O que a sociedade da informação está fazendo pela acessibilidade de portadores de deficiência em geral?

A sociedade da informacaoOs aparelhos de comunicação e informação que se pode levar para onde se for, tem se popularizado bastante nos últimos anos e têm sido especialmente úteis para quem não possui nenhum tipo de limitação física, porém, quando se considera portadores de deficiência, isto já não se observa com tanta frequência e as estatísticas confirmam, pois de acordo com um estudo desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cujos resultados foram divulgados em 2011, cerca de 20 % da população mundial apresenta algum tipo de deficiência, tendo sua vida dificultada por conta disso; como também poucos países têm desenvolvido políticas públicas que atendam às necessidades dos portadores de deficiência. No caso de países de baixo IDH, o problema é ainda mais grave, pois, entre outras coisas, nesses países, os portadores de deficiência detêm custos elevados com saúde, gastando três vezes a mais que uma pessoa sem deficiência. No Brasil, o percentual de portadores de deficiência é ainda maior, pois, conforme censo 2010 do IBGE, 23,9 % da população possui algum tipo de deficiência.

De acordo com a Lei da Acessibilidade, Decreto-lei 5296 de 2 de dezembro de 2004, considera-se, para fins acessibilidade, que acessibilidade é “condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida” (das disposições gerais, Capítulo III, artigo 8º, inciso I).

Isto significa, portanto, que devem ser criadas as condições para que um cidadão portador de deficiência tenha assegurado, também, seu direito de ir e vir livremente na cidade em que reside, assim como o de requerer de fabricantes de dispositivos móveis, mediante suas entidades sociais representativas, que sejam projetados e produzidos dispositivos com recursos de acessibilidade, para que o portador de deficiência tenha acesso à informação e comunicação.

No Brasil ainda são poucas as cidades e capitais que se esforçam para desenvolver políticas públicas que garanta o ir e vir livremente dos cidadãos portadores de deficiência. Entre estas cidades destaca-se a capital do estado do Paraná, Curitiba, a qual utiliza uma estratégia que objetiva sensibilizar motoristas e funcionários, sendo citada no referido estudo da OMS, como exemplo a seguir.

b_MMF_GARIEm relação ao direito a informação e comunicação, o Mobile Manufacturers Forum (MMF) ou Fórum de Fabricantes de Dispositivos Móveis (em português) desenvolveu um projeto na web denominado Global Accessibility Reporting Initiative (GARI), que podemos traduzir para Relatórios de Iniciativa para a Acessibilidade Global; com esta iniciativa, o MMF objetiva, primordialmente, financiar projetos de investigação e cooperação nos setores, dentre outros, de acessibilidade, saúde e meio-ambiente, dentro deste contexto, surgiu o projeto GARI, que auxilia portadores de deficiência a ter melhor conhecimento dos recursos de acessibilidade de tais dispositivos, bem como eleger os aparelhos móveis mais adequados as suas necessidades. O projeto GARI está disponível online em 12 idiomas, incluindo o português.

O portador de uma deficiência específica, no projeto GARI, pode procurar, também, por aplicativos e pelo tipo de dispositivo que deseja verificar (ex: tablets, smartphones, etc.), os resultados são listados acompanhados de um percentual sobre a eficiência de um dispositivo em atender às necessidades de um portador de deficiência em particular, como também apresenta os recursos de acessibilidade de cada dispositivo para todas as deficiências.

O Banco de dados do projeto GARI é alimentado por desenvolvedores de aplicativos e pelos próprios fabricantes de dispositivos móveis, dispondo de informações sobre mais de 150 dispositivos das mais diversas marcas como LG, Samsung, Motorola e Nokia.

Com a criação do projeto GARI, o MMF pretende resolver problemas de regulamentações em muitos países, o que pode gerar múltiplas especificidades, dificultando, assim, às empresas de atendê-las.

Entretanto, a União Internacional de Telecomunicações (UIT/ONU), Agência da ONU dedicada a temas sobre informação e comunicação, de acordo com seu relatório de 2012, afirma que está havendo crescente interesse num mercado ainda praticamente inexplorado, o da acessibilidade digital. Apesar deste crescente interesse, os dispositivos móveis, em sua grande maioria, ainda não estão adequada e suficientemente dotados de recursos de acessibilidade para portadores de deficiência, idosos ou analfabetos.

