular está vibrando no bolso/bolsa); nomophobia (medo ou ansiedade de ficar sem telefone móvel); náusea digital ou cybersickness (desorientação e vertigem em ambientes digitais); depressão de Facebook, (falta de interações sociais originadas do Facebook); transtorno de dependência da internet (vontade doentia e constante de acessar a Internet); vício de jogos online (desejo doentio de acessar jogos multiplayer online); cibercondria ou hipocondria digital (disposição para acreditar que você possui doenças sobre as quais leu na internete); efeito Google (tendência cerebral de reter menos informação porque se sabe que elas estão ao alcance de alguns cliques).

Outros riscos no uso de dispositivos móveis envolvem acidentes de aviação, quando tais dispositivos são usados durante a condução, além da possibilidade de causarem interferência em dispositivos aeronáuticos e médicos (pacemakers4, desfibriladores, aparelhos auditivos, etc.).

Fonte: internet