Alguns recursos que podem ser facilmente utilizáveis em dispositivos móveis por portadores de deficiência incluem leitores de tela e aplicativos auxiliares em GPS, que ajudam cegos a se localizar, são exemplos do que já está sendo feito. Mas é necessário um maior envolvimento de operadoras e fabricantes no sentido de beneficiar 20 % da população mundial com o acesso às novas tecnologias de comunicação e informação, principalmente nos mercados emergentes.

c_www_acessibilidadeQuando o assunto é acessibilidade na web, a Lei da Acessibilidade prevê, em relação às iniciativas da União, Estados, Municípios e Distrito Federal, em seu capítulo sobre o acesso à informação e à comunicação (Cap. VI, Art. 47), que “No prazo de até doze meses a contar da data de publicação deste Decreto, será obrigatória a acessibilidade nos portais e sítios eletrônicos da administração pública na rede mundial de computadores (internet), para o uso das pessoas portadoras de deficiência visual, garantindo-lhes o pleno acesso às informações disponíveis.

§ 1o Nos portais e sítios de grande porte, desde que seja demonstrada a inviabilidade técnica de se concluir os procedimentos para alcançar integralmente a acessibilidade, o prazo definido no caput será estendido por igual período.

§ 2o Os sítios eletrônicos acessíveis às pessoas portadoras de deficiência conterão símbolo que represente a acessibilidade na rede mundial de computadores (internet), a ser adotado nas respectivas páginas de entrada.”

Entretanto, o que se observa é que, em termos de acessibilidade em sites do Governo Federal, ainda há muito que fazer, pois, de acordo com a pesquisa de acessibilidade feita em 2010 pelo IBGE, somente 2,5 % dos sites do Governo, até este ano, apresentavam recursos que permitiam a acessibilidade, apesar de, em 2011, este percentual ter subido para 5%, mesmo assim, continua muito, muito baixo. O estado do Pará, dentre os estados, é o que apresenta maior percentual de inclusão digital (30 %) em sites de sua administração pública.

Até final do primeiro semestre de 2012, o percentual de sites acessíveis na web era de apenas 2 %, significando que ainda há muito por ser feito pela inclusão digital e acessibilidade na web para portadores de deficiência, de modo geral.

D_implementacao lei acessibilidadeJanicy Aparecida Pereira Rocha, em seu mestrado em ciência da informação pela Universidade Federal de Minas gerais (UFMG), em 2013, desenvolveu um estudo antropológico sobre a “(in)acessibilidade” da web envolvendo portadores de DV, constatou que é muito importante compreender as especificidades e imperativos de tais deficientes, para que se possa desenvolver websites cada vez mais acessíveis, apesar das dificuldades apresentadas na implementação da Lei da acessibilidade, vigente no Brasil.

Em se tratando de portadores de DV, a acessibilidade na web não é algo difícil de ser praticada e pode ser um bom início para a grande maioria dos sites, basta aplicar técnicas simples, como por exemplo, projetar páginas para a utilização de leitores de tela, como o DosVox, que transformam, em voz, os textos publicados e, para isto, o webdesign deve seguir as recomendações do W3C, entidade internacional que organiza e propõe regras de acessibilidade.

O maior problema encontrado por um portador de deficiência visual (DV), quando acessa a internete, são as imagens, pois ainda não se sabe da existência de leitores para deficientes visuais que façam a audiodescrição da imagem, porém a adição de legendas já seria de grande auxílio.

Ao usar o DosVox, por exemplo, você poderá perceber, claramente, a diferença entre sites que seguem e os que não seguem as recomendações do W3C. No primeiro caso, o site é lido normalmente e as imagens são explicadas, já no segundo caso o site é lido de forma incoerente e as imagens são descritas pelo nome de arquivo.

Lógico que para incrementar um site com ferramentas de acessibilidade, causará um aumento no custo, como também requer mais tempo para sua elaboração, que pode ser estimado em torno de 5 % do tempo consumido para definir e apresentar uma página de bom visual.

A alagoana Fabiana Toledo, secretária adjunta e consultora do Governo do Estado de Alagoas, com vasta formação em ciência, engenharia e tecnologia da informação, em 2013, concluiu o desenvolvimento de um projeto, considerado viável e inovador por entidades especializadas, com o intuito de promover a inclusão de pessoas com necessidades especiais. O projeto, denominado TV Digital Assistiva e Interativa, tem como conceito fundamental realizar ações de interatividade entre um televisor e um aparelho celular, permitindo com que portadores de deficiência utilizem o celular para calibrar o volume do som ou acessar canais de TV, caso apresente alguma deficiência que o impeça de utilizar o controle remoto, o qual, como se sabe, não apresenta ferramentas de acessibilidade, como o celular.

E_panasonic_logoE por falar em TV, a Panasonic lançou, em 2012, no Reino Unido, 30 modelos de televisores digitais que possuem recursos de acessibilidade adicionais ao close caption, que permitem aos portadores de DV ou com reduzida visão, ouvir, por exemplo, o número do canal e o nome de um programa, quando se muda de canal; o tempo de início e fim de um programa, como também se um dado programa disponibiliza soluções de acessibilidade, como audiodescrição, além de disponibilizar online, via rede Wi-Fi, para ouvir, um guia eletrônico das programações e uma sinopse de cada programa. Não houve repasse de custo para o consumidor, mas isto só foi possível com o crescimento do mercado de tecnologia da informação. A Panasonic promete acrescentar novos recursos de acessibilidade se tais modelos forem aprovados pelo público que deseja alcançar.

Outra iniciativa plausível de acessibilidade digital é a do site VisionVox, que dispõe 40.000 e-books de acesso gratuito para portadores de DV. O site é bastante simples, sem a mínima sofisticação visual, o que não o impede de apresentar ferramentas de compartilhamento em redes sociais (Facebook), até porque isto auxilia na sua divulgação, tanto por portadores como não portadores de DV. Neste site, você encontrará clássicos da Literatura Brasileira, como de Machado de Assis, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, etc. O site apresenta opções de audiolivros, sinopses, biografias, promoções, atualizações e sugestões mensais de leitura, dentre outras opções.

Em se tratando de acessibilidade digital para portadores de surdez, foi desenvolvido em 2013, por alunos de mestrado da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), um aplicativo para dispositivos móveis denominado ProDeaf, que permite traduzir frases em português para Libras (Língua brasileira de sinais). O aplicativo funciona por meio da capacidade em reconhecer a voz emitida por um dispositivo móvel dotado de sistema operacional (smartphone, tablet, etc.), que a traduz para Libras com a assistência de um avatar. O aplicativo possui uma base de dados de aproximadamente 3.700 sinais, que serão ampliados para a inclusão de regionalismos.

F_Simbolo_internacional_para_surdezO ProDeaf recebe o nome de uma startup, a qual também desenvolveu uma ferramenta web, uma plataforma online para cadastramento de novos sinais, mediante um sensor que os reconhece, denominado Kinect. O sinal reconhecido é salvo e adicionado à base de dados do aplicativo ProDeaf. Em adendo a isto, o ProDeaf também possui uma ferramenta para traduzir sites em Libras. O ProDeaf já vem sendo usado pelo Bradesco Seguros em seu site. O ProDeaf está disponível para download nas plataformas Android, IOS e Windows Phone. Atualmente, o ProDeaf possui três versões: o ProDeaf móvel, que traduz voz e texto para Libras e pode ser baixado gratuitamente na Apple Store, Google Play e Loja do Windows Phone; O ProDeafWeb, tradutor de Libras online e; o WebLibras, que traduz conteúdos de sites para libras.

Outro aplicativo que chegou ao mercado em 2013 e também está voltado para a acessibilidade de portadores de surdez é o Hand Talk (“Mãos que Falam”). Desenvolvido por três alagoanos (Ronaldo Tenório, Carlos Wanderlan e Thadeu Luz) e fruto de um projeto da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), o Hand Talk é considerado o melhor aplicativo de inclusão social do mundo, título reconhecido pela WSA-mobile, algo equivalente ao Oscar de aplicativos para plataformas móveis, cujo evento é organizado pela ONU. No Hand Talk é possível captar o som do ambiente ou a imagem de um texto fotografado ou textos digitais e traduzir para Libras, instantaneamente; a tradução é mediada por um avatar em 3D, denominado Hugo. O Hand Talk, igualmente, está disponível para download nas plataformas Android, IOS e Windows Phone, como também está disponível para a plataforma BlackBerrie World e pode ser baixado gratuitamente.

Um aplicativo voltado para a acessibilidade de portadores de deficiência física motora é o Ldn Access, que foi desenvolvido em 2012 por um Londrino, Daniel Biddle, que foi vítima de uma explosão de bomba em ato terrorista no metrô de Londres, no qual perdeu as duas pernas, o baço e o olho esquerdo. Daniel Biddle enfrentou muitas dificuldades de acesso na cidade de Londres após adquirir deficiência, e então lhe surgiu à ideia de desenvolver um aplicativo para Iphone em parceria com uma amiga, Tobi Collett. O Ldn Access coleta informações sobre percursos com rampas, com instalações sanitárias adaptadas para cadeirantes e com outros recursos de acessibilidade, que podem ser encontrados em hotéis, restaurantes, bares, cinemas, etc. da capital britânica.

Working on a digital tabletO aplicativo ainda fornece informações sobre a área ao redor do usuário, como também a possibilidade de escolher locais por categorias, como hotel, por exemplo, e, a seguir, permite refinar a busca. De acordo com Biddle, o aplicativo é simples de usar, pois basta apertar um ícone para ter acesso a informações e isto facilita o uso pelos portadores de deficiência, que apresentam problemas de destreza e dificuldades para digitar pequenos textos, como também pode ser utilizado em locais fechados e sem acesso à internete, já que não requer conexão. Eis aí uma ideia para os desenvolvedores voltados para a inclusão social, que pode ser adaptada, em nossas cidades e metrópoles, para proporcionar acessibilidade a portadores de deficiência motora.

Apesar da tecnologia touchscreen proporcionar simplicidade para não portadores de DV, como no exemplo acima, para quem tem DV, pode ser um grande problema. Pensando nisto, Agebson Rocha Façanha, estudante de mestrado, de ciências da computação da Universidade Federal de Fortaleza (UFC), em 2012, desenvolveu um estudo propondo acessibilidade visual e táctil para tais dispositivos. Em seu estudo, Agebson, além do desenho universal de ambientes para uso de portadores e não portadores de deficiência, também descreve as principais tecnologias assistivas, a saber, hardwares específicos, leitores de tela e aplicativos, as quais facilitam a interação de portadores de DV com dispositivos touchscreen. No caso de aplicativos, por exemplo, é possível, aos portadores de DV, enviar e receber SMS utilizando tais dispositivos e, para isto, tais portadores se valem da faculdade de percepção de sinais sonoros e táteis. Apesar das dificuldades encontradas, Agebson obteve avanços na utilização de tais tecnologias.

Agebson aborda, também, a acessibilidade em redes sociais motivado pela informação de que 80% dos usuários de internete visitam redes sociais e blogues e, destes, 40% acessa por meio de smartphones, tablets e outros dispositivos móveis e no fato de que 99% dos internautas brasileiros visitam as redes sociais ao menos uma vez por mês.

H_rede socialAs redes sociais, apesar de serem populares entre os internautas brasileiros, apresentam sérias restrições à acessibilidade para portadores de DV, porém isto pode ser melhorado com a aplicação das diretrizes internacionais de acessibilidade na web, preconizadas pela W3C no documento WCAG, para que os leitores de tela possam apresentar uma navegação mais satisfatória.

O Twitter, por exemplo, quando acessado por leitores de tela, como o DosVox, apresenta links confusos e conteúdos em inglês; leva o portador de DV para outra janela sem advertência precedente; exibe imagens sem descrição com desajustamento de contraste, assim como níveis de cabeçalhos desorganizados. Entretanto, mesmo apresentando estes problemas, o Twitter possui uma interface com razoável acessibilidade, e contribui muito, para isto, sua característica de microblogue, como também por utilizar menos imagens e outros recursos visuais. Por esta razão é a rede social preferida dos portadores de DV, que o acessam por meio de aplicativos, denominados “Clientes de Twitter”, como o QwitterCliente, em português ou o Bc_Tweeter, em espanhol, ambos gratuitos. Outra forma para portadores de DV acessar o Twitter é por meio do site easychirp.com. Há também a possibilidade de acessar o Twitter pelo TwitVox, cujas orientações para instalação você pode obter no site bidvb.com:2300, cujo link para acesso, você pode encontrar no final deste artigo, assim como os dos aplicativos citados neste parágrafo.

Ainda de acordo com Agebson, alguns Clientes de Twitter para plataformas móveis, como smartphones e tablets, incluem os aplicativos Tweetlist 4 (Apple) e Tweet 60 (Nokia com teclado físico). Mais recentemente pode-se acrescentar, para o Iphone, além do Tweetlist 4, o TwitterRific 5, ambos compatíveis com o leitor de tela VoiceOver. Também para aparelhos da Nokia, existem Clientes de Twitter mais recentes, que são projetados para um ou alguns dispositivos, conforme versão do sistema operacional Symbian utilizada. A Nokia também possui leitor de tela para sua plataforma móvel, o Nokia Screen Reader. Todos estes aplicativos não são gratuitos.

I9_android-logoEm termos de leitores de telas para plataformas móveis que apresentam display com tecnologia touchscreen, a Apple está utilizando, em seus dispositivos móveis em geral, como Iphone, Ipad, etc., o já referido VoiceOver (leitor de tela totalmente controlado por gestos) que, combinado com alguns aplicativos Cliente de Twitter, o portador de DV pode acessar esta rede social. Existem muitos Clientes de Twitter compatíveis com o VoiceOver,porém todos eles acessam o Twitter com alguma imperfeição, pelo menos quando considera-se a plataforma Mac. Dentre tais Clientes de Twitter, pode-se mencionar o Cliente Yorufukurou. A Nokia também já desenvolveu um leitor de tela, igualmente, já referido (Nokia Screen Reader), que é compatível com aproximadamente 50 modelos. O Google continua desenvolvendo melhoras no TalkBack, leitor de tela da plataforma Android, atualmente na sua quarta versão.

Em relação a leitores de tela para desktops,a comunidade Linux, com seu sistema operacional de código aberto de mesmo nome, também desenvolveu seu leitor de tela e o denominou de ADRIANE, acrônimo Inglês de Audio Desktop Reference Implementation And Networking Environment, que se pode traduzir para Ambiente para Redes Sociais e Referencial para Implementação de Desktop Auditivo; foi desenvolvido, especificamente, para portadores de DV e vem acompanhado de utilitários e programas, como navegador de internete, sintetizador de voz – ainda que robótica – disponível em 30 idiomas e ferramenta para chamar a atenção para onde está o ponteiro do mouse, objetivando, com isto, auxiliar os portadores de DV em suas atividades e dificuldades mais comuns do dia a dia.

Outro leitor de tela para desktops, porém desenvolvido para a plataforma Windows, também de código aberto, é o NVDA, acrônimo de “NonVisual Desktop Access” e pode ser traduzido para Desktop de Acesso Não Visual e está disponível em 20 idiomas; também é gratuito, leve, fácil de baixar e configurar, além de apresentar versatilidade de uso para não portadores e portadores de DV, pois pode ser ativado e desativado para uso de um, assim como recuperar configurações para uso de outro.

Em síntese, a sociedade contemporânea tem se esforçado pela inclusão social de portadores de deficiência em geral. Entidades internacionais como a ONU e W3C, GARI, MMF e iniciativas governamentais tem surgido ao longo dos anos. Entretanto, ainda há muito que fazer pela acessibilidade tanto pela digital, como não digital. Quando se considera a internete, por exemplo, constatamos este fato, pois são poucos os blogues, sites e plataformas de redes sociais que utilizam, adequadamente, recursos de acessibilidade. União, Estados, Municípios e Distrito Federal também têm feito muito pouco, apesar das Leis que foram aprovadas para garantir acesso à informação/comunicação e mobilidade urbana dos cidadãos portadores de deficiência física. Portanto, entidades e organizações não governamentais ligadas à defesa dos direitos de portadores de deficiência devem se aproximar para cobrar, das autoridades, a garantia do cumprimento das Leis.

Links para clicar e acessar:

Lei da acessibilidade

http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/decreto%205296-2004.pdf

Mobile Manufacturers Forum (MMF)

(http://www.mmfai.org/public/)

Global Accessibility Reporting Initiative (GARI)

https://www.gari.info/index.cfm

W3C

http://www.w3c.br/Home/WebHome

Dissertação MSc: Janicy A. P. Rocha, UFMG (2013)

http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/handle/1843/ECIC-9BFKDS/disserta__o_janicy_rocha_2013.pdf?sequence=1

VisionVox

http://www.visionvox.com.br/

ProDeaf

http://www.prodeaf.net/

Hand Talk

http://www.handtalk.me/

Dissertação MSc, Agebson Rocha Façanha, UFC, 2012

www.mdcc.ufc.br/teses/doc_download/186-

Aplicativo QwitterCliente

http://www.qwitter-client.net/

Mais informações sobre o QwitterCliente acesse o site:

http://www.vejam.com.br/qwitter

Aplicativo Bc_Tweeter (Indisponível por tempo indeterminado)

http://bc-tweeter.juntosblog.info/

Site easychirp para acesso ao Twitter

http://www.easychirp.com/

Site bidvb.com:2300 para orientação para instalação do TwitVox

http://www.bidvb.com:2300/+virtual%20books%20courses.html/+manuais%20e%20guias/twitvox%20-%20manual%20simplificado.txt

Cliente de Twitter Yorufukurou

https://itunes.apple.com/br/app/yorufukurou/id428834068?mt=12

Informações sobre o ADRIANE

http://imasters.com.br/design-ux/acessibilidade/conheca-o-adriane-um-gerenciador-e-leitor-de-tela-para-deficientes-visuais/

Site da comunidade portuguesa do NVDA

http://nvda.pt/

Artigo relacionado

http://notebooksesimilares.com.br/aplicativos-para-deficientes-visuais-que-auxiliam-na-utilizacao-de-computadores/

 

49 thoughts on “O que a sociedade da informação está fazendo pela acessibilidade de portadores de deficiência em geral?

